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Apresentação
O propósito deste trabalho não é trazer uma relação exaustiva dos autores campistas, mas sim ser um ponto de partida nesta direção.

Também não nos propomos a inventariar todas as obras de cada autor, mas sim a registrar obras de referência. Para que a relação se torne cada vez mais completa, será preciosa a colaboração dos leitores – sugerindo acréscimos na lista de nomes, obras e mesmo de traços biográficos. Trata-se, portanto, de uma tarefa coletiva e sempre renovável.

Cabe ainda registrar que aqui são tomados como campistas tanto autores nascidos em Campos dos Goytacazes (RJ) como escritores que aqui viveram e gestaram sua obra.

Esta pesquisa vem sendo efetuada pela historiadora Dilcéa de Araújo Vieira Smiderle, mestre em Políticas Sociais pela Uenf, com a indispensável participação do médico, escritor, memorialista e mecenas Welligton Paes.

Boa leitura!


Álvaro Borges Vieira Pinto

“A pesquisa científica é uma forma das mais elevadas e fecundas de servir o Brasil. Os homens de ciência devem ser cercados daquele carinho e daquele estímulo que lhes permitam realizar no recolhimento dos seus laboratórios, o que deles espera a técnica para transformar em riqueza os nossos potenciais econômicos.”
Nasceu em Campos em 11 de novembro de 1909 e faleceu em 11 de junho de 1987, de infarto, na Casa de Saúde Santa Maria, em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Era filho de pequeno comerciante.
No Rio de Janeiro, conclui seus estudos no colégio Santo Inácio, em Botafogo. Se mudou com a família para São Paulo, onde entrou em contado com o ambiente intelectual paulistas do Largo do ouvidor.
Volta para o Rio, ingressando na Faculdade Nacional de Medicina. Nessa época seu pai fora vitima de um insucesso econômico e logo a seguir sua mãe veio a falecer. Forçado a trabalhar, Vieira se credenciou a um colégio religioso onde passou a dar aulas de Filosofia e Física para o ensino médio.
Em 1931, assumiu, como acadêmico de medicina, a vice-presidência da Ação Universitária Católica do Rio de Janeiro (AUC).
Em 1932, conclui a graduação e tenta instalar sua clinica em Aparecida (SP). Sem êxito, retorna ao Rio de janeiro, onde inicia o exercício da medicina. Nos próximos anos dedica-se aos estudos e pesquisas laboratoriais, envolvendo-se na pesquisa sobre efeitos da radioterapia e da elevação da pressão atmosférica no tratamento e cura do câncer.
Em 1934, ingressou na Ação Integralista Brasileira (AIB), grupo de inspiração fascista sob a liderança de Plínio Salgado.
Formou-se em Física e em Matemática pela antiga Universidade do Distrito Federal (UDF). Foi convidado, pelo então reitor, Alceu Amoroso Lima, da Universidade do Distrito Federal, para ministrar na Antiga Faculdade de Filosofia o curso de Lógica Matemática, pela primeira vez oferecido no Brasil. Logo após passa a lecionar na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
Católico, Vieira Pinto manteve estreitos laços intelectuais com filósofos e pensadores religiosos.
Após a II Guerra Mundial, vários professores alemães deixaram as suas disciplinas vagas na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Vieira Pinto então passou a responder pela cadeira de História da Filosofia, como professor assistente.
Em 1941, tornou-se colaborador da revista Cultura Política, publicação que reuniu os mais expressivos intelectuais do Estado Novo, assinando a coluna "Estudos e pesquisas científicas".
Em 1949, viaja para a Europa, onde permanece por um ano estudando na Universidade de Sorbonne, Paris (França). Ao retornar, torna-se titular da cadeira de História da Filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
Em 1951, Vieira se afastou da pesquisa médica e passou a se dedicar exclusivamente ao ensaio e ao estudo da Filosofia.
Em 1955, aceita o convite de Roland Corbisier para chefiar o Departamento de Filosofia do recém-criado Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), organizado no âmbito do Ministério da Educação e Cultura.
Em maio de 1956, através do Itamaraty e a convite do embaixador do Brasil no Paraguai, Negrão de Lima, Vieira Pinto passa a lecionar na Universidade Colombiana e, também, na Universidade Nacional do Paraguai, onde recebe o título de Doutor de Honoris Causa.
Em 14 de maio de 1956, no auditório do MEC (Ministério da Educação), com a presença do presidente Juscelino Kubitschek, proferiu a aula inaugural do ISEB.
Em 1961, o Ministério da Educação indicou Álvaro Vieira Pinto para ocupar a direção executiva do ISEB.
Na chefia do Departamento de Filosofia do instituto, lançou a coleção "Textos de Filosofia Contemporânea do ISEB" e publicou Consciência e realidade nacional, considerada sua obra filosófica mais sólida. Em 1962, assumiu a direção executiva do ISEB, tendo de enfrentar uma difícil situação financeira e uma permanente campanha difamatória movida pela imprensa conservadora, tendo à frente o jornal O Globo. A oposição ao ISEB tinha como motor o comprometimento do instituto com as reformas de base defendidas pelo governo do presidente João Goulart (1961-1964).
Com o golpe militar que derrubou Goulart (31 de Março de 1964) e a repressão desencadeada a seguir, a sede do ISEB foi invadida e em 13 de abril os militares decretaram a extinção do instituto. Cassado pelo Ato Institucional nº 1 (AI-1), Álvaro Vieira Pinto se refugiou no interior de Minas Gerais e depois partiu para o exílio, primeiro na Iugoslávia e depois no Chile, onde trabalhou como pesquisador e professor no Centro Latino-Americano de Demografia, órgão ligado à Organização das Nações Unidas. Em dezembro de 1968, às vésperas da edição do AI-5, que marcou o endurecimento do regime militar, voltou ao Brasil
De 1970 a 1978, Vieira se fecha em seu apartamento. Precocemente aposentado e sem trabalho regular, se mantém traduzindo para a “Vozes”, editora católica sediada na cidade de Petrópolis, sob o pseudônimo de Francisco M. Guimarães, Mariano Ferreira ou de Floriano de Souza Fernandes, obras de autores consagrados como Arnold Toynbee, Georg Lukács, Noam Chomsky e Claude Lévi-Strauss.
Álvaro Vieira Pinto é conhecido como o primeiro universalmente importante filosofo brasileiro. Paulo Freire, por diversas vezes, referiu-se a ele como sendo seu mestre. Erudito, dominava oito idiomas.
Obra:
Estudos e pesquisas científicas I. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas II. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas III. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas IV. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas V. Contribuições brasileiras à matemática. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas VI. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas VII. Contribuições brasileiras à matemática. Cultura política - 1941
Estudos e pesquisas científicas VIII. Contribuições brasileiras à matemática. Cultura política - 1942
Estudos e pesquisas científicas IX. Cultura política - 1942
Considerações sobre a lógica do antigo estoicismo.
Filosofia actual. Asuncion: Mission Cultural Brasilenã, 1957
Razão e anti-razão em nosso tempo (JASPER, Karl. ) – introdução - 1958
Ideologia e desenvolvimento nacional – 1959
Consciência e realidade nacional – 1960
A questão da universidade -
Por que os ricos não fazem greve? –
Ciência e existência. Problemas filosóficos da pesquisa cientifica – 1979
La demografia como ciência. Chile: CELEDADE – 1975
Sete lições sobre educação de adultos – 1991
El pensamiento critico en demografia'
O Conceito de Tecnologia (2 vol.)
A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos
Fonte:
CÔRTES, Norma. Esperança e democracia: as idéias de Álvaro Vieira Pinto. Belo Horizonte: Editora: UFMG; Rio de Janeiro: IUPERJ, 2003. (coleção origem)
(CÔRTES, Norma. Esperança e democracia. As idéias de Álvaro Vieira Pinto. Rio de Janeiro: IUPERJ, 2001 (tese de doutorado). http://www.cpdoc.fgv.br/nav_gv/htm/biografias/Alvaro_Vieira_Pinto.asp, acesso em 21 de agosto de 2008; Síntese do livro A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos; Obtida de "http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Álvaro_Vieira_Pinto&oldid=31091796; in http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_Vieira_Pinto (acessado em 14/12/12).

Álvaro de Lacerda

Nasceu em Campos em 08 de dezembro de 1858 e faleceu em 13 de fevereiro de 1922. Filho de João Batista de Lacerda e Maria Assumpção Lacerda. Era irmão do abolicionista e jornalista Luiz Carlos de Lacerda e tio de Lacerda Sobrinho. Como todo Lacerda da época, era possuidor de grande intelectualidade.
Iniciou os estudos em Campos e os concluiu no ano de 1880 pela Faculdade de Medicina, no Rio de Janeiro. Abriu consultório em Campos e, após estudos na Europa, regressou ao Brasil convencido dos benefícios da eletroterapia, vindo a montar uma clinica no Rio de Janeiro. Dr. Álvaro de Lacerda foi um dos pioneiros na aplicação da energia elétrica na cura de diversas doenças.
Atraído pela política, foi eleito mais de uma vez deputado da Assembleia Provincial. Na Assembleia, fez parte do “Grupo da Montanha”, do qual eram integrantes políticos liberais e intelectuais, que gostavam de debater em público.
Grande intelectual e escritor, através da imprensa campista escreveu artigos que suscitaram polêmicas.
Dono de um espírito combativo, ficou ao lado do irmão, Carlos de Lacerda, na luta abolicionista.
Obra:
Cains da Medicina – 1913
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Antonio Carlos Pereira Pinto

Nasceu em Campos em 1927. Filho de Jorge Pereira Pinto e Alcinda Pinheiro Lopes Pereira Pinto.
Foi deputado federal cassado pela ditadura militar, em 1968, três vezes deputado estadual, secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, presidente da Comissão de Orçamento, integrante da Frente Ampla, composta por João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Afastado da vida política desde 1994, o ex-parlamentar resolveu dedicar-se ao resgate da memória de sua cidade natal.
Pereira Pinto é escritor, artista plástico e político.
Obra:
Quem quebrou a casa de meu pai – 2004
Jesus de Gargaú – 2006
Fonte:
Jornal O Diário – Caderno Dmais – 17/06/2004;
http://www.alerj.rj.gov.br/jornalalerj/jornalalerj56.pdf (acessado em 21/06/2012)

Antonio Nunes dos Santos

Nasceu em São João da Barra (RJ) em 27 de agosto de 1939, mas reside em Campos desde 1958, onde trabalhou como escrevente de justiça. Filho de Rita Maria e Marcelino dos Santos.
Antonio Nunes fez o curso secundário no Liceu de Humanidades de Campos, formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia de Campos e Direito pela Faculdade de Direito de Campos (UNIFLU). Lecionou Português no Liceu de Humanidades. Aposentado do magistério, passou a editar os vários livros que guardava em rascunhos, produção em prosa e versos de mais de trinta anos.
Foi advogado, professor universitário, jornalista, membro da Academia Campista de Letras e do Instituto Campista de Literatura. Recebeu a ‘Medalha do Mérito Barão de Barcelos’, da Câmara Municipal de São João da Barra, e o título de ‘Cidadão Honorário Campista’.
Obra:
Eu e os outros eus (crônicas) - 1999
Estórias de Beira-Rio (contos) – 1996
Brasilíada - Epopéia da Brasil-idade (poema) – 1996
Felix Felício (romance) – 1997
Homem espécie em extinção (romance) – 1997
Estórias avulsas (coletânea de contos) – 1994
Eros & Volúpia (romance) -1998
Vida pregressa de M. Dumont Pascoal (ed. do autor - romance) – 1999
Vida pregressa de M. Dumont Pascoal (ed. ACL – revisada - romance) – 2000
To Nunes e vice-verso – 100 páginas de poesia - 1999
Cronicontos – 2000
Suruba: romance de uma índole – 2001
Teatro em três peças - 1996
Entre parentes - 2004
Poemia – 2007
No limiar do mistério – 2002
Viagem maravilhosa pelos caminhos do grauçá - 2003
4 contos de reis - 2003
Entre parentes(es) - narrativa em prosa e verso - 2004
Poemia, poesia - 2007
Anima mea I e II (poesia) - 2007
Contos em contação - 2008
Memore migrante - 2009.
Fonte:
SANTOS , Antonio Nunes dos. Estórias avulsas – coletânea de contos, 1998;
carlosaadesa.wordpress.com/aspectos-culturais.../parte-vi/ - Em cache (acessado em 29-07-11)

Alberto de Souza Rocha

Nasceu em Murundu, distrito de Campos, em 30 de julho de 1923 e faleceu em 1998, em Niterói (RJ). Filho de Silvio Rocha e Affonsina Crisalina de Souza Rocha. Fez o curso primário no distrito onde nasceu, o ginásio no Liceu de Humanidades de Campos e o científico no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói (RJ).
Médico formado pela Faculdade Fluminense de Medicina (atual UFF), em 1950. Fundou a União da Mocidade Espírita de Niterói. Voltou a residir em Campos, de 1951 a 1959, trabalhando no SESI e no antigo SANDU. Em 1959 mudou-se para Niterói. Foi radiologista do Hospital Antonio Pedro.
Teve atuação ativa no movimento espírita, especialmente no campo do jornalismo.
Obra:
Quando os espíritas se encontram – 1970
Miguel: O escravo centenário (conto) – 1989
Reencarnação em foco – 1991
Espiritismo e psiquismo – 1993
Bem aventurados os que oram – 1993
Meimei, vida e mensagem - 1996
Fonte:
RÊGO, Neide Barros. Água Escondida, 1994;
Biblioteca Welligton Paes

Angela Sarmet Moreira

Nasceu em Campos em 02 de fevereiro de 1942. Filha de Abílio José Moreira e Maria Ângela Sarmet Moreira. Aprendeu a ler aos três anos de idade, em casa, com o pai. Aos quatro anos já lia jornais. Fez o curso primário no Grupo Escolar da Usina São João e no Grupo Escolar Benta Pereira. Como terminou o primário com oito anos, teve de esperar mais três anos para ingressar no ginásio, sendo este realizado no Liceu de Humanidades de Campos.
De 1961 a 1966, estudou na Faculdade Nacional de Medicina do Brasil, atual UFRJ. Logo depois de formada, fez o curso de Pós-Graduação em Pediatria e Puericultura, na PUC.
Voltando a Campos, exerceu sua profissão de Pediatra na Santa Casa de Misericórdia, no Inamps, no Centro de Saúde de Campos e no Sesi. Foi professora da Faculdade de Medicina de Campos.
Como atriz, participou do teatro amador com as seguintes peças: “A Arca dos Bichos”, “O Mágico de OZ”, “Branca de Neve”, “No Natal a gente vem te buscar”, entre outras.
Professora, médica, poeta, atriz. Como médica, continua exercendo a profissão e dando palestras sobre saúde na infância. Como poeta, faz parte do grupo “Boa Noite Amor”, colabora e participa do “Café Literário” e de outros eventos culturais realizados em sua cidade.
Obra:
‘Eu só sei falar de Amor’ – 1987
‘Rumando ao Infinito’ – 1999
Fonte:
A autora.

