Câmara
CESAR NASCENTES TINOCO



PRESIDENTE

VICE – PRESIDENTE

Dr. PEDRO COELHO BARROSO

SECRETÁRIO

DADOS BIOGRÁFICOS

César Nascentes Tinoco nasceu no dia 02 de dezembro de 1884 em Macaé, Estado do Rio de Janeiro. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos.Foi ferroviário, jornalista e formou-se na Faculdade Nacional de Direito.Voltando a sua terra natal ingressou na política, fez-se vereador Á Câmara Municipal de Campos, onde chegou a ocupar a presidência.

Assumiu a prefeitura e Campos nos anos de 1921 e 1922. Continua a sua carreira política deputado estadual, federal, Vice – Presidente do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da Assembleia legislativa Estadual. Assumiu os cargos de Secretário do Interior e Justiça, promotor Público no Rio de Janeiro e Curador de Acidentes do Trabalho, também, no Rio de Janeiro.

Como jornalista, fundou os jornais “O Rio de Janeiro”, em 15 de maio de 1914 e dez anos mais tarde, “ O Dia”. Anteriormente, em 03 de maio de 1905, fundou a revista estudantil  “ O Ideal” e em setembro do mesmo ano, a revista“ O Álbum”.

Como prefeito fez doação do terreno do cemitério do Quimbira, para a edificação da Policlínica, da Maternidade e do Hospital Infantil, bloco que atualmente compõe a Faculdade de Medicina de Campos.

Era vereador da Câmara Municipal de Campos, quando eclodiu a “Revolução de 1930”, responsável pela instauração da ditadura no Brasil.Se destacou na política nos movimentos revolucionários de 1922,(1) 1924(2) e 1930 (3).

Em sua homenagem, no ano de 1950, o Governador Edmundo de Macedo Soares e Silva inaugurou do “Grupo Escolar César Tinoco”, localizado em Santa Cruz. Teve inaugurado o seu retrato na“ Galeria da Saudade” da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, no dia 31 de agosto de 1960.

Dr. César Nascentes Tinoco faleceu no dia 13 de junho de 1960. (CARVALHO, 1985, pp.269 e 270).

ATUAÇÃO POLÍTICA

 Em 24 de janeiro de 1919 há eleição provisória para a presidência da Câmara. Eleito para Presidente o Dr. Luiz Antonio Ferreira Tinoco com cinco votos e para Vice – Presidente, o Coronel João Thomaz Pache de Faria, com seis votos. O Dr. Pedro Coelho Barroso foi eleito Secretário, para compor a Mesa, com seis votos.

Vereadores Votantes

Dr. Luiz Antonio Ferreira Tinoco

Capitão Benedicto dos Santos Grain

Major Arthur Pinto

Major Joaquim Saturnino Rodrigues de Britto

 Dr. César Nascentes Tinoco

Dr. Hélio Guimarães

Coronel João Thomaz Pache de Faria

Dr. Pedro Coelho Barroso. (Livro de Atas 1913-1919, p. 184).

Nesta mesma sessão, congratulações enviadas ao senhor Raul de Moraes Veiga pela sua posse como Presidente do Estado.

Na sessão de 27 de fevereiro de 1919, foi realizada uma nova eleição, para a presidência, dessa vez definitiva. O Dr. Luiz Antonio Tinoco é novamente eleito, mas alegando problemas particulares acabou renunciando.

Devido à renúncia do Dr. Luiz Antonio Tinoco, que havia sido eleito Presidente da Câmara, na sessão de 27 de fevereiro de1919, outro escrutínio foi realizado.

Eleito para Presidente do Legislativo o Dr. César Nascentes Tinoco com seis votos e para Vice- Presidente da Casa, o Coronel João Thomaz de Faria, com oito votos. Para Secretário o Dr. Pedro Coelho Barroso, com oito votos.

Vereadores Votantes

Coronel João Thomaz Pache de Faria

José Bruno de Azevedo

Alcindor de Moraes Bessa

Major Joaquim Saturnino Rodrigues de Britto

Dr. Luiz Antonio Ferreira Tinoco

Coronel Arthur Pinto

Dr. César Nascentes Tinoco

Dr. Attilano Chrisósttomo de Oliveira

Pedro Coelho Barroso.  (Livro de Atas 1913-1919, p. 194).

