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Mais um tema relevante para a população foi debatido durante Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Campos nesta segunda-feira (26). Vereadores e médicos trataram da questão das Cirurgias Bariátricas no município. A audiência foi proposta pelo vice-presidente da casa, vereador José Carlos.

Também participaram o presidente do legislativo, Marcão Gomes (Rede); o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Abdu Neme (PR); o vereador Enock Amaral, também componente da comissão; os médicos cirurgiões Jomar Jober, Rodrigo Rios, Wilson Batista e Carlos Gicovate; o diretor do Hospital Ferreira Machado, Pedro Ernesto Simão; Helio Conceição, diretor de Controle e Avaliação da secretaria municipal de Saúde, representando a secretária Fabiana Catalani; e Raquel Arlinda, diretora do Hospital Geral de Guarus; além dos vereadores Jorginho Virgílio (PRP), Josiane Morumbi (PRP), Thiago Virgílio (PTC), Marcelo Perfil (PHS), Fred Machado (PPS), Cláudio Andrade (PSDC), Joilza Rangel (PSD), Pastor Vanderly (PRB), Genásio (PSC) e Neném (PTB).

“Descobrimos que ao longo do ano de 2016 foram paralisadas essas cirurgias em Campos e algumas pessoas foram encaminhadas para municípios vizinhos. Sabendo disso, estamos realizando essa audiência hoje com pessoas capacitadas para nos passar informações sobre a retomada dessas cirurgias. Sabemos das nossas dificuldades orçamentárias e do quanto o orçamento da prefeitura caiu, mas devemos ter prioridades e a maior delas deve ser a vida. A nossa fila está em 400 pessoas, mas ela pode aumentar e nossos hospitais precisam estar credenciados para atender”, disse José Carlos durante a abertura.

Rodrigo Rios lembrou o número de obesos. “Em nossa cidade temos cerca de 125 mil obesos, sendo aproximadamente sete mil deles com indicação cirúrgica. A prefeitura tinha um convênio com os Hospitais Álvaro Alvim e Santa Casa de Misericórdia para cinco cirurgias por mês, em cada um. Mas em outubro de 2015, por falta de repasses, nós precisamos parar. Uma outra informação é que estamos nos credenciando no governo federal e este processo está parado lá”. Jomar ressaltou as complicações da doença. “Além da diabetes e hipertensão, temos o aumento do risco para infarto, câncer, hepatite entre outras doenças. Hoje temos em atraso o valor de 30 cirurgias, que aconteceram e não foram pagas. Nós também devemos trabalhar no sentido da prevenção, para não deixar nossas crianças se tornarem adultos obesos. Eu me ofereço a participar de um programa de conscientização nas escolas”.

O representante da secretaria de Saúde explicou o processo de credenciamento. “Nós recebemos do Ministério da Saúde os processos de credenciamento para a cirurgia bariátrica do Álvaro Alvim e da Beneficência Portuguesa, com algumas pendencias. Inclusive foi sugerida pela área técnica do ministério uma reunião via videoconferência, para debater essas pendências. Sabemos que existe uma demanda e a necessidade das pessoas que passam por isso, nós da secretaria estamos empenhados junto ao ministério para fazer este credenciamento. Outro assunto é sobre o programa que leva saúde às escolas e, desde já, convidamos o senhor Jomar a participar do projeto. Sobre a contratualização dos hospitais por parte da prefeitura, nós herdamos este processo que termina agora em julho. Então, vamos poder rever todos os processos e refazer as contratualizações”, explicou Hélio.

Abdu Neme falou em nome da Comissão de Saúde. “Em 2012 apresentei uma Lei que autorizava a criação de um centro de tratamento da obesidade e síndrome plurimetabólica. De acordo com a lei que foi aprovada, o centro teria uma equipe multidisciplinar, além disso, as escolas teriam a obrigação de realizar palestras e ter merendas saudáveis para poder incentivar o consumo de alimentação saudável na infância. Sabemos que a demanda do governo é grande, mas a saúde deve ser prioridade e deve ser definida em orçamento.

Vilson Batista explicou a importância de fazer o credenciamento de outras cidades também. “O credenciamento federal contempla ainda todo o acompanhamento, tratando também a obesidade tipo dois, o sobrepeso, além de cobrir as cirurgias reparadoras necessárias após o emagrecimento. Outra informação é sobre o credenciamento que deve ser de forma Regional, então sugiro uma reunião com os secretários da região para poder acelerar este processo”. Já Carlos Gicovate lembrou os pacientes na fila de espera. “A obesidade cresceu muito nos últimos 10 anos, hoje a cada cinco pessoas uma é obesa. Na lista de espera do nosso município existem pessoas que já passaram pelos exames e por todo procedimento necessário, mas ainda não há previsão de marcação de cirurgia”.

José Carlos concluiu a reunião com um pedido de audiência com o prefeito Rafael Diniz. “Vamos buscar uma agenda com o prefeito, a secretária de Saúde, o doutor Hélio Conceição e com os vereadores para levar o que nós avançamos nesta audiência pública de hoje. Ouvimos aqui as pessoas referendadas para falar sobre o tema. Agora vamos solicitar o retorno dos procedimentos, que não seja um número grande de cirurgias, mas vamos buscar algumas por mês em cada hospital, de forma que possamos garantir o pagamento deste serviço aos respectivos hospitais”.

*Por Vivianne Chagas - Ascom Câmara Campos