Antonio Manoel Alves Rangel

Nasceu em Gargaú, São João da Barra (RJ), em 1940. Pertenceu ao Instituto Campista de Literatura. Membro Efetivo da Academia Campista de Letras. Estudou no Colégio XV de Novembro, no Liceu de Humanidades de Campos, no Colégio Batista Fluminense e na Faculdade de Direito de Campos. Ingressou na Polícia Militar.
Alves Rangel é poeta, trovador e cronista.
Obra:
Meu-dia-a-dia (poemas) – 1981 Asas do Além (sonetos) – 1982
Mitos da Noite (sonetos) – 1984
Natal de 1986
Algemas e Cadeias (sonetos) – 1988
Folhas Amarelas (sonetos) – 1999
Homenagem Póstuma a Rodolfo Coelho Cavalcante (o maior poeta cordelista do Brasil) – 1999
Fonte:
Correio Literário nº 07 e 50;
Biblioteca Welligton Paes

Antonio Carmelo (padre)

Nasceu no dia 9 de fevereiro de 1870, em São Cristóvão (SE). Filho de Maximiano Teixeira de Jesus e Januária Carolina de Jesus. Apesar de não ser campista de nascimento, foi considerado campista de coração, devido aos grandes serviços prestados à igreja, quando vigário da Matriz de São Salvador, segundo Alberto Lamego. Cursou o primário em pequenos colégios da região onde nascera. Ao sentir a vocação para a vida religiosa, na idade própria entrou para o seminário, na Bahia. Concluiu o Seminário no dia 1º de novembro de 1894.
Começou sua vida de vigário em várias paróquias da Diocese baiana. Em 1897, foi transferido para São Paulo. Lá, além de pároco, entrou para a vida pública, sendo eleito Intendente Municipal. Ao término desse mandato, resolveu seguir para o Rio de Janeiro, onde atuou no magistério, vindo a fundar um colégio, o Externato Atheneu da Guanabara. Em 1907, Padre Carmelo inaugurou o Colégio Boa Vista, no alto da Tijuca.
Em 1919, para substituir o Padre Olimpio de Castro, foi nomeado para servir como vigário na Freguezia de São Salvador de Campos, tomando posse no dia 20 de abril desse mesmo ano. Mais do que um padre, D. Carmelo era um homem de grande cultura e gostava de escrever expondo suas ideias. Através de diversos jornais de Sergipe e da Bahia, mostrou, desde cedo, que era uma pessoa polêmica. Foi colaborador do Jornal do Brasil, da Revista Basiléa e da Folha do Comércio. Mesmo em Campos, mantinha sua ligação com o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.
Em 1924, quando a Matriz de São Salvador foi elevada à categoria de Catedral, padre Carmelo foi nomeado para a Cúria da mesma.
Em 29 de dezembro de 1927, escreveu uma carta ao Bispo de Campos, D. Henrique Mourão, pedindo demissão do cargo da Cúria Diocesana da Catedral, pois discordava de certas medidas tomadas pelo Bispo, tais como a venda das pratas da igreja, segundo Alberto Lamego, registrado em seu livro Efemérides, da coleção Terra Goitacá.
Padre Carmelo era considerado um homem inteligentíssimo, culto e caridoso.
Além de professor, padre Carmelo foi diretor do Liceu de Humanidades de Campos.
Obra:
Traços de luta – a visita do Sr. Mozart a Campos –1926
Impressões e saudades – 1912
Olympio de Campos perante a história – 1910
Uma visita à minha terra
O governo de amanhã
A estátua de Monsenhor
Últimos ecos do Rio
Aspectos sergipenses
Haja homens!
Ecos do presbitério
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Antonia Leitão de Alvarenga

Nasceu em Campos aos 10 de junho de 1919 e faleceu em 04 de julho de 2015, aos 96 anos. Filha de Sebastião de Oliveira Leitão e Castorina de Oliveira Leitão.
Aos sete anos de idade deu início aos estudos primários. Ao terminar o primário, fez exame de admissão para o Liceu de Humanidades de Campos, formando-se professora naquela instituição, em 1940.
Em 1943, se tornou professora do Grupo Escolar que funcionava junto à Usina São João. Neste mesmo ano foi classificada em primeiro lugar em concurso público realizado pela prefeitura de Campos para o cargo de datilógrafa padrão. E, depois, realizou um segundo concurso para Oficial Administrativo, obtendo o primeiro lugar.
Em 1966 foi convidada pelo então prefeito para ser chefe do cemitério público. Durante seu período como funcionária pública, para aumentar a renda familiar, lecionou por algum tempo nos seguintes colégios: Academia de Comércio de Campos, Colégio Batista Fluminense, Instituto Rui Barbosa e Grupo Escolar Julião Nogueira.
Trabalhou como locutora das rádios Cultura, Jornal Fluminense e Continental. Foi atriz de teatro e uma das fundadoras da Associação Regional do Teatro Amador – ARTA – criada em 13 de abril de 1965, também do Grêmio Amadorista “Mucio da Paixão”, criado em 1968, pelo Sesc (Serviço Social do Comércio).
Sempre combatente, liderou um grupo de viúvas de ex-funcionários públicos municipais, a fim de requerer, junto à Câmara Municipal, uma lei que garantisse direito de pensão, não só para as viúvas, como também para os filhos menores de idade.
Foi eleita vereadora em 1972 e cumpriu seu mandato até 1976.
Por sua luta em prol de sua cidade, Antonia Leitão recebeu duas comendas: a primeira em 06 de agosto de 1994 — ‘Comenda da Ordem do Mérito Benta Pereira’—, a segunda em 14 de maio de 1996 —’Comenda da Ordem Municipal do Mérito’. Também recebeu o diploma ‘Ordem do Mérito Francisco Ferreira da Paixão’, em 05/04/1988, homenagem da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, e Moção de Congratulações da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 25/09/1991.
Obra:
'Vida ... meu brinquedo maior...' – 2000
'Meu grito, minha bandeira!' – 2007
'Campos dos Goytacazes – Heroína de sua própria História' – 2009
Nós... Os idosos - 2011
Fonte:
ALVARENGA, Antonia Leitão de. Vida ... meu brinquedo maior..., 2000

Antonio Ribeiro do Rosário

Sacerdote Católico, poeta, dramaturgo, professor. Embora sendo monsenhor, nunca permitiu que fosse usada essa posição honorífica no seu ministério sacerdotal. Teve grande atuação assistencial.
Fundou o Colégio Eucarístico, construiu a Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Saco e produziu extensa obra literária e teatral. Foi vereador durante 35 anos.
Obra:
'Oração de paraninfo' – 1971
'Os anõezinhos eram nuvens' – 1974
'Reflexões e lembranças de um padre' – 1985
'Auto das dimensões' – 1986
'Zuzú e Zazá' – 1987
'São Francisco de Assis' – 1993
'Contos educativos – Saudades da minha escola' – 1995
'São José' – 1997
Fonte:
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988

Anthony William Matheus de Oliveira

Conhecido como Anthony Garotinho, nasceu em Campos dos Goytacazes aos 18 de abril de 1960. Radialista e político, foi prefeito de Campos em dois mandatos (1989-1992 e 1997-1998, quando deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado). Tornou-se, com sua eleição em 1998, o 58º governador do Rio de Janeiro e foi candidato à Presidência da República em 2002, quando obteve a terceira maior votação entre os concorrentes.
Em 2002, deixou o governo do Estado para concorrer à Presidência, tendo tido expressiva votação entre eleitores evangélicos em todo o país. Com a eleição de sua esposa, Rosinha Garotinho, para sua sucessão no governo estadual, veio a assumir a Secretaria de Segurança do Estado. Em 2010, foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Atualmente Garotinho é secretário de governo de Campos.
Começou sua carreira no rádio em Campos, trabalhou na Rádio Nacional e na Rádio Tupi AM. Ganhou o apelido de "Garotinho" como radialista, ao narrar preliminares de jogos de futebol, na Rádio Cultura, de Campos, com apenas 15 anos de idade. Após ingressar na política, continuou a trabalhar no rádio, com destaque para as inserções na Rádio Melodia, de cunho político e religioso.
Obra:
‘Cem anos de escuridão’
‘Os meninos da Baleeira’
‘Diário de amor’ – 1997
‘Violência e criminalidade no Estado do Rio de Janeiro’ – 1998
‘Virou o cano virou a minha vida’ – 5ª edição – 2001
‘Brasil segurança máxima’ – 2002
Fonte:
pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Garotinho - Em cache (acessado em 28/07/11)

Antonio Barcelos Sobral

‘Quando ele vier, cintilará mais o cristal da minha humanidade.
Não é a estrela que impõe alma às trevas?
Quando meu filho vier, será preciso estar como uma caixinha de música que alimentará as primeiras alegrias da sua atenção.
Quando ele vier, entrará em mim como um barco que tocará onde nenhum outro jamais tocou.’
(‘Misael, crônica de uma paternidade’ – 1996)
Nasceu em Campos, em 13 de junho de 1919, e faleceu aos 29 de março de 2012, aos 92 anos, em Niterói (RJ).
Foi sócio fundador do Clube da Poesia de Campos e do Centro Campista de Letras e Artes, em 1954. Estreou com o livro “Poema – 1º Caderno”, em 1955. Obteve o prêmio “Teixeira de Mello”, instituído pela Prefeitura Municipal de Campos.
Sobral era funcionário do IBGE em sua cidade natal, tendo se mudado para Niterói na década de 70, onde se tornou uma das maiores referências culturais. Seus textos tinham fundo psicológico e filosófico, tendo sido elogiado por intelectuais como Alceu Amoroso Lima e Antonio Carlos Vilaça.
Foi poeta, esteta e teórico da literatura. Sobral era autor de significativa obra poética e possuía um ensaio de estética original intitulado "Contemplação da unidade – Tentativa de uma holística da existência". Sobral despertava a admiração e o respeito de todos que conheciam sua obra.
Obra:
No Alto como as Estrelas – 1986
Poema 1º caderno – 1955
Misael, crônica de uma paternidade – 1996
Contemplação da unidade – 1998
Obras completas – I Poesia – volume 1 - 2004
Contemplação da unidade (2ª Ed. revisada e ampliada) - 2009
Tributo a Antônio Roberto Fernandes ( mais outros autores)- 2009
Tributo a Antônio Roberto Fernandes ( 2ª Ed.- mais outros autores)- 2009
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes.

Antonio Miguel

Nasceu em Bom Jesus do Itabapoana (RJ) em 11 de maio de 1918, onde viveu até 1937, e faleceu em 25 de janeiro de 2007. Residiu no Rio de 1937 a 1950, em Santa Maria de Campos de 1950 a 1965 e em Campos de 1965 até sua morte. Pertenceu a Academia Pedralva Letras e Artes e a outros centros literários de Campos e de Bom Jesus do Itabapoana. Fundou o ginásio de Santa Maria de Campos, onde lecionou Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira (OSPB), até 1975.
Obra:
Seis poetas da planície
Lúcia, um poema de amor (versos do passado) - 1976
Coleção de cartas de Badger Silveira/Antonio Miguel –1951
Sombras e reflexos (poesias) – 1977
Dez sonetos do livro Sombras e Reflexos
Walter Siqueira – O homem de letras, o poeta
Quinze sonetos da antologia dos poetas bom-jesuenses – 1978
Fonte:
Revista Goitacá Letras e Informações nº 8 – 12/1983

Amy Barbosa Costa

Nasceu no Rio de Janeiro em 07 de fevereiro de 1933 e faleceu em 10 de abril de 2011, aos 78 anos, em Campos.
Formou-se em Administração, Economia e Jornalismo. Possuiu vários cursos e cargos na administração pública. Trabalhou na assessoria do ministro General Colbery do Couto e Silva, em Brasília (DF). Fixou residência em Campos e construiu o Hotel Farolmar na praia do Farol de São Tomé. Foi membro efetivo da Academia Pedralva Letras e Artes. Colaborou no jornal ‘O Diario’, onde possuía uma coluna.
Obra:
Joyce, o inferno nunca foi sua casa (Série azul) – 2004
Joyce e Luiza, quando voltarão? (Série azul) – 2004
Joyce e Luiza, promessa de proteção eterna (Série azul) – 2004
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Adélia Peres de Siqueira

Nasceu na Fazenda Boa Vista, em São Fidélis (RJ), no ano de 1923. Filha de Valente Peres e Carolina Lydia. Aos 13 anos veio para Campos estudar, como interna, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, diplomando-se em 1943. Foi diretora da Escola Boa Hora, localizada em sua fazenda. Lecionou no Grupo Escolar João Pessoa, em Campos. Rotariana, presidiu a Casa da Amizade por duas vezes. É uma das diretoras do Grupo Siqueira & Companhia Ltda.
Adélia é poetisa, cronista, escritora, professora e empresária.
Obra:
Mensagem de amor (prosa e versos) – 1994
Pedaços de minha vida e fragmentos de outras (memórias) - 1989
Fonte:
Informativo DIL (nº 04 – Ano 1) – abril de 1999

Ana Lúcia Rodrigues Gomes

Olhos verdes
‘Como fogo que queima
Como água que acalma
Com seu encantamento
Você invade minh’alma.’
Nasceu em Campos em 23 de abril de 1978. Filha de José Rodrigues Gomes e Maria Isabel Neto Gomes. Estudou no Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert (IEPAM), atual ISEPAM, desde o primário até o 2º grau, formando-se professora. Exerceu o magistério concomitantemente com o curso de Processamento de Dados, realizado no Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), em Campos, atual IFF. É formada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos e em Direito pela Faculdade de Direito de Campos (UNIFLU). É membro atuante da Academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
Sentimento da alma – 1998
Biografia de João Batista Tavares da Hora – 2000
Marcas do caminho - 2001
Raio de Sol (poesia - CD) - 2012
Fonte:
SALES, José. In. Marcas do caminho, 2000;
______________Sentimentos da Alma, 1998.