O Livro de Atas referente ao período de junho de 1919 a dezembro de 1922 não foi encontrado no Arquivo da Câmara. Este período foi pesquisado no Monitor Campista.

No livro MEMÓRIAS (1917/1918, p.71), consta a lista de Vereadores (1919 – 1921).

Dr. Luiz Antônio Ferreira Tinoco

Coronel João Thomaz Pache de Faria

Dr. Alcindor de Moraes Bessa

José Bruno de Azevedo

Dr. Pedro Coelho Barroso

Major Saturnino Rodrigues de Britto

Major Arthur Pinto

Dr. Lélio Guimarães

Dr. Cezar Nascente Tinoco

Dr. Attilano Chrysostomo de Oliveira

Consta também, neste livro, que em 1921 houve a inauguração de um grande teatro em Campos, o “Teatro Trianon”, que estava sendo construído desde 1919, com iniciativa do Francisco de Paula Carneiro, “ Capitão Carneirinho.”

“Segundo o Blog ururau, de 1918 até 1920, assumiram temporariamente a Prefeitura de Campos, os Presidentes da Câmara, o Coronel João Pache de Faria, Dr. Luiz Antônio Ferreira Tinoco e Dr. Cesar Nascentes Tinoco.” (htpp://ururau.com.br). Acessado em 07/01/2015 às 18h20min.

Na sessão de 27 de Abril 1920 foi aprovado o novo Regimento Interno da Câmara contendo um total de 204 artigos. Destaques deste regimento:

Artigo 1º par. 2º: “Depois de declarada aberta a sessão inicial dos trabalhos de verificação de poderes, immediatamente se procederá, por escrutínio secreto e por maioria de votos, a eleição de um Presidente, um Vice-presidente e um Secretário, que constituirão a Mesa Provisória da Câmara Municipal até a sua installação solenne”. (Monitor Campista, 12 de julho de 1921. p. 1).

Artigo 15: “Na reunião solenne de installação, sob a presidência provisória, cada vereador prestará a seguinte affirmação: ‘affirmo bem desempenhar as funcções de Vereador, sustentar e promover, quanto em mim couber, a felicidade pública”. (Monitor Campista, 11 de maio 1920, p. 1).

Artigo 16: “Em seguida á affirmação prestada pelos vereadores proceder-se-á, dentre elles, por escrutínio secreto, a eleição de um Presidente, um Vice-presidente e de um Secretário definitivos, cujos poderes durarão até a primeira sessão ordinária do anno seguinte, em cuja primeira reunião proceder-se-á nova eleição” (Monitor Campista, 11 de maio de 1920, p. 1).

A segunda sessão ordinária só ocorreu em 10 de Julho de 1920 e a terceira, em Novembro do corrente ano.

Na Edição de 24 de agosto de 1920, menciona o lançamento da pedra fundamental do novo prédio do fórum feito pelo então presidente do Estado Raul de Moraes Veiga.

Na edição de 11 de janeiro de 1921, o jornal Monitor Campista, consta que  ocorreu a reeleição da Mesa da Câmara em 1920.

O Monitor Campista na edição de 23 de março de 1921 a Câmara se reúne para tentar resolver uma questão referente à quebra de contrato com a Companhia Brazileira de Tramways, Luz e Força, que acabou por deixar a cidade às escuras e sem o serviço de bondes.  

Na edição de 13 de maio de 1921, consta no Monitor Campista, inaugurações do busto de José do Patrocínio no Parque Nilo Peçanha.

Edição de 28 de maio de 1921 consta notícias sobre a renúncia do prefeito Luiz Sobral. Não há relato sobre o motivo e coincidiu com a visita do presidente do Estado, Raul Veiga.

Na Edição de 31 de maio de 1921: “(...) A nossa reportagem conseguiu saber que o Sr. Raul Veiga, deante da situação, resolveu deixar a Prefeitura em mãos do Sr. César Tinoco, substituto do prefeito, como presidente da Câmara que é, até que chegue da Europa o Sr. Nilo Peçanha. O senador fluminense indicará então o novo prefeito. (...)”. Havia uma influência muito grande do Barão de Miracema sobre a escolha. Durante esse período o Monitor Campista não registra atividade da Câmara.