Alice Chacur

Nasceu em Campos em 01 de janeiro de 1941. Filha de Riscalla Chacur e Maria Barreto Chacur. É descendente, pelo lado materno, das heroínas campistas Benta Pereira e Mariana Barreto.
Estudou no Colégio Eucarístico até a antiga 4ª série e depois no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora até o antigo Normal. Formou-se em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF - Campos). Fez mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Trabalhou durante 35 anos na UFF como professora e coordenadora do curso de Serviço Social, onde se aposentou.
Atualmente atua como lojista no comércio local.
Obra:
Construção do objeto no serviço social - 1983
Câncer - Que bicho é esse? – 2001
O desafio de Eddy – 2009
O mundo mágico dos símbolos – 2010
Fonte:
A autora

Arthur Eugênio Magarinos Torres Filho

Nasceu em Campos em 16 de janeiro de 1889 e faleceu em 8 de julho de 1960. Diplomado, em 1910, em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura de Piracicaba (SP). Foi inspetor agrícola nos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, ajudante técnico do Serviço Federal de Agricultura Prática, diretor da Estação Geral de Experimentação de Campos.
Foi admitido na instituição onde se formou, em 1934, como professor catedrático da 12° cadeira de Agricultura Vegetal da Escola Nacional de Agronomia. Foi, também, diretor de Organização e Defesa da Produção e reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no período de 1946 a 1949.
Obra:
A cultura da cana e a indústria assucareira em Campos (conferência realizada na Secretaria Nacional de Agricultura) – 1920
Fonte:
http://especiais.universia.com.br/ufrrj100anos/files/2010/10/02-UFRRJ-02-Arthur-Eugênio-Magarinos-Torres-Filho.jpg (acessado em 26-07-11)

Antonio Roberto Fernandes

Campos
“Não sou nascido aqui, planície amada,
mas é como aqui nascido fosse,
pois tenho a minha alma impregnada
da brisa que te beija na alvorada,
e do seu cheiro refrescante e doce.”
Nasceu na cidade de São Fidélis (RJ), em 31 de maio de 1945, e faleceu aos 20 de novembro de 2008, em Campos dos Goytacazes.
Filho de Anleifer Leite Fernandes e Djanira Carvalho. Primogênito de uma família de oito irmãos. Aprendeu a ler em casa com o pai. Aos sete anos entrou para escola no interior de São Fidélis, mas, como era adiantado em relação aos colegas de classe, foi transferido para Escola Barão de Macaúbas no Centro da mesma cidade. Cursou o ensino fundamental e médio em sua cidade natal. Após passar no vestibular para a Faculdade de Medicina, mudou-se para Campos. Não exerceu a medicina porque passou num concurso e assumiu a postura de bancário para ajudar na criação dos irmãos.
Poeta, trovador e escritor, Antônio Roberto foi membro da Academia Fidelense de Letras, da Academia Pedralva Letras e Artes, da Academia Campista de Letras e representante da União Brasileira de Trovadores (UBT) em Campos. Fundou a Academia Infantil de Letras de São Fidélis. Grande idealizador do Café Literário, em Campos. Figura cativa dos eventos da Fundação Municipal Trianon, como o projeto “Choro e Cia” e o “Grupo Boa Noite Amor”, brindou o público com seu tradicional intervalo poético. Exerceu diversas atividades públicas: foi diretor da Biblioteca Municipal de São Fidélis, da Biblioteca Municipal Nilo Peçanha e do Departamento de Literatura da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima em Campos.
Obra:
'Poesia, doce Poesia' – 1978
'Substantivo abstrato' -
'Uma semana de sonetos' – 1993
'Os pratos da vovó' – 2001
'Potoc Potoc' -
'A verve da saudade – Tributo a Antonio Roberto' (vários autores) 1ª ed. - 2009
'A verve da saudade – Tributo a Antonio Roberto' (vários autores) 2ª ed. – 2009
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes
www.falandodetrova.com.br/aroberto (acessado em 13/11/2011)
http://singrandohorizontes.blogspot.com/2008/12/antonio-roberto-fernandes-falecimento.html (Acessado em 13/11/2011)

Aristides Arthur Soffiat Netto

Drummondiana
“No meio ambiente
havia um homem
havia um homem
no meio ambiente
que dele nasceu
e nele cresceu
no meio ambiente
havia um homem
que dele um dia
proclamou-se independente
nunca me esquecerei
que a partir desse dia
o meio ambiente
passou a ser um meio
que de inteiro virou meio.”
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 1947. Sendo filho de militar, morou em Campinas, Curitiba, Paranaguá, Rio de Janeiro novamente, São Fidélis e Campos, onde fixou residência.
Licenciou-se em História pela Faculdade de Filosofia de Campos, em 1973, e especializou-se em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Católica de Minas Gerais, em 1977.
Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a dissertação "O Nativo e Exótico: Perspectivas para a História Ambiental na Ecorregião Norte-Noroeste do Estado do Rio de Janeiro entre os Séculos XV e XX".
Obteve o doutorado em História Social pela UFRJ, com estudo sobre as relações das sociedades humanas e os manguezais na região norte do Estado do Rio de Janeiro e sul do Estado do Espírito Santo. Título: 'Entre a Terra e a Água: Estudo das Relações das Antropossociedades com os Manguezais na Ecorregião de São Tomé entre 1950-2000'.
Foi professor da Faculdade de Filosofia de Campos, entre 1972 e 1987, com as disciplinas História da Antiguidade Oriental e História Contemporânea; professor de História do Liceu de Humanidades de Campos, entre 1973 e 1988, instituição da qual organizou o Arquivo Histórico ; professor de disciplinas da área de ciências humanas e de "Sociedade e Natureza" do ciclo básico do curso de Serviço Social de Campos, vinculado ao Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, da Universidade Federal Fluminense, desde 1985.
Desde 1971 exerce o magistério. Lecionou História em cursos pré-vestibulares durante 14 anos. Foi professor de História da Antiguidade, História da Cultura e dos Meios de Comunicação e História Contemporânea na Faculdade de Filosofia de Campos, de 1972 a 1987. Foi professor de Geografia Econômica da Faculdade Cândido Mendes, de Campos. A partir de 1985, ingressou nos quadros da Universidade Federal Fluminense, através do Departamento de Serviço Social de Campos, sendo que, em 1986, foi convidado a ministrar a disciplina Ecologia e Desenvolvimento no curso de especialização em Planejamento Ambiental pelo Instituto Geociências da mesma Universidade, como também a ser assessor do departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Campos.
Em 1971, ofereceu-se ao governo peruano para integrar um grupo de cientistas que se dirigiu ao atol de Mururoa, a fim de protestar contra um teste nuclear de superfície realizado na França. No início da década de 70, produziu uma série de 12 poemas-processo versando sobre problemas ecológicos. Todavia, sua práxis teórica e política relacionada com problemas ambientais só começaram sistematicamente em 1977, quando foi fundado, em campos, por estudantes secundaristas, o Centro Fluminense para Conservação da Natureza, do qual foi presidente.
Publicou vários artigos em revistas de São Paulo e Rio de Janeiro sobre filosofia, história, economia, política, cultura, religião e outros temas, todos articulados com a questão ecológica. Participou também de várias lutas comunitárias em favor do meio ambiente, entre elas, em defesa das lagoas e das formações vegetais nativas da região Norte Fluminense, contra a poluição dos rios e do ar, contra o uso de agrotóxicos, em defesa de espécies de animais em extinção, em favor do patrimônio cultural, pela paralisação da Usina Nuclemon, em Buena, antigo município de São João da Barra, atual de São Francisco do Itabapoana.
Em 1986, como decorrência natural de sua militância, decidiu tornar-se ecologista de tempo integral.
Obra:
'Jogo das Bolinhas' – 1977
'A Ecologia e a Nova Constituição Brasileira' – 1987
'Evolução da Agricultura em Campos' – 1987
'Ecologia: reflexões para debate' – 1988
'Depois do Princípio e Antes do Fim' (Meio Ambiente e Poesia) – 1990
'Fundamentos Filosóficos do Pensamento Ecológico' (como participante do Seminário realizado em Paulo de Frontin) – Agosto 1990
'Mário de Andrade em Campos dos Goytacazes 1935 / 1938' (cartas de Mário de Andrade e Alberto Lamego) – 1992
'De Um Outro Lugar – Devaneios Filosóficos sobre o Ecologismo' – 1995
'Destruição e Proteção da Mata Atlântica no Rio de Janeiro – Ensaio bibliográfico acerca de eco-história' – 1997
'Ecologia das Lagoas Costeiras – Do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba do Município de Macaé – RJ
'Entre Câncer e Capricórnio' (argumentos em defesa dos manguezais do Norte do Estado do Rio de Janeiro) – 1998
'O Direito e o Avesso do Mangue' – 1999
'Educação Ambiental: repensando o espaço da cidadania' – 2002
'Lagoas do Norte Fluminense' – 2002
'Meio Ambiente e Movimentos Sociais no Norte-Noroeste do Estado do Rio de Janeiro' (Trabalho xerocado da revista Falas , Ano 01 , nº 01)
'A Cidade como Natureza . E a Natureza da Cidade' (livro de Campos dos Goytacazes)
'Campos dos Goytacazes - Uma cidade para todos' (mais outros autores) - 2005
'O manguezal na história e na cultura do Brasil' - 2006
'Os manguezais do sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro' - 2009
'Mínima Poética' - 2012
Fonte:
SOFFIATI NETTO ,Aristides Arthur. A ecologia e a nova constituição brasileira, 1987

Amaro Martins de Almeida

Nasceu na Fazenda Belém, município de Itaperuna (RJ), em 24 de março de 1914 e faleceu em 4 de agosto de 1998. Desde menino se destacou nos estudos em sua terra natal. Na juventude ingressou num cartório como aprendiz, vindo a se tornar escrevente.
Estudou na Escola de Direito Clovis Bevilaqua, em Campos, vindo a concluir naquela instituição seu curso jurídico.
Logo depois se tornou Promotor de Justiça em São João da Barra (RJ), classificando-se em primeiro lugar para tal cargo. Veio a exercer o mesmo cargo em Volta Redonda e Barra Mansa (RJ). Também, através de concurso, tornou-se juiz em Bom Jesus do Itabapoana , Macaé e Campos (RJ). Foi professor da Faculdade de Direito de Campos. Foi promovido, por antiguidade, a desembargador, em 1964. Esta promoção o fez mudar-se para Niterói (RJ), mas nos fins de semana visitava Campos.
Obra:
Fazenda Belém - 1989
A escola da vida - 1992
Valeu à pena (memórias) 1993
Relembranças – 1998
Fonte:
ALMEIDA, Amaro Martins de. A escola da vida, 1992 ;
Monitor Campista - 7 de fevereiro de 1957

Álvaro Duarte Barcelos

“Duvido que alguém te queira,
Como eu te quero meu bem!
Pensas da mesma maneira?
Por que não dizes também?”
Nasceu em Campos em 2 de março de 1904 e faleceu em 7 de outubro de 1979. Filho de Pedro Paulo Barcelos e Silenciosa Duarte Barcelos.
Cursou Humanidades no Liceu de Humanidades de Campos. Em 1928, ingressou no Colégio Diocesano de Campos. Estudou Direito na Faculdade Nacional, até o terceiro ano. Desistiu da carreira de advogado para ser professor. De 1928 a 1932, foi professor e diretor do Instituto Comercial de Campos. Foi o fundador, professor e diretor da Academia de Comércio de Campos (1932), onde trabalhou até 1953.
Em abril de 1934, se tornou professor e, posteriormente, diretor do Liceu de Humanidades de Campos, foi considerado um dos mais destacados diretores daquele estabelecimento de ensino. Foi diretor do Departamento do Ensino Médio da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Filólogo altamente respeitado por seus pares, tornou-se membro da Academia Brasileira de Filologia. Foi sócio fundador da Academia Campista de Letras e da Associação de Imprensa Campista.
Apesar de não ter obras publicadas, Álvaro Duarte é considerado um intelectual, um jornalista de destaque e um poeta de grande sensibilidade, deixando nos jornais e nas revistas a sua passagem pela poesia. Até hoje os poetas de Campos declamam suas poesias e em reuniões declamam seus versos, sejam eles amorosos, patrióticos ou saudosistas.
Foi homenageado pelo Clube de Regatas e Natação Campista tendo seu nome dado a biblioteca ali instalada.
Obra:
Oração de Paraninfo - Discurso na formatura dos peritos-contadores – turma de 1937 – Academia de Comércio de Campos - 1937
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto. Gente que é nome de rua, 1988;
Biblioteca Welligton Paes

Alfredo Gesteira Rosa

Nasceu em Campos em 24 de janeiro de 1894 e faleceu em 11 de janeiro de 1918, aos 25 anos, acometido pela Gripe Espanhola, que contraíra em sua viagem à Europa. Era filho de Alfredo Rosa e Maria Theodora Gesteira Rosa , família de renome na cidade.
Estudou só até o primário, mas possuía uma inteligência tal, que aprendeu com muita facilidade o Português, não cometendo erros gramaticais em suas poesias. Ao sair do primário, procurou aprender um ofício ou arte qualquer para poder se manter. Escolheu a tipografia e passou a trabalhar em algumas oficinas da cidade.
Como poeta possuía um dom natural para a rima. Se não fosse sua curta trajetória, possivelmente, teria deixado grandes obras.
Obra:
Vagalumes (versos) - 1919
Fonte:
PAIXÃO, Múcio da. Movimento Literário em Campos (pag. 331), 1937;
Álbum comemorativo de 20º de Aniversário do jornal “O Dia” (maio de 1944);
ROSA, Alfredo Gesteira. Vagalumes - 1919

Alva Doralice Ribeiro de Castro

Nasceu em Campos. Foi fundadora do colégio Ribeiro de Castro, situado à Rua 13 de Maio, um dos mais famosos colégios da época.
Obra:
Contos resumidos da História do Brasil – 7ª edição – 1934
Fonte:
Depoimento por escrito de J.F. Cordeiro no Hotel Planície em 14-04-93;
Biblioteca Welligton Paes

Américo Vianna

Era conhecido jornalisticamente pelos pseudônimos de Gil Rosa e Venâncio.
Foi presidente da Câmara Municipal de Campos, em 1928. Seguidor político do então prefeito Pereira Nunes. Substituiu Pereira Nunes no governo, quando este se licenciou.
Américo Vianna foi professor, jornalista, advogado e político.
Obra:
Moeda – 1940
Fonte:
Municípios Fluminenses (23-12-1928);
Biblioteca Welligton Paes

Aldano Sellos de Barros

Nasceu em Campos. Filho de Armando Wagner de Barros e Maria Sellos de Barros. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.
Ao retornar a Campos, passou a dedicar-se, principalmente, ao magistério, que teve seu inicio na antiga Academia de Comércio de Campos, lecionando Prática Jurídica Geral e Comercial.
Professor efetivo da disciplina de História no Liceu de Humanidades de Campos e no Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert, atual ISEPAM, professor titular de História Moderna e Contemporânea na Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC) e professor titular de Direito Romano na Faculdade de Direito de Campos (FDC).
Obra:
Humanismo, Direito, Tecnologia, Justiça – 1970
Apontamentos de Direito Romano I – 1973
Apontamentos de Direito Romano II – 1984
Apontamentos de Direito Romano ( Ed. FDC) – 2002
Fonte:
Noite do escritor campista, 1973

Alcides Carlos Maciel

Nasceu no ano de 1896 e faleceu no ano de 1952. Como tabelião, organizou o “Arquivo Negro” do Cartório do 2º Oficio, o qual continha todas as transações feitas com escravos: compra e venda, aluguel e arrendamento.
Foi presidente da Academia de Imprensa Campista. Em seu mandato concluiu a construção da sede própria da Associação.
Alcides Maciel foi autor teatral, escreveu de parceria com Silvio Fontoura “Crescei-vos e multiplicai-vos”, peça montada pela Companhia Luiz Iglezias-Eva Todor.
Obra:
Conchita – tradução para o Português do livro “La femme e le pantinn” (A mulher e o fantoche) de Pierre Louys – prefácio de Hélio Gomes – 1946
Fonte:
Jornal da Academia da Imprensa Campista ano 1nº 1;
Revista Planície Nº 2 pg. 07;
Campos depois do Centenário;
Livro “La femme et le parita” de Pierre Louys
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes – 1988

Artur Gomes

Nasceu em Campos em 27 de agosto de 1948. Poeta, ator e artista gráfico, acumula uma bagagem de 23 anos de carreira com prêmios nacionais e internacionais em teatro, música, literatura e artes gráficas. Seu livro Couro Cru & Carne Viva foi premiado no Concurso Internacional de Poesia da Universidade de Laval-Quebec, Canadá, em 1987. Poemas do seu Suor & Cio são partes dos objetos de estudo para tese de Doutorado em Antropologia do historiador Jorge Santiago, em Paris, França. Criador da Mostra Visual de Poesia Brasileira, em 1983. Em 1993, com a realização pelo SESC-SP da MVPB – Mário de Andrade 100 Anos, em São Caetano do Sul e Santo André, foi premiado, junto com a Revista Livrespaço de Poesia, pela APCA na categoria realização cultural do ano. Criador do Projeto Retalhos Imortais do SerAfim – Oswald de Andrade Nada Sabia de Mim, realizado em Campos dos Goytacazes (junho 95), Ouro Preto (julho 95), São Paulo (outubro 95) e São Caetano do Sul (novembro 95).
Durante os meses de julho de 1995 e 97, foi uma das atrações do Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, na cidade de Ouro Preto, mostrando sua arte gráfica, poética e teatral. Foi um dos poetas selecionados para o projeto Poesia 96, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Viajou com o seu Ateliê de Performance por diversas cidades do país com um espetáculo de Dança.Teatro.Poesia, ao lado da bailarina Nirvana Marinho (Curso de Dança da Unicamp). Foi um dos organizadores da Mostra Euro Latino Americana - Poema Visual, realizada em 96 e 97 na cidade de Bento Gonçalves (RS).
De 27/4 a 1/5 de 1996 coordenou workshop sobre Utopia Versus Realidade Possível, na UNIFRAN, durante o IX Encontro de Estudantes de Arquitetura. Criou o Projeto Uma Viagem Pelas Galáxias de Gutemberg, que resultou na criação da Escolinha de Teatro Alpharrabio em Santo André (SP). Coordenou o I Seminário – Arte-Educação, realizado de 16 a 20/9/96 – Casa de Cultura do Ipiranga (SP). Criou e dirigiu o espetáculo O dia Em Que a Federal soltou a Voz e Surgiu um Coro de 67 Vertebrados, montado pela Oficina de Música e Teatro do CEFET-Campos (atual IFF).
Em 1998, criou e dirigiu os espetáculos Brecht Versus Suassuna e Mendigos Jantam Brecht, ambos montados com alunos da Oficina de Artes Cênicas do CEFET-Campos, com textos de Ariano Suassuna e Bertolt Brecht.
Em 2000, lançou Brazilírica Pereira, A Traição das Metáforas, sua primeira obra de ficção e, em 2002, o CD Fulinaíma - sax, blues e poesia, com Dalton Freire, Luís Ribeiro, Naiman e Reubes Pess, parceiros com quem apresenta espetáculos em espaços culturais de várias cidades brasileiras.
Obra:
Mutações em Pré-Juizo – 1974
Um instante no meu cérebro – 1973
Além da Mesa Posta – 1977
Ato 5 – 1979
O Boi Pintadinho – 1980
Suor e Cio – 1985
Couro Cru & Carne Viva – 1987
Mostra Visual de Poesia Brasileira (editor) nº 7,8,9,10,11,12,13.
Vinte Poemas com gosto de sardinópolis & Carneiro com sabor de Campos – 1990
Livrespaço nº 4 – pág. 11/12 – 1992
Brasilírica Poética (?) : A traição das metáforas – 2000
Artur Carna Valha Gomes
Fonte:
www.palavrarte.com/equipe/equipe_arturgomes.htm - Em cache (acessado em 27/07/11)

Alceir Maia Mendonça

Nasceu em Ernesto Machado, localidade pertencente ao município de São Fidélis (RJ), em 20 de novembro de 1933. Filho de Manoel Mendonça Filho e Maria Floripes Maia Mendonça. Com quatro anos veio residir em Campos.
Foi aluno do colégio da professora Carmem Carneiro, até a 2ª série, completando, mais tarde, o primário no Grupo Escolar Benta Pereira. Em 1947, iniciou suas atividades profissionais na Comissão Central de Macabu, como aprendiz de eletricista, passando a ajudante da função, depois bobinador, mais tarde atingiu a qualificação de eletricista, exercendo essa atividade na extinta Empresa Fluminense de Energia Elétrica e na Companhia Brasileira de Energia Elétrica, onde pediu demissão em 1980.
Ocupou o cargo de presidente do grupo espírita Joana D'Arc (1966-1972). Em 1971, foi iniciado na loja maçônica Fraternidade Campista, onde ocupou vários cargos. Foi um dos fundadores e membro efetivo da academia Pan-Americana de Letras e Artes (núcleo Campos). Publicou seus artigos em vários jornais de Campos.
Alceir Maia é escritor, artesão, membro da Academia Pedralva Letras e Artes e do Instituto Campista de Literatura.
Obra:
História da Eletricidade em Campos: Resgate de uma memória – 1993
Loja Maçônica Fraternidade Campista nº 011: Um quadro histórico a luz dos fatos – 1997
A verdadeira história da Loja Montezuma e do Grande Oriente Symbólico nº 6 do estado do Rio de Janeiro fundados em Campos (RJ) – 2001
Maçons que fizeram a história de Campos dos Goytacazes: Resgatando a verdade - 2011
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Antonio Ribeiro de Carvalho

Nasceu em Ururaí, localidade de Campos, em 08 de março de 1936. Filho de João Baptista de Carvalho e Maria da Conceição Ribeiro de Carvalho. Fez os estudos primários no Grupo Escolar de Ururaí e no Externato Melo. O ginásio e o científico cursou-os, respectivamente, no Colégio Batista Fluminense e no Liceu de Humanidades de Campos.
Formou-se Geólogo pela Escola de Minas, de Ouro Preto (MG). É membro da Sociedade Brasileira de Geologia. Ao regressar a Campos, trabalhou como engenheiro na CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgoto), posteriormente se tornou professor da Escola Técnica Federal de Campos (atual IFF) e da Faculdade de Filosofia de Campos. Foi pioneiro na luta campista em torno dos royalties do petróleo. Preocupado com os problemas técnicos de Campos, fez pronunciamento sobre uma nova fonte de captação d’água para a cidade.
Obra:
Em torno do petróleo – 1975
Alberto Ribeiro Lamego, um símbolo da cultura pátria – 1987
Em torno de perfurações de poços tubulares profundos em busca de água potável dos lençóis subterrâneos na planície campista em uma proposição ponderável – 1987
Aspectos geológicos dos Campos dos Goitacazes e outros assuntos – 1989
Digestos (nº 1) – 1988
Curiosidades científicas - 2 – 1990
Curiosidades científicas - 3 – 1991
Curiosidades científicas - 4 – 1992
Em torno de uma vida primorosa
Temas do folclore campista: Festa de Santa Rita e Estórias de Ururahi– 1991
Estudos & Anotações vol. VII, Aspectos geológicos de Campos dos Goitacazes e outros temas – 1989
Estudos & Anotações vol. IV, Apontamentos para um curso de trigonometria esférica – 1994
Estudos & Anotações vol. VI – livro 1, Em torno de Alberto Lamego - 1995
Estudos & Anotações vol. VI – livro 2 , Em torno de 4 grandes campistas
Estudos & Anotações vol. VIII – livro 1, 3 temas do folclore de Goitacazes e suas músicas; livro 2 – 5, assuntos ecológicos – 1995
Coletânea (dos estudos e anotações ) tomo II – 1997
Dos relatórios técnicos (SAEC, SUCESA, SANERJ, CEDAE) – 1998
Estudos & Anotações – vol. XXIII – Alguns eventos de Ururahi (década de 40) -1998
Estudos & Anotações vol. XXVIII – 2001
Coletânea (dos Estudos e Anotações) tomo III – 2002
Em torno de 4 cidadãos fluminenses – 2004
Fonte:
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na Taba dos Goytacazes, 1988;
CARVALHO, Antonio Ribeiro de. Coletânea de Estudos e Anotações Tomo III -2002.

Alberto Frederico de Moraes Lamego

Nasceu em Itaboraí – RJ, em 9 de outubro de 1870 e faleceu no ano de 1951, no Rio de Janeiro, sendo sepultado em Campos. Filho de José Maria de Moraes Lamego e Sophia Jardim Lamego.
Após concluir os cursos preparatórios no Rio de Janeiro, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife – PE, mas se transferiu para a Faculdade de Direito de São – SP, onde se formou em 1892.
Após formado, regressou ao Rio de Janeiro para exercer a profissão. Em 1894, mudou-se para Campos, onde deu continuidade ao seu trabalho como advogado.
Em Campos, foi despertado o gosto pela história da região. Procurou, então, a adquirir documentos relacionados às nossas tradições populares e crônicas da nossa capitania.
Em junho de 1906, partiu com a sua família para a Europa, onde morou por algum tempo em Lisboa (Portugal), depois em Bruxelas (Bélgica) e por fim em Londres (Inglaterra), até o ano de 1920.
Durante sua permanência na Europa começou a frequentar os grandes arquivos, como a Torre do Tombo e o arquivo Ultramarino, de Lisboa. Ali adquiriu inúmeras cópias de documentos relativos à história do Brasil e em especial a história de Campos. Adquiriu, também, valiosa documentação em leilões de livrarias e em bibliotecas antigas, onde encontrou fontes para a sua obra, Terra Goitacá, editando os três primeiros números na Europa.
Foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto Archeológico de Pernambuco, do Instituto Histórico de São Paulo, da Universidade Hispano-Americana de Santa Fé de Bogotá e da Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos.
Publicou seus estudos em vários jornais da região e do Brasil, bem como nas revistas do Instituto Histórico e da Academia Brasileira de Letras.
Obra:
Verdadeira Notícia da Fundação da Matriz de São Salvador e de seus Párochos de 1652 – 1925;
O levante de 1748 – Conferência pronunciada na Câmara Municipal em 1948;
Verdadeira Notícia do Aparecimento da Milagrosa Imagem de N. S, da Conceição (Cabo Frio) – 1919;
História da Santa Casa –1951;
História de Campos dos Goitacás, sob domínio dos donatários -1534-1753 –(Manuscritos – coleção de J. F. Carvalho –181 folhas);
Os motins do “Maneta” na Bahia – 1929;
A Academia Brasílica dos Renascidos –sua fundação e trabalhos imediatos 1923;
A Terra Goitacá – À luz de documentos inéditos – Domínio dos Assecas 1674 – 1753-em 1920 – tomo 2;
A Terra Goitacá –À luz de documentos inéditos – Domínio da Coroa – Niterói – 1941 - tomo 4;
A Terra Goitacá – À luz de documentos inéditos – Niterói 1943 – tomo 6;
A Terra Goitacá – À luz de documentos inéditos – 1942 – tomo 5;
A Terra Goitacá – À luz de documentos inéditos – 1925 – tomo 3;
A Terra Goitacá - À luz de documentos inéditos – 1913 – tomo 1;
Efemérides da Terra Goitacá – vol I – 1945;
Efemérides da Terra Goitacá – vol II – 1947;
A Capitania de São Tomé sob o domínio dos donatários – (separata R I H G B);
Autobiografia e Inéditos de Cláudio Manoel da Costa – 1912;
Fonte:
Letras Fluminenses nº 7 (ag./ nov./ 1951).
Noite do escritor campista (1º vol.), 1977;
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988.
PAIXÂO, Mucio da. Movimento Literário de Campos, 1924;
CARVALHO,Waldir Pinto de. Campos Depois do Centenário (vol. 2), 1995;
Album Nº 1 Pag. 291 - (de Carvalhinho);
Nossa Revista (Dez. 1951);
Almanaque Brasileiro (pag. 436), 1914

Alberto José Sampaio

Nasceu em Campos, aos 05 de fevereiro de 1881, e faleceu no ano de 1946. Era filho de João José Sampaio, de origem portuguesa, e Leopoldina Decat Sampaio, de nacionalidade brasileira.
Alberto Sampaio iniciou seus primeiros estudos em casa e deu continuidade em Portugal, onde foi a passeio com seus pais e irmãos e permaneceu por cerca de um ano. Ao regressar ao Brasil, veio completar o primário em Campos. Fez o curso secundário no Liceu de Humanidades de Campos. Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde cursou os dois primeiros anos. Interrompeu o curso para fazer um concurso para o cargo de Assistente de Seção de Botânica do Museu Nacional, onde obteve o 1º lugar. Mais tarde, voltou para terminar o curso de Medicina, desta vez na Escola de Medicina e Cirurgia do Instituto Hahnemaniane do Rio de Janeiro, nas proximidades do Museu.
Chegou a exercer a profissão de médico em bairros do Rio de Janeiro. Mas deixou de clinicar para se dedicar à carreira de botânico. No Museu, dedicou-se ao trabalho de Botânica, Geografia e Sociologia do Brasil, divulgando pesquisas europeias e resultados nacionais.
Foi membro efetivo de entidades ligadas à Geografia e à Botânica no Brasil e no exterior.
Foi um dos fundadores do Conselho Brasileiro de Geografia e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além de médico, botânico, naturalista, sociólogo, geógrafo e professor, era ensaísta e cultor do latim, do francês, do inglês e do alemão. Na Faculdade de Medicina de Campos, da qual era membro efetivo e honorário, era um dos poucos a receber o tratamento de professor pelos colegas.
Após 36 anos de serviços prestados ao Museu Nacional, aposentou-se e veio morar em Campos, onde continuou produzindo livros sobre Botânica e outros temas.
Obra:
‘Os Campos, asas do Cuminá e a phitogeografia do Brasil’
(boletim do Museu Nacional) -1929
‘Biogeographia Dinâmica (a natureza e o homem no Brasil)’ – 1935
‘Bibliografia (apontamentos bio-bibliográficos)’, editado pelo Conselho Nacional de Geografia – ago/1943
‘Phitogeographia do Brasil’ – 1934
‘Phitogeographia do Brasil’ (3ª ed. Revista e aumentada) - 1945
‘A Flora Amazônica’ (artigo na Revista Brasileira de Geografia) - 1942
‘Inquéritos Geográficos’ (artigo na Revista Brasileira de Geografia)
‘Moldura Florística – As Obras de Engenharia Rural’ – 1941
‘Glossário de Botânica Sistemática’ – 1945
‘Observações botânicas e simultâneas sobre Atafona e a influência dos ventos’
‘A alimentação sertaneja e do interior da Amazônia’ – 1944
‘Nomes vulgares de plantas do Distrito Federal e Estado do Rio de Janeiro’ - 1946
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Alberto Ribeiro Lamego