Na Sessão do dia 11 de julho do corrente ano foi votada moção de solidariedade ao Peçanha Sr. Dr. Nilo Peçanha por ter sido indicado para a eleição presidencial de 1º de março de 1922. (Monitor Campista, 12 de julho de 1921).

Consta na edição do Monitor Campista de 14 de julho uma “Cena de Pugilato” entre o Dr. César Tinoco e Bruno de Azevedo, pois o vereador José Bruno de Azevedo teria usado de linguagem imprópria contra colegas da Casa Legislativa, pois César Tinoco tirou-lhe a palavra e Bruno avançou contra este e foi recebido com um murro.

Em 22 de agosto de 1921, foi assinado decreto nomeando o Dr. César Tinoco como Prefeito de Campos, cargo que já vinha ocupando por força de Lei. Com essa nomeação, perdeu o seu mandato de deputado. O Vice – presidente, Pache Faria, assumiu interinamente a presidência da Casa Legislativa.  (Monitor Campista, 23 de agosto de 1921).

Noticiado em 14 de setembro de 1921, no Monitor Campista, a inauguração do novo Mercado Municipal que iniciou no governo do Dr. Luiz Sobral e inaugurado nessa gestão.

No jornal Monitor Campista foi encontrada uma única reunião na Câmara Municipal, no dia 10 de dezembro do corrente ano, entre os meses de julho a dezembro.

Última Sessão presidida pelo Dr. César Nascentes Tinoco ocorreu no dia 13 de julho de 1921. ( Monitor Campista, 14 de julho de 1921)

Fontes Bibliográficas

  • CARVALHO, Waldir P. Gente que é Nome de Rua. Biografias. 1985. Vol.1.
  •   Livro de Atas da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, 1913-1919.
  • MEMÓRIAS, Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, 1997-1998. Biblioteca Wellington Paes
  • (htpp://ururau.com.br). Acessado em 07/01/2015.
  • Monitor Campista, 1920.

RODAPÉ

  1. – Revolta dos 18 do Forte de Copacabana

 A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi uma revolta tenentista ocorrida na cidade do Rio de Janeiro (capital do Brasil na época) em 5 de julho de 1922. Foi a primeira revolta tenentista da República Velha.Teve como motivos o descontentamento com o monopólio político das oligarquias de SP e MG, a derrota do candidato fluminense Nilo Peçanha (apoiado pela maioria dos militares do Rio de Janeiro) para Arthur Bernardes (apoiado pela oligarquia de São Paulo) e também com as fraudes eleitorais que ocorriam no Brasil na época da República Velha, entre outras causas.

 

 Os rebeldes foram cercados pela tropa do Governo Federal. Após forte tiroteio em frente ao posto 3 da praia de Copacabana, somente Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram e foram presos. Os outros dezesseis integrantes do movimento foram mortos no combate.

 

  1. - A Revolta de 1924 foi o maior conflito bélico já ocorrido na cidade de São Paulo.

A revolução de 1924 está inserida no movimento tenentista, decorrente do levante Copacabana, ocorrido em 5 de julho de 1922, na então capital do Brasil.
No dia 5 de julho, em São Paulo, cerca de 1000 homens ficaram em locais estratégicos, o objetivo da mobilização era tirar do poder o presidente Artur Bernardes, no entanto, outra vez, o grupo de tenentes não sobressaiu e foi derrotado formando a coluna paulista.


Revolução de 1930. Foi um movimento de revolta armado, ocorrido no Brasil  que tirou do poder, através de um Golpe de Estado, o presidente Washington Luiz. Com o apoio de chefes militares, Getúlio Vargas chegou à presidência da República. Com o Golpe de 1930 terminou o domínio das oligarquias no poder. Getúlio Vargas governou o Brasil de forma provisória entre 1930 e 1934 (governo provisório). Em 1934, foi eleito pela Assembleia Constituinte como presidente constitucional do Brasil, com mandato até 1937. Porém, através de um golpe com apoio de setores militares, permaneceu no poder até 1945, período conhecido como Estado Novo.