Nasceu em Campos, em 9 de abril de 1896 e faleceu 16 de outubro de 1985, no Rio de Janeiro, onde residia, aos 89 anos de idade, vindo a ser sepultado em Campos. Era filho de Alberto Frederico de Morais Lamego e Joaquina Maria do Couto Ribeiro Lamego.
Historiador como seu pai, que escreveu a célebre coleção “Terra Goitacá”, tornou-se mais conhecido como Lamego Filho.
Iniciou seus estudos em Campos, vindo a concluir o primário e o secundário no Colégio Campolide, em Lisboa (Portugal), e no Colégio Saint Michel, em Bruxelas, (Bélgica), ambos de padres jesuítas, pois sua família passou a residir na Europa.
Em 1913, aos 27 anos, deu início ao curso de Engenharia de Artes, manufaturas e Minas na Universidade de Louvain (Bélgica).
Em 1914 foi para Londres (Inglaterra), para fazer novos cursos. Cursou a Royal School of Mines do Imperérial College of Science and Technology e o curso de Licenciado em Engenharia de Minas da Universidade de Londres, concluindo-os em 1918.
Em 1920, regressou ao Brasil onde foi trabalhar no serviço Geológico do Ministério da Agricultura.
Como Engenheiro de Minas, Geólogo, Geógrafo e Sociólogo, foi diretor da Divisão de Geologia e Mineralogia do Departamento Nacional de Produção Mineral, Delegado do Brasil em vários congressos internacionais ligados a Geologia e a Geografia, vice-presidente da Comissão da Carta Geológica Internacional do Mundo, com sede em Paris (França), ex- vice-presidente da União Internacional das Ciências Geológicas com sede em Copenhague (Dinamarca), entre outros cargos importantes no Brasil e no exterior.
Como escritor foi membro da Academia Fluminense de Letras, da Academia Campista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico da cidade do Rio de Janeiro, do Instituto Pan-Americano de Geografia e História.
Ganhou vários prêmios com suas obras literárias.
Obra:
A Planície do Solar da Senzala – 1934 - 2º edição – 1996;
A Geologia de Niterói na tectônica da Guanateara – 1945;
O Homem e o Brejo – 1946 – 1ª edição e 2ª edição – 1974;
Muxuango e Mocorongo C. Fl. De Folclore ano IV Nº V- Março/1972;
O Homem e a Restinga – 1946 (IBGE);
O Homem e a Restinga – 2ª edição realizada pelo autor – 1974;
Campos – Capital do estado do Rio de Janeiro – 1930;
Bibliografia ( Apontamentos Bibliográfico ) – Editado pelo C. M. de Geografia;
Acalanto dos Airises;
O Homem e a Guanabara (2ª Ed. IBGE) – 1964;
O Homem e a Serra – 1950 - (2ª Ed. IBGE) – 1963;
Geologia das Folhas de Campos, São Tomé, Lagoa Feia e Xexé – 1955;
A Bacia de Campos na Geologia Litorânea do Petróleo - 1944
Folha do Rio de Janeiro – 1948;
Escarpas do Rio de Janeiro (Serviço Geológico e Mineralógico) Boletim 93- 1938;
Restingas na Costa do Brasil (Boletim nº 96 e Mármores do Muriaé (RJ) Boletim nº 97) – 1940;
Theoria do Protogneis ( Boletim nº 86 ) – 1937;
Revista da Ac. Brasileira de Letras – PJS – Vol. IV- Janeiro/1912;
As invasões Francesas no Rio de Janeiro
Fundação de Atafona e da igreja N. S. da Penha- ( Livreto );
Macaé à luz de documentos inéditos.
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é Nome de Rua, 1988.

Alberto de Faria

Nasceu em Campos aos 05 de agosto de 1865 e faleceu aos 29 de novembro de 1931, no Rio de Janeiro. Estudou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, atuando depois em Campinas até mudar-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu na advocacia.
Além de jurista, intelectual e jornalista, Alberto Faria foi empresário bem sucedido e interessado pelo desenvolvimento do Rio de Janeiro, onde passou a morar. Foi um dos diretores da Companhia Carris Urbanos, primeira empresa de transportes da cidade, ainda de tração animal.
Em 1903, vendeu a companhia e mudou-se com a família para a Europa. Regressando ao Brasil, dedicou-se às pesquisas históricas, destacando-se como biógrafo de Irineu Evangelista de Souza, em seu livro “Mauá”. Foi eleito segundo ocupante da cadeira 39 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 2 de agosto de 1928. Foi o terceiro campista eleito para a ABL — os dois primeiros tinham sido José Alexandre Teixeira de Mello e José do Patrocínio (fundadores).
Filiado às ideias republicanas, era abolicionista, tal como José do Patrocínio.
Obra:
Política fluminense - ensaio político - 1900;
Mauá - biografia do Visconde de Mauá - 1902 / 2ª edição - 1936
Fonte:
Revista da Academia Campos de Letras, 2009,
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_de_Faria (Acessado em 27/04/2012)

Antonio Morgado Pinto

Nasceu em Campos. Faleceu em abril de 2000. Poeta, escritor, trovador e lírico. Canta a beleza da mulher amada. Sua poesia é simples. Colaborou em vários jornais campistas. Pertenceu a Academia Pedralva Letras e Artes e a União Brasileira de Trovadores (UBT).
Obra:
Trovas – 1986
Gotas – 1988
Pirilampos – 1988
Trovas selecionadas – 1988
Petiscos – 1990
Sagacidades (trovas – Vol. 1 e 2) – 1990
Almas Traduzidas – 1992
Amostras Grátis (poesias) – 1994
Amostras grátis – 1995
Emoções Traduzidas (poesia) – 1996
Posse solene (programa) - 1996
Desengano – 1998
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Antonio Rangel de Souza

Nasceu em Campos em 2 de março de 1898. Filho de José Antonio Ignácio de Souza e Aminta Alves Rangel de Souza. Foi professor e diretor-proprietário da Escola mista “Nilo Peçanha”, em Santa Maria Madalena (RJ). Suas obras foram amplamente elogiadas pela crítica literária da época.
Obra:
Campos - Musa – 1925;
Crença e descrença – 1926;
Desafios (canção sertaneja) – 1930;
Vacilações (versos) – 1932;
Reflexos (versos) – 1950;
Sombras e clarões (versos) – 1972;
Trovas.
Fonte:
SOUZA, Antonio Rangel de. Sombras e clarões, 1972

Amélia Maria de Almeida Alves

Nasceu em Campos. Graduada em Letras. Foi co-fundadora do “Grupo Uni-verso”. Fez mestrado em Educação, no Rio de Janeiro, especializando-se em TV Educativa e Educação à Distância. Foi professora universitária nas disciplinas: Literatura Infantil, Estética da Expressão Escrita e Teoria da Educação nas universidades Cândido Mendes e Bennett, nos anos 80 e 90, época em que publicou vários artigos em revistas especializadas no assunto. Foi professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Angra dos Reis (RJ), de várias disciplinas ligadas à educação no curso de Pedagogia, 2002 - 2004.
Amélia Maria é poeta e educadora.
Obra:
Vácuo e Paisagem – 1977
Atrás das borboletas azuis - 2005
Cinquenta poemas escolhidos pelo autor - 2010
Fonte:
ALVES, Amélia Maria de Almeida. Atrás das borboletas azuis, 2005.

Antonio José Muylaert Batista

Nasceu em Campos. Poeta, jornalista, escritor, ator e diretor de teatro. Desportista desde a infância, com recorde brasileiro em natação, além de ter praticado basquete, vôlei, futebol de grama, de salão e ciclismo. Entrou em quatro faculdades e em cursos variados, tais como Direito e Economia, mas só concluiu a formação em Comunicação Social.
Seu primeiro livro, “Trilha”, virou peça de teatro. Publicou mais três livros e várias peças para o teatro. Foi participante ativo do “Café Literário” ao lado do poeta Antônio Roberto Fernandes.
Também é conhecido pelos pseudônimos de Dedé Muylaert, Pedro Laccourt, entre outros.
No II FENAT (Festival Nacional de Teatro) de Campos (2007), o ator e diretor foi o principal homenageado.
Obra:
Trilhas – A oração da guerrilheira – 1982
Brasileiro, sim Senhor
Textítulos – 1987
Arte marginal
Fonte:
LACCOURT, Pedro. Textítulos, 1987

Álano Barcelos

Nasceu em Campos aos 13 de setembro de 1931 e faleceu aos 16 de outubro de 2008, vítima de falência múltipla de órgãos. Foi advogado, escritor e político, tenso sido eleito, em 1978, suplente de senador do Rio de Janeiro pelo MDB. Chegou a exercer o mandato mediante convocação em 1982. Foi vice-presidente da Academia Campista de Letras. Professor de Linguística da Faculdade de Filosofia de Campos.
Obra:
‘A poluição do Rio Paraíba e em torno da educação’ – 1982
‘A linguagem da Baixada Goitacá’ – 1993
‘Conceito de linguística’ – 1970
Fonte:
pt.wikipedia.org/wiki/Álano_Barcelos (acessado em 28/07/11)

Alcione Peixoto

Nasceu em Macaé – RJ, em 18 de julho de 1944. Filha de Francisco Peixoto Lins e Benedita Vieira Peixoto. Veio para Campos aos seis anos de idade. Graduada em Língua Portuguesa e Literatura, atuou no magistério durante vários anos. Dedicou-se à integração da educação popular à arte- educação, exemplificando os resultados de sua prática pedagógica em simpósios, congressos, conferências e cursos no Rio de Janeiro. Atriz, articulista e expositora espírita. Alcione se destacou no cenário literário em vários estados brasileiros e em outros países, tais como Portugal e Itália. Em Portugal relançou seu primeiro livro “A Mulher no Evangelho”, aproveitando o fato de ter ido participar da 72ª Feira de Lisboa, representando o Brasil. Em 2003, este mesmo livro foi traduzido para o italiano.
Obra:
‘A mulher no Evangelho – heroísmo e ternura’ - 1999
‘Evangelho – conversão e cura’ – 2002
‘Mudança de hábitos’ – 2007
Fonte:
Biblioteca Wellington Paes
Monitor Campista – 11/10/2007
O Diário – 15/06/2002
Altino Moraes

Américo Rodrigues da Fonseca

Poeta, intelectual, literato, jornalista e professor de Português. Foi diretor do Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert, atual ISEPAM. Foi presidente do sindicato dos bancários e, por muitos anos, presidente da Academia Campista de Letras.
Obra:
Esplendores e penumbras (versos) – 1979
Sonetos do poeta – (manuscritos organizado pelo autor) - 1944
Fonte:
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988;
SIQUEIRA, Walter. Painel Literário 28-08-79
Anfilóquio de Lima
Visio
“No amargo exílio em que soluço e peno
maravilhosamente me apareces,
doce visão nostálgica do Rheno,
desfazendo-se em lágrimas e preces.”
Nasceu em 12 de novembro de 1886, no Rio de Janeiro, e faleceu em 23 de julho de 1909, aos 23 anos, em Baturité, Ceará.
Passou toda sua infância e vida escolar em Campos, vindo a estudar no Liceu de Humanidades de Campos. Em 1903, cursando o primeiro ano do curso preparatório para o curso de Direito, publicou o seu primeiro livro de versos: “Lyra dos meus oito annos”, coleção de dez sonetos.
Frequentou a Escola de Farmácia de Juiz de Fora (MG), onde trabalhou como funcionário da Repartição Geral dos Telégrafos. Seu desejo, entretanto, era ser advogado, mas devido a problemas de saúde não pôde realizar este sonho.
Obra:
‘Lyra dos meus oito annos’ – 1903
Fonte:
Revista da Academia Campista de Letras, 2009.

Antonio Carlos Pereira Pinto

Nasceu em Campos em 1927. Filho de Jorge Pereira Pinto e Alcinda Pinheiro Lopes Pereira Pinto.
Foi deputado federal cassado pela ditadura militar, em 1968, três vezes deputado estadual, secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, presidente da Comissão de Orçamento, integrante da Frente Ampla, composta por João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Afastado da vida política desde 1994, o ex-parlamentar resolveu dedicar-se ao resgate da memória de sua cidade natal.
Pereira Pinto é escritor, artista plástico e político.
Obra:
Quem quebrou a casa de meu pai – 2004
Jesus de Gargaú – 2006
Fonte:
Jornal O Diário – Caderno Dmais – 17/06/2004;
http://www.alerj.rj.gov.br/jornalalerj/jornalalerj56.pdf (acessado em 21/06/2012)

Ana Chrystina Venancio Mignot

Nasceu em Campos. Formou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC), em 1975. Foi professora de Psicologia da Educação na FAFIC, por dez anos.
É professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com atuação na graduação e na pós-graduação em Educação. Concluiu o doutorado em Ciências Humanas - Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e mestrado em Educação na mesma instituição (1988). Tem publicações no Brasil, na Argentina, em Portugal, na Itália, na França e na Espanha, especialmente sobre instituições e experiências pedagógicas inovadoras, a presença das mulheres nas mudanças educacionais, arquivos pessoais e práticas de escrita autobiográfica. Foi curadora de exposições sobre a escrita ordinária em importantes espaços culturais. Integrou a comissão editorial da “Revista Teias” e o Conselho Consultivo da “Revista Brasileira de História da Educação”. Atualmente, faz parte do conselho editorial de “Cadernos de História da Educação” e da “Revista Educação e Contemporaneidade”, de editoras e de coleções publicadas no país e no exterior. Recentemente, no âmbito da Universidade, exerceu a sub-chefia (2005-2007) e a chefia (2011-2012) do Departamento de Estudos Aplicados ao Ensino. Atualmente é membro do Conselho Universitário e do Conselho Consultivo da Sub-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), cientista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e procientista (UERJ/FAPERJ).
Obra:
Refúgios do eu: educação, história, escrita autobiográfica (org.) - 2000
Baú de memórias, bastidores de histórias: o legado pioneiro de Armanda Álvaro Alberto – 2002
Papéis guardados – 2003
Práticas de memória docente (org.) - 2003
Viagens Pedagógicas (org.) - 2007
História de vida e formação – 2008
O tempo na escola. (org) – 2008
Não me esqueça num canto qualquer (org.) – 2008
Histórias de vida e formação de professores - 2008
Cadernos à vista: escola, memória e cultura escrita (org.) – 2008
Armanda Alvaro Alberto - 2010
Fonte:
MIGNOT, Ana Chrystina Venâncio. Baú de memórias, bastidores de histórias: o legado pioneiro de Armanda Álvaro Alberto, 2002 ;
Monitor Campista, 07 de janeiro de 2008.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4727036E5 (Acessado em 04/10/2012)
Alberto Ferreira
Sonho
“Eu não quero fugir deste meu sonho,
Que é na vida, o motivo da beleza,
E aquele que não sonha, vê, tristonho,
A realidade, cheia de surpresa.
Sonhando, lindos versos eu componho,
Sonhando, sinto em mim, a Natureza,
Sonhando viverei muito risonho,
Amando e sendo amado, com certeza....”
Nasceu em Campos em 23 de dezembro de 1905 e faleceu em 6 de novembro de 1932, em Rio Preto, distrito de Campos. Filho de Manoel Ferreira Nunes e Eulaila Montenegro Ferreira.
Estudou no Liceu de Humanidades de Campos, mas como tinha o espírito desassossegado não conseguiu ficar por muito tempo nas grandes escolas. Passou, então, a freqüentar escolas particulares, sendo, ainda, sua assiduidade muito baixa.
Foi atleta de renome no meio esportivo da cidade e poeta dos mais sensíveis.
“Boêmio, sem noitadas regadas a álcool, mas cheio de amores inconfessáveis. Amores tais que o fizeram sofrer, pois muitas mulheres, fingindo amá-lo, o abandonaram.”
Obra:
Céu cor-de-rosa - 1928
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 2001.

Almir Soares

Nasceu em Campos, em 4 de novembro de 1923, e faleceu em 6 de fevereiro de 1952, aos 29 anos. Filho de João Salvino Soares e Estelita Maciel Soares. Formou- se em Contabilidade pelo antigo Instituto Comercial de Campos. Tornou-se funcionário público municipal, mas devido ao fato de ter contraído uma doença grave, teve de se aposentar ainda jovem.
Possuidor de bela voz foi cantor de rádio, seresteiro, poeta e cronista. Gostava muito da boemia.
Foi um dos fundadores da Academia Pedralva de Letras e Artes (1947) junto com seus amigos Walter Siqueira e Pedro Manhães — o nome da Academia seria baseado na união das primeiras letras do nome de cada um. Almir Soares foi secretário da Academia até sua morte.
Como cronista, colaborou no jornal “Folha do Comércio”, de Campos. Em 1950 venceu um concurso de reportagens, por iniciativa da revista “A Cigarra”, retratando a situação dos enfermos de Campos.
Obra:
Devaneios (versos) - 1952
Nosso (verso) – 1957
Poesias
Poeiras de Emoções
Silhuetas
Cantos
Cântico do 3º milênio
Lira Gozada
Imagens da vida (poesia)
Libélulas de minha lâmpada (crônicas)
Ensaios
Espiritualistas
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Aloisio Faria

“Também aqui, ó Campos, que venero!
Quero em teu prol, na área do respeito,
Queimar o vivo-incenso do meu culto.
Muito te quero, muito te enterneço,
— pela nobreza das mulheres tuas,
Que sabem pugnar pelo Direito;
Pela grandeza dos teus feitos nobres,
Pelo heroísmo e glória dos teus homens,
Pela doce acolhida que em teu seio
Encontra, comovido, o forasteiro.”
Nasceu na Bahia, mas radicou-se em São João da Barra (RJ). Faleceu em 24 de fevereiro de 1964, em Campos.
Aos 20 anos de idade cursava o segundo ano de medicina, quando foi acometido por uma grave enfermidade nas vértebras que o obrigou a suspender os estudos. Ficou paralitico, passando a viver em uma cadeira de rodas.
Era profundo conhecedor da Língua Portuguesa. Foi membro ativo da Academia Campista de Letras. Além de poeta e professor, foi um pensador e critico literário. Foi ainda diretor da então Rádio Atafona.
Obra:
Girândola de Ritmos - 1964
Fonte:
OSCAR, João. Introdução à história literária de São João da Barra – pag. 49; FARIA, Aloísio. Girândola de Ritmos;
CARVALHO, Waldir Pinto de. Campos depois do centenário; Gente que é nome de rua, 1985; Gente que é nome de rua, 2001; Noite do Escritor Campista 1° vol. Pg. 331.

Antonio Silva

Nasceu nas proximidades de Rio Branco (MG), em 24 de agosto de 1895, e faleceu, em Campos, no dia 18 de maio de 1975. Foi ferroviário das empresas ferroviáriass Vitória-Minas e Leopoldina, não permanecendo nessa função por muito tempo. Desligou-se do emprego e mudou-se para Triunfo, município de Santa Maria Madalena (RJ), onde nasceram seus primeiros versos. Não se casou, mas as mulheres as quais conheceu foram fonte de inspiração de suas melhores poesias.
Seu primeiro livro de versos foi publicado em 1919, em Conceição de Macabu (RJ), intitulado “Sonetos”, gênero de que se faria mestre. Em 1923 lançou mais dois livros: Coração e Nelly. Após morar em várias cidades, encontra seu refúgio na localidade de Conselheiro Josino, município de Campos (RJ). Ali exerceu a profissão de dentista prático e sonhou em construir a “Casa do Poeta”, onde existiria um museu, uma escola e um ambiente para receber amigos e artistas. Peregrinou por todo o país levando seus versos e poesias. Mas era para Conselheiro Josino que sempre voltava para sua vida solitária de poeta. Embora sua poesia, em grande parte, fale de tristeza e amargura, há nos seus versos interesses pelas festas.
Seus versos e crônicas eram publicados nos jornais de Campos. Por onde andava pedia auxílio para a construção da tão sonhada “Casa do Poeta” - não propriamente para si, pois recebia uma pensão vitalícia como poeta, talvez caso único na história do governo do estado. Após muitos anos de peregrinação, viu o seu sonho realizado: finalmente a “Casa do Poeta” foi construída. Ali viveu seus últimos dias.
Obra:
Sonetos – 1919
Coração – 1923
Nely _ 1923
Conceição de Macabú – 1971
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1988.

Agostinho da Conceição Rodrigues Filho

Nasceu em 19 de junho de 1935, no Rio de Janeiro. Bacharel em Direito (1970). Funcionário público federal aposentado. É escritor, poeta, compositor, artista plástico, teatrólogo, trovador e ator amador. Detém alguns prêmios de poesia e tem trabalhos publicados em vários jornais. No início dos anos 2000, veio para Campos, onde continua em plena atividade literária. É membro da Academia Petropolitana de Poesia Raul Leoni, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro e da Academia Pedralva Letras e Artes.
Agostino é Senador da Cultura (titular vitalício) pelo Estado do Rio de Janeiro, junto ao Congresso da Sociedade Cultura Latina – Seção Brasil.
Obra:
O terço da vida - 2003
Um belo feito de amor – 2003
A verve da saudade: Tributo a Antonio Roberto Fernandes – 2009
A verve de sete poetas e escritores de Campos/ RJ (coautor e organizador) - 2006
A verve de sete poetas e escritores de Campos/ RJ (coautor e organizador) - 2007
A verve de sete poetas e escritores de Campos/ RJ (coautor e organizador) – 2008
Manipulação do cotidiano no trajeto da vida – 2008
O medo de não ser feliz – 2008
Exuberância da Trova no Rincão Campista - 2011
Minhas trovas nas alturas - 2012
Fonte:
Polianteia – Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (Vol. I) – 1994.
O autor

Alpheu Gomes Oliveira Campos

Nasceu em Natividade do Carangola (RJ) no ano de 1883 e faleceu em 19 de setembro de 1929, em Niterói (RJ).
Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1909. Começou a clinicar em Campos, onde acumulou a função de diretor municipal de higiene e professor de Filosofia, Química, Higiene e Anatomia do Liceu de Humanidades de Campos.
Em abril de 1925, transferiu-se para Niterói como catedrático de Anatomia e Fisiologia Humana da Escola Normal.
Obra:
Amor à verdade – 1927
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Alcinéa Branco Ghizi

Aquarela
“Estou à janela olhando pro mar
Linda aquarela quisera pintar:
Num grande painel, um céu todo azul
O mar, tom pastel, do lado do Sul.”
Nasceu em Campos em 07 de março de 1917. Casou-se aos 19 anos. Devido ao fato de seu marido ter que viajar constantemente, pois trabalhava na empresa aérea Cruzeiro do Sul, o casal passou a morar em outras cidades, tais como Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro.
Alcinéa participou de concursos de poesia no Rio e teve suas poesias expostas na mostra “Pontal sempre Pontal”, em Atafona, São João da Barra (RJ), em 2009. Fez parte da Associação Cultural Militar, onde participava de palestras e cantava no coral.
Alcinéa Ghizi é poetisa, artista plástica e cantora de coral.
Obra:
Memórias de Amor – 1986
Fonte:
CARDOSO, Carla. Maiscultura - Monitor Campista – 11/02/2011

Arlete Parrilha Sendra

Nasceu em Cambuci (RJ). Poeta, professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - Centro de Ciências do Homem - Laboratório de Cognição e Linguagem. Possui doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e pós-doutorado em Semiótica pela Universidade de Salamanca (Espanha). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira. Atua principalmente nos seguintes temas: ficção, identidade nacional, silêncio, linguagem, cultura, imaginário, semiótica, poesia. Foi presidente da Academia Campista de Letras (2003 -2004) e fundadora da Editora desta academia.
Obra:
A infância quer falar! (coordenação e revisão) - 1979
Locomotiva nº 4 – 1984
Locomotiva nº 2 - 1986
Locomotiva nº 3 - 1989
Flutuações – 2002
Foram-se os coronéis, ficaram os lobisomens - 2004
Um certo Ponciano de Azeredo Furtado... de amores – 2004
Homenagem a José Cândido de Carvalho – Ideias – 2005
Minha terra tem Quixotes - (Trabalho publicado na Revista Tempo Brasileiro – v. 163, p.119-138, 2006)
Fontes:
http://www.orkut.com/ › ... › Discutindo Literatura › Fórum: (acessado em 27/07/11);
http://lattes.cnpq.br/0656625208219653 (acessado em 27/07/11)

Aloysio Balbi

Nasceu em Campos em 03 de dezembro de 1958. Filho de Luiz Gonzaga Balbi e Aparecida Balbi. Em 2012, conta 35 anos de profissão como jornalista e 27 anos de atuação como correspondente do jornal ‘O Globo’. Escreve ainda para o jornal ‘Extra’, também pertencente às Organizações Globo. Na década de 1990 foi coordenador regional da apuração de eleições da Rede Globo de Televisão, a convite de Olga Curado, então editora Rio da Rede Globo, e do chefe de jornalismo Gustavo Kai.
Trabalha há 30 anos no jornal ‘Folha da Manhã’, jornal de maior circulação do interior do estado do Rio, onde já desempenhou o cargo de diretor de Redação, nos anos 1990. Na editoria de Opinião, atuou como assistente do jornalista Aluysio Cardoso Barbosa, fundador e consultor da Folha da Manhã. Com o falecimento deste, em 15/08/12, assumiu a tradicional coluna ‘Ponto Final’ ao lado de Aluysio Abreu Barbosa e de Alexandre Bastos. Além disto, é o responsável pelas edições de projetos especiais do jornal.
Suas reportagens no jornal ‘O Globo’ viraram referências bibliográficas em livros e teses acadêmicas.
Durante as décadas de 1980 e 1990, assinava uma prestigiada coluna de humor, na ‘Folha da Manhã’, com o pseudônimo de Berinha Muniz.
Balbi é membro da Academia Campista de Letras (ACL).
Obra:
São Fidelis: A história consagrada – 2009
Quissamã, a raiz de uma história - 2011
São João da Barra - Do porto ao pontal - 2012
Fonte:
BALBI, Aloysio. Quissamã, A raiz de uma história, 2011

Amaro Prata Tavares

“Sòzinho sei que sou nada.
Um simples elo-sòmente –
Mas a outros elos ligados,
Formarei forte corrente.”
Nasceu aos 24 de janeiro de 1926, em Conceição de Macabu (RJ), e faleceu aos 11 de julho de 1994. Filho de Castro Tavares da Silva e Izaltina Prata Tavares. Dos 4 aos 6 anos viveu em Siqueira Campos, no Espírito Santo. Depois viveu em Campos – onde cursou o primário no colégio Santos Dumont - até os 24 anos de idade, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Regressou a Campos em 1958.
Fez o curso Comercial Básico na Escola Técnica de Comércio de Campos. Em 1946, ingressou no Colégio Batista Fluminense, onde concluiu o curso ginasial. No Rio estudou no Instituto Santa Rosa.
Pertenceu ao Clube de Poesia de Campos. Participou do grêmio Teatral Gastão Machado, do qual foi um dos fundadores. Fundou no Rio de Janeiro o grêmio Cívico-Literário “Euclides da Cunha”, do qual foi presidente. Obteve, em 1954, o prêmio “Almir Soares”, da Academia Pedralva de Letras e Artes, com o conto “A última cena”.
Pertenceu à União Brasileira de Escritores (UBE), seção do Rio de Janeiro. Foi sócio efetivo da Academia Pedralva, vice-presidente de cultura da União Brasileira de Trovadores (UBT), diretor do Departamento de Difusão Cultural da Prefeitura de Campos, diretor-chefe do jornal “A Noticia”, editor e criador da revista “Momento Cultural”, presidente do grupo Uni-Verso, foi membro do Instituto Campista de Literatura (ICL).
Obra:
‘Seis poetas’ – 1959
‘Oito Trovadores’ – 1960
‘Seis prosadores’ – 1962
‘Passo e passo’ – 1973
‘Ato 5’ – 1979
‘4 em 1’ – 1986
Fonte:
Noite do escritor Campista - 1973

Cristiane Maria Hilel

Nasceu em Campos no dia 12 de fevereiro de 1971. Filha de Maria Magdalena Carvalho Hilel e José Hilel.
Deu início aos seus estudos no Externato Campista e conclui o 2º grau no Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora. Graduou-se em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Campos em dezembro de 1992.Vem exercendo a profissão de odontóloga desde então.
Realizou cursos de especialização em Radiologia Odontológica e Odontologia do Trabalho.
Cristiane Hilel atualmente se dedica aos estudos em Saúde Coletiva.
Obra:
Branquinho, o dentinho que não era feliz - 2015
Fonte:
A autora

Cora de Alvarenga

Professora, filha de João Alvarenga e casada com o viúvo Luiz Ribeiro da Mata, comerciante de Campos. Foi diretora do Grupo Escolar 15 de Novembro, junto com sua irmã, Dinorah Alvarenga.
Cora de Alvarenga é nome de rua em Campos dos Goytacazes.
Obra:
Aritmética Elementar – 1919
Elementos de lições de cousas 12ª Ed. - 1937
Fonte:
Efemérides - Livro II pág. 194

Carlos Alberto Teixeira Dutra (Carlito)

Nasceu em Campos em 11 de fevereiro de 1922. Filho de Alberto A. Teixeira Dutra e Maria P. Teixeira Dutra.
Carlos Alberto estudou no Liceu de Humanidades de Campos. Na juventude foi convocado para servir ao Exército. Para azar seu eram tempos difíceis nos quais a Europa enfrentava a Segunda Guerra Mundial. A princípio Carlito serviu no Regimento Sampaio, em Campos. O batalhão dele foi mandado para a Itália, onde participou da célebre tomada do Monte Castello.
De volta ao Brasil, foi trabalhar no SAPS, a extinta Superintendência do Abastecimento e Previdência Social. Ali fez carreira como fiscal, conhecendo o Brasil como poucos brasileiros. Em Juiz de Fora (MG), numa praça, em frente à agência local do SAPS, os fiscais mandaram erguer o busto de Carlito.
Obra:
Umas e outras pequenas histórias – 2005
Carnaval
Garimpando pérolas – 2006
Historias de nossa gente – 2007
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Carlos Augusto Souto de Alencar

Círculo Vicioso
Votei num candidato
que muito prometeu:
eu teria comida no prato
mas ele esqueceu...
Escolas boas de fato
como nunca se concebeu,
segurança e saúde prontas no ato
mas ele esqueceu...
Vou cobrar, já decidi,
pois votei em... Esqueci!
Nasceu em Campos em 16 de agosto de1969.
Formado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1992, e pós-graduado em História do Brasil pela mesma universidade, em 1996.
Sua primeira poesia publicada foi “Certo Dia” no jornal "Caminhando" do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – CEFET-RJ, em 1986.
Em 1993, sua poesia “Algodão” foi publicada no livro “Escritores da UFF" – poesia – Volume 1 publicado pela Universidade Federal Fluminense.
Em 1996, sua poesia “Uma Tarde Tranqüila” foi publicada no livro “Antologia Poética” da Universidade Federal Fluminense, organizado pela poetisa Maria Zilah.
Em 2002 e 2003 suas poesias “O Poeta”, “Príncipe” e “José”, foram finalistas do Festival de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes, promovido pelo "Café Literário" da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), coordenado pelo acadêmico Antônio Roberto Fernandes.
Em 2004, sua poesia “Uma Criança” foi a vencedora do I Encontro Poético Jahel Ramalho Pereira promovido pela Academia Pedralva Letras e Artes de Campos dos Goytacazes.
Em 2005, as poesias “Cogumelo”, “Salvação” e “Uma Criança” foram finalistas do I Festival de Poesia Falada de São João da Barra (RJ), promovido pelo Centro Cultural Narcisa Amália, sendo que “Uma Criança” foi a segunda colocada.
Recebeu uma medalha de menção honrosa por uma trova e foi o primeiro colocado com a crônica “A Moçada do Saldanha” no concurso de Trovas e Crônicas do Centenário do Clube de Regatas Saldanha da Gama, em Campos dos Goytacazes, recebendo o “Troféu Barquinho”.
Assumiu a cadeira de número seis da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebeu a Moção de Honra do Congresso da Sociedade de Cultura Latina pelo seu engajamento em atividades educacionais e culturais no estado do Rio de Janeiro. Venceu os I Jogos Florais de São Francisco do Itabapoana (RJ) na categoria crônicas com o texto “Doce Recheio”.
Sua crônica “Vozes Bailarinas” obteve o quinto lugar no I Concurso Literário da Infraero.
Assumiu o cargo de secretário adjunto da Academia Pedralva Letras e Artes. Elabora a página da Academia Pedralva Letras e Artes e do jornal alternativo “Navegando nas poesias” na rede mundial de computadores, além de elaborar a página da Academia Pedralva Letras e Artes em conhecido sítio enciclopédico.
Em 2009 foi vencedor do Concurso de Trovas em Homenagem ao Centenário do Grupo Thoquino. Também foi vencedor do X Concurso Literário de Casimiro de Abreu com o poema “O Relógio das Almas Vendidas”. Este poema recebeu menção honrosa no I Concurso Literário da Academia Poçoense de Letras e, neste mesmo concurso, ficou em quarto lugar na categoria conto com o texto “O Espelho” garantindo, assim, uma vaga como membro efetivo da Academia Poçoense de Letras e Artes na cadeira 57.
Em 2010 assume como diretor de patrimônio da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebeu medalha e diploma como melhor ativista cultural do estado do Rio de Janeiro pela Sociedade de Cultura Latina, "Medalha do Mérito Cultural Austregésilo de Atahyde" oferecida pela Academia de Letras e Artes Paranapuan por seu trabalho em favor da cultura, recebe a menção honrosa no concurso de trovas dos II Jogos Florais de São Francisco do Itabapoana (RJ) e medalha de prata no XXII Concurso de Poesia da Academia de Letras e Artes Paranapuan com o poema “O Relógio das Almas Vendidas”, Assumiu, em 2012, o cargo de secretário titular da Academia Pedralva Letras e Artes. Recebeu, também em 2012, medalha e diploma de Intelectual do Ano de 2011 no estado do Rio de Janeiro pela Sociedade de Cultura Latina.
Carlos Augusto é professor, historiador, geógrafo, contista, poeta, ativista cultural e membro efetivo e atuante da academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
Participou de todos os números da coletânea"A verve de sete poetas e escritores de Campos" e do livro "Exuberância da Trova no Rincão Campista" (2011).
Fonte:
O autor

Carlos Ferreira Amorim

No banho
“O corpo esbelto na nudez esplende
as caprichosas formas delicadas,
nos lábios de papoula um riso acende,
como os lindos clarões das madrugadas!”
Nasceu em Viçosa (MG) em 1900 e faleceu em 27 de outubro 1988, em Atafona, São João da Barra (RJ). Filho de Francisco Ferreira de Amorim e Coenciana da Cruz Amorim.
Deu inicio aos seus estudos no Colégio São José, em Mariana (MG). Logo após a alfabetização, com 7 anos, foi para o Seminário Menor, também em Mariana. Afastou-se do seminário aos 19 anos a fim de se dedicar a outras atividades.
Entrou para estrada de ferro The Leopoldina Railway, vindo trabalhar em Campos. Algum tempo depois deixou a Leopoldina e se mudou para Niterói (RJ) em busca de melhores oportunidades. Lá ingressou no “Diário Oficial do Estado”, sendo transferido, posteriormente, para chefiar a sucursal de Campos.
Em Niterói fundou, redigiu e dirigiu vários jornais alternativos, tais com: “O Libertador”, “Defesa Operária”, entre outros.
Em Campos foi redator e diretor do jornal “O Dia” e Colaborou no “Monitor Campista” e outros órgãos da imprensa local. Em São João da Barra (RJ) redigiu “A Evolução”.
Recebeu os prêmios “Júlio Salusse” e “Nilo Peçanha”. Era sócio efetivo da Academia Campista de Letras, vindo a ser seu segundo tesoureiro na gestão de Godofredo Tinoco, e das Academias Fluminense, Niteroiense, Friburguense, Valenciana de Letras e da Academia de Letras do Chile “Gabriela Mistral”.
Obra:
Pecado mortal (poemas)
Em memória de Nelson Pereira Rebel – 1956
Libertadores Fluminenses – 1962
Holocausto (poemas e sonetos)
Heróis Fluminenses – 1966
Caminhos Fluminenses (artigo na revista da Academia Fluminense de Letras) - 1970
O celibatário – 1974
Julio Mario Salusse, o grande romântico (artigo na revista da Academia Fluminense de Letras) - 1975
Pelos olhos da saudade – 1985
Trovas mineiras
Não matarás
Consolatum Aflitorum
Fonte:
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988;
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua. Vol. III, pág. 74;
Biblioteca Welligton Paes

Claudinier Pinto Martins

Nasceu em Campos no ano de 1897. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos e, em seguida, deu inicio ao curso de Pintura e Arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, tendo de interrompê-lo por motivo de saúde.
Restabelecida sua saúde, voltou a residir no Rio de Janeiro dando prosseguimento aos seus estudos. Trabalhou no jornal “O Momento” e em várias revistas, incluindo "A Lusitânia". Expôs no Primeiro Salão de Humoristas. Em Campos fez várias exposições de caricaturas e pintura. Escreveu várias peças teatrais de parceria com Raymundo Magalhães Junior e Raul Perdeneiras. Trabalhou na Companhia Leopoldina Railway como conferente, ajudante de caixa e auxiliar do agente. Trabalhou nas usinas Tahi e Barcelos no escritório e como subchefe da seção de balanças. Foi oficial do gabinete do prefeito Luiz Sobral, tendo exercido o cargo de secretário interinamente. Foi candidato a deputado estadual. Trabalhou no comércio do Rio, onde foi co-proprietário da Farmácia Martins. Foi membro da Academia Campista de Letras.
Obra:
In memoriam – 1951
Ouro velho – 1951
Estrelas sem brilho – 1954
Perfis gloriosos – 1954
Para o alto – 1954
Para o alto – 1955
Ânsias de amor e de glória – 1949
A navalha e outros sonetos – 1955
Emoções – 1948
Abelhas & Vespas
Oferendas
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Cláudio Andrade

Nasceu em Campos dos Goytacazes-RJ no dia 06/09/1972. Advogado, vereador eleito para a legislatura 2017/2020, Presidente da CCJ da Câmara, Professor universitário da UCAM, responsável pelo setor de Família do Núcleo de Prática da Candido, apresentador do Programa "A Polêmica" e "Cláudio Andrade" na Terceira Via TV canal 25, da Blue e Ver TV e 02 da Net , articulista do site Terceira Via, na cidade de Campos, Portal Luis Nassif de São Paulo. Gerenciador do blog Cláudio Andrade e apresentador do Programa "Conexão Cláudio Andrade" na Rádio Continental.

Homenageado com a Medalha Paulo Pinto conferida pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes - CMCG e autor dos livros "Direito, Política e Sociedade" e "Entrelinhas". Já exerceu os seguintes cargos: Assessor parlamentar da 2ª Vice-presidência da ALERJ, Membro do Conselho Municipal da Mulher; Assessor Jurídico do Conselho Municipal do Idoso; Coordenador do Setor Jurídico do Centro Dia; Ex-Conciliador do Juizado Adjunto Cível da Comarca de São João da Barra. Ex-Presidente da Comissão de Combate às Drogas e Dependências Químicas e da OAB Jovem da OAB/RJ. Ex-Delegado da Associação Fluminense de Advogados Trabalhistas.

1º Livro: Direito, Politica e Sociedade - 2009

2º Livro: Entrelinhas - 2015

Cristiano Pluhar

Nasceu em Canoas (RS) em 25 de maio de 1981. Filho de Clênio Pluhar e Carmelita Christoff Pluhar.
Na adolescência, por conta das bandas Ramones e Nirvana, Pluhar desperta interesse pela escrita e se aventura com poemas entupidos de contestações e indagações juvenis. Aos quase 19 anos, ingressa no curso de História na jesuíta Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em São Leopoldo, RS.
Sua primeira experiência profissional foi como estagiário na função de pesquisador no Centro de História Oral do Rio Grande do Sul, órgão da Secretaria de Cultura do Estado. Em 2002, como coautor, lança a obra ‘Memória Cidadã: Vila Belga’, que trata do maior entroncamento ferroviário rio-grandense, em Santa Maria, região central do Estado.
No ano de 2005, forma-se e é agraciado com ‘Distinção Honrosa’ por conta de sua monografia, intitulada ‘A desconstrução do pudor através do cinema, música e literatura, nos anos 1960 e 1970, nos Estados Unidos e Inglaterra’. Em 2006, por conta de uma mulher promíscua, publica independentemente o livro de contos ‘Sobre o gostar’. Nesse mesmo período, por questões econômicas e existenciais, exerce a tensa função de telemarketing. Já em 2007, através de um grupo de discussão sobre seu escritor favorito, o alemão Charles Bukowski, ‘O velho safado’, conhece a campista Goreti Maia.
Em 2008, mais uma vez de modo independente, lança o livro de poemas ‘Espasmos’. Em Julho, visita Campos dos Goytacazes no intuito de conhecer sua futura esposa.
Quando retorna ao Rio Grande do Sul, exerce diversas funções para juntar dinheiro no interesse de criar morada em Campos dos Goytacazes. Aventura-se vestido de presidiário em sinais de trânsito, animação de festas e porta-bandeira ideológico.
Em 20 de Janeiro de 2009, Cristiano Pluhar chega ao Norte Fluminense e de imediato se une a Goreti Maia Pluhar. A busca por trabalho dá resultado em 13 de Abril, a partir de uma aposta do jornalista Avelino Ferreira. No mês de Agosto é convidado a lecionar no Instituto Profissional Laura Vicunha.
Cristiano Pluhar passa a atuar como pesquisador do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho. Em 2010, com o incentivo de Carlos Freitas e Evaldo Portela, lança o livro ‘Campos Capital? Os interesses econômicos e políticos distantes do povo’, onde trabalha sobre as tentativas da cidade, no século XIX e XX, em se estabelecer como capital de uma nova província, a Província Goytacazes.
Em 2011 publica, junto com o então estagiário José Victor Nogueira Barreto, a obra ‘O preconceito estampado’. O livro utiliza os principais jornais campistas entre 1930 – 1945 e 1951 – 1954 (períodos presididos por Getúlio Vargas) como fonte para evidenciar o preconceito ignóbil com as religiões de origem africana.
No ano de 2012, Cristiano Pluhar é convidado a participar como colaborador do inventário turístico de Campos dos Goytacazes. Além disso, participa como pesquisador da fundação do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes, onde atualmente trabalha.
No mesmo ano tem um poema selecionado - ‘Metáfora à felicidade’ - no ‘Prêmio Sarau Brasil 2012 – Antologia poética’.
Obras:
Memória Cidadã: Vila Belga (Coordenador: Marion Nunes) - 2002;
Sobre o gostar - 2006;
Espasmos - 2008;
Campos Capital? Os interesses econômicos e políticos distantes do povo - 2010;
O preconceito estampado 2011;
Artigos:
http://www.essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/ENGEO/article/viewFile/1667/850. Acesso em 22 de Agosto de 2012.;
http://www.essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/ENGEO/article/viewFile/1658/842. Acesso em 22 de Agosto de 2012;
https://www.ufmg.br/rededemuseus/crch/simposio/FREITAS_CARLOS_E_PLUHAR_CRISTIANO.pdf. Acesso em 22 de Agosto de 2012.
Blog:
www.nadacult.blogspot.com
Fonte:
O autor.

Durval Lobo

Nasceu em Campos no dia 1° de maio de 1910 e faleceu em 25 de outubro de 2007. Filho de Eduardo Ferreira Lobo e Dalila Coutinho Lobo. Formou-se em Engenharia Civil, Geografia e Elétrica pela Escola Politécnica, engenheiro-arquiteto pela Escola Nacional de Belas Artes e urbanista pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.
Foi professor de Urbanismo e doutor em Arquitetura, ex-prefeito de Macaé, engenheiro por concurso da antiga prefeitura do Distrito Federal, ex-membro do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), durante quinze anos ininterruptos.
Foi membro do Conselho Fiscal da Eletrobrás, chefe da DTE (Divisão Técnica Especializada Urbanismo e Planejamento Regional – DUR) e diretor do Departamento de Atividades Culturais, ambos pertencentes ao Clube de Engenharia, além de presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RJ).
Foi, ainda, professor adjunto, livre docente e doutor em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conselheiro vitalício do Clube de Engenharia, entre inúmeros outros títulos e cargos.
Durval Lobo foi poeta, trovador e imortal da Academia Brasileira de Arte.
Obra:
O uso da terra – 1958
Lágrima submersa - 1967
Zéliamor
Poesias de vários autores – (Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, 9 poesias) - 1972
Tempo de Camões – 1980
Antologia Poética (Cenáculo Fluminense de História e Letras) – 1986
Fonte:
www.clubedeengenharia.org.br/novo/07nov_obituario.php - Em cache (acessado em 04-08-11)

Eliane Pedra Dias

Nasceu em Campos. Filha do Sr. Marcone, comerciante campista.
Concluiu o Doutorado em Patologia (Anatomia Patológica) pela Universidade Federal Fluminense em 1992. Atualmente é professora titular de Anatomia Patológica da mesma faculdade e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Patologia. Foi coordenadora do Curso de Pós-graduação em Patologia Bucodental no período de 1995 a 2004, tendo feito a reestruturação do Curso que, quando houve o processo de fusão dos programas de pós-graduação em Patologia da UFF, encontrava-se com o conceito 4. Atua na área de medicina. Em seu currículo Lattes os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: HPV , AIDS, EBV, leucoplasia, citopatologia, carcinoma, histopatologia.
Eliane Pedra Dias é médica, professora, escritora e poeta.
Obra:
Traços – 1983
Pontos obscuros – 1986
Papilomavirus humano – (SBM) - junho 1993
Fonte:
www.uff.br/.../index.php?...eliane-pedra-dias... - Em cache (acessado em 09/08/11)

Euríze Caldas Pessanha

Nasceu em Campos. Filha de Rubens Pessanha e Penalva Caldas Pessanha. Licenciada em Letras e em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia de Campos, obteve o título de Mestre em Educação na PUC-RJ - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1976, e o Doutorado em Educação pela USP - Universidade de São Paulo, em 1992. Realizou estágio de pós-doutorado, como bolsista da CAPES, no Departamento de Curriculum and Instruction na University of Wisconsin - Madison, em 1999 e, em 2010 concluiu estágio de pós-doutorado na Texas A&M University em College Station, Texas, Estados Unidos Atualmente é professora associada da UFMS, onde atua no Curso de Pedagogia, desde 1982, e no Programa de pós-graduação em Educação, como orientadora no mestrado e no doutorado. Suas pesquisas e produção focalizam as temáticas: cultura escolar, história das disciplinas escolares, currículo e professor. Coordena o Grupo de Pesquisa Observatório de Cultura escolar (Diretório de Grupos de Pesquis/CNPq) e a Linha de Pesquisa - Escola, cultura e disciplinas escolares. Desenvolve atualmente os Projetos de pesquisa: HISTÓRIA CURRICULAR DE ESCOLAS SECUNDÁRIAS BRASILEIRAS: indícios e vestígios nos suportes materiais (1884 1975), financiado pelo CNPq Edital Universal 14/2010, e OBSERVATÓRIO DE CULTURA ESCOLAR (8): cultura material escolar na configuração da história curricular da Escola Estadual Maria Constança Barros Machado em Campo Grande/MS (1939- 1970), com Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq.
Obra:
Ascensão e queda do professor – 1994
Tempo de cidade, lugar de escola. Historia, ensino e cultura escolar em “escolas exemplares’ (organização e co-autora) - 2012
Atenção de saúde em pediatria. 1. ed. (mais Renato Moretto) – 1985
Procedimentos Didáticos. 1. ed – 1983
Fonte:
Tempo de cidade, lugar de escola. Historia, ensino e cultura escolar em “escolas exemplares’ (Eurize Caldas Pessanha e Décio Gatti Junior, organizadores), 2012;
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=B999458 (acessado e 05/12/12)
Eurico
“Na soturna mudez de um negro presbyterio,
maldizendo este mundo e a Ventura bastarda,
buscaste, Eurico, em vão! Da Fé suprema a guarda,
depor teo grande sonho e o Téo maior mysterio ...”
Nasceu em Campos em 1895. Ainda muito criança, mudou-se para Cantagalo (RJ), onde deu início a seus estudos. Mais tarde, regressou a Campos, indo estudar no Colégio Mesquita. Com a morte do pai, voltou para Cantagalo com a mãe e lá fixou residência. Foi poeta, advogado e professor.
Obra:
No limiar - 1946
Rythmos que morrem
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes
Colar de Pérolas VIII
MORAES, Altino. Rythmos que morrem.

Francisco Venancio Filho

Nasceu em Campos a 14 de abril de 1894 e faleceu a 12 de agosto de 1946, aos 52 anos de idade, no Rio de Janeiro.
Cursou Humanidades no famoso Colégio Aquino, no Rio de Janeiro, onde passou a ensinar. Matriculou-se na Escola Politécnica. Formou-se em Engenharia Civil, em 1916. Nesse mesmo ano ingressa no Corpo Docente da Escola Normal, posteriormente transformada em Instituto de Educação. Ligou-se ao grupo de educadores que concebeu, na década de vinte, e procurou implantar, no período subsequente, a nova estruturação do ensino, inclusive nele fazendo figurar a Universidade. Participou ativamente do movimento capitaneado pela Associação Brasileira de Educação (ABE), sendo ainda um dos signatários destacados do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova (1932). A par do papel na renovação do sistema educacional brasileiro empenhou-se na renovação do ensino das ciências exatas, interessando-se também pelo processo de formação da sociologia brasileira, em especial a obra de Euclides da Cunha. Foi assíduo colaborador na imprensa periódica e em revistas. Em reconhecimento à sua contribuição à educação brasileira, mereceu da Academia Brasileira de Letras o “Prêmio Francisco Alves” (1937).
Obra:
Um educador brasileiro (org. Alberto Venâncio Filho) – 1984
A educação e seu aparelhamento moderno
Fonte:
www.cdpb.org.br/dic_bio_bibliografico_venancio.html - Em cache (acessado em 12-11-2011)

Francisco Manuel Alípio

“A vida! A vida! Aspérrimo deserto!
Por onde o caminheiro à toa errando,
Vae nas treévas da magua tacteando,
Em busca de um descanço em ponto incerto.”
Nasceu em Campos em 07 de janeiro de 1848 e faleceu em 13 de fevereiro de 1899, em Cordeiro (RJ). Após estudar Humanidades, Alípio estudou Agrimensura e exerceu a profissão com rara proficiência. Fez parte da comissão de estudo do traçado e construção da estrada de ferro Macaé-Campos.
Abandonando os trabalhos profissionais, procurou se dedicar a agricultura, no começo em Campos e por fim em Cantagalo (RJ), até o seu falecimento.
Poeta, cantor e escritor, Francisco Alípio cultivava o estilo parnasiano de sonhador, sofredor e introspectivo. Escreveu vários poemas e crônicas, mas permitiu-se publicar um único livro que revela a profundidade dos sentimentos do autor.
Obra:
Azul e sombras – 1884
Fonte:
PAIXÃO, Mucio da. Movimento Literário de Campos (pag. 105), 1924
Floriana Eloy Ribeiro
Nasceu em Campos em 1 de dezembro de 1900 e faleceu em 7 de junho de 1974. Filha de José Francisco Ribeiro e Cecília Carneiro da Cruz.
Estudou no Grupo Escolar 15 de Novembro, cuja direção se achava a cargo das professoras Cora e Dinorah Alvarenga. Posteriormente ingressou na Escola Normal, atual Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (ISEPAM), depois de prestar exame de admissão, pois a sua idade de 10 anos não permitia, naquela época, seu ingresso naquele estabelecimento de ensino, sem o comprovante de 15 anos nos documentos exigidos por lei.
Após quatro anos, tendo como professores figuras ilustres tais como: Viveiros de Vasconcelos, Baltazar Carneiro, Paulo Barroso e Manoel Manhães, obteve o diploma.
Ainda como estudante, colaborou em diversos jornais campistas e mais tarde fundou com Thecília Cruz a “Folha Feminina”, que circulou ininterruptamente durante dois anos.
Escreveu para diversos jornais e revistas de Campos, da capital e de outros estados. Entre eles estão o jornal “A Notícia”, “A Semana” e a revista “Rindo”.
Fundou o Externato Floriano Peixoto, onde manteve cursos diurno e noturno.
Lecionou Matemática no Ginásio Nossa Senhora do Socorro.
Obra:
Páginas D´Alma - 1919
Folha Feminina – 1921-22
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Fernando J. G. de Abreu

Nasceu no interior de Campos em 16 de outubro de 1941. Veio para cidade em companhia dos pais, pequenos agricultores, em 1953.
Trabalhou no comércio como balconista e foi feirante no mercado municipal na adolescência. Com o falecimento do pai, interrompe seus estudos e passa a trabalhar duro para ajudar no sustento da família.
Retornando aos estudos bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Campos, em 1975.
Foi militar durante 11 anos e, posteriormente, passou a integrar o corpo da Polícia Civil do Estado, onde exerce o cargo de inspetor.
0bra:
O fantástico poder da mente – 1988
Fonte:
ABREU, J. G. Fernando de. O fantástico poder da mente,1988

Fernando da Silveira

Nasceu em Campos no dia 26 de maio de 1929. Filho de Lourival Antão da Silveira e Regina da Silveira. Cursou o ginásio e o clássico (por 1 ano) no Liceu de Humanidades de Campos, onde colaborou nos jornais estudantis “O Ideal”, “O Avante”, “O Ateneu”, entre outros.
Antes de se mudar para o Rio, para trabalhar no jornal “Diário Carioca” e servir ao exército, trabalhou no jornal “A Noticia”, no “Monitor Campista” e foi redator chefe de “Nossa Revista”. No Rio concluiu o curso clássico no Colégio Lutércia, em 1950.
Deu inicio ao curso de Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro e terminou na Faculdade de Direito de Campos (FDC). Fez licenciatura plena em Direito Usual e Legislação Aplicada pela Faculdade Niteroiense de Formação de Professores e curso de extenção pela Universidade Federal de Minas Gerais. É pós-graduado em Processo Civil e Direito Civil pela Faculdade de Direito de Campos e em Comunicação Social pela Faculdade de Filosofia de Campos. Concluiu o mestrado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2001, aos 72 anos de idade.
Foi professor da Faculdade Cândido Mendes (UCAM) e da Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC).
Atualmente leciona Lógica e Argumentação Jurídica e Filosofia do Direito na Faculdade de Direito de Campos. Pretende fazer doutorado em Filosofia do Direito.
Fernando da Silveira é escritor, professor e advogado.
Obra:
Volta da Lapa – 2002
Fonte:
O autor;
PIMENTEL, Luís Antônio. Enciclopédia de Niterói, 2004

Fernando Arêas Rifan

Dom Fernando nasceu em São Fidélis (RJ) em 25 de outubro de 1950. Filho de Bady José Rifan e Joselina Arêas Rifan. Fez os cursos primário e secundário em sua cidade natal. Aos 12 anos entrou para o Seminário Diocesano. Tendo cursado o Seminário maior e menor (Filosofia e Teologia) foi ordenado sacerdote aos 24 anos de idade, em 8 de dezembro de 1974.
Além de secretário particular do então bispo de Campos, Dom Antonio de Castro Mayer, foi logo nomeado diretor diocesano do Ensino Religioso. Foi professor de Filosofia do seminário, conselheiro diocesano e pároco da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Campos.
A 18 de Janeiro de 2002 foi criada a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. D. Licínio Rangel, devido a problemas de saúde, pede ao Papa João Paulo II que nomeie um bispo auxiliar, que lhe sucederia como Administrador Apostólico. O padre Fernando Arêas Rifan, que era vigário-geral da administração apostólica recém criada, é nomeado bispo titular de Cedamusa e coadjutor do administrador apostólico Licínio Rangel. A ordenação episcopal foi a 18 de Agosto de 2002. D. Licínio Rangel morreu a 16 de Dezembro de 2002 e D. Fernando sucedeu-lhe automaticamente como administrador apostólico.
Fundou e dirige o Colégio Três Pastorinhos.
Foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) com a “Medalha Tiradentes”, em 21 de abril de 1991. Recebeu o título honorífico de “Cidadão Campista”, em agosto de 1993. Recebeu a “Ordem do Mérito Benta Pereira”, pela Câmara Municipal de Campos.
Obra:
Quer agrade, quer desagrade – 1999
Fonte:
RIFAN, Fernando Arêas. Quer agrade, quer desagrade,1999;
pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Arêas_Rifan - Em cache (Acessado em 12-08-11)

Danilo dos Santos Miranda

Nasceu em Campos em 24 de abril de 1943. Aos 11 anos deixou sua cidade natal para estudar no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ). É formado em Filosofia e Ciências Sociais. Realizou estudos complementares de especialização na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e no Management Development Institute (IMEDE), de Lausanne, Suíça.
Especialista em ação cultural, é diretor do SESC (Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo).
Foi Presidente do Comitê Diretor do Fórum Cultural Mundial, em 2004, e presidente do comissariado brasileiro do Ano da França no Brasil, em 2009. Atua como conselheiro em diversas entidades dentre as quais a Fundação Itaú Cultural, Fundação Padre Anchieta, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Movimento Nossa São Paulo e como membro da Art for the World, com sede na Suíça.
Foi vice-presidente do Conselho Internacional de Bem Estar Social (ICSW), de 2008 a 2010. É vice-presidente da Federação Pan-Americana de Esporte para Todos (FEPADET) e presidente regional – América Latina e Caribe. Nos últimos anos tem participado ativamente como conferencista em eventos nacionais e internacionais e sido agraciado com homenagens de reconhecimento ao seu desempenho em favor da cultura com a Comenda de Zumbi dos Palmares, a de Comendador da Ordem Nacional do Mérito da França, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Alemanha e a de Cidadão Paulista por suas ações igualitárias, a democratização cultural da identidade e diversidade de suas ações.
Obra:
Ética e Cultura - 2004
O parque e a arquitetura – 1996
Fonte:
Monitor Campista, 30 de junho de 2005;
MIRANDA, Danilo dos Santos. O parque e a arquitetura, 1996;
http://www.facebook.com/danilosantosmiranda1/info?v=info (acessado em 04/10/2012)

Geraldo Moraes Filho

Nasceu em Campos em 1951 e faleceu em 27 de dezembro de 2006, após ter sido vítima de atropelamento. Filho de Geraldo Moraes e Helita.
Foi professor de Química, por vários anos, no Liceu de Humanidades de Campos. Publicou três livros entre prosa, poesia e uma série de pôster-poema. Morreu sem concluir sua última obra, a biografia do empresário campista Hélio Siqueira.
Obra:
Humanidade: árvore da vida, um ensaio, uma miragem – 1996
Humanidade: árvore da vida, um ensaio, uma miragem (2ª edição ampliada e revisada) – 1997
Meio século de Pensamentos passados a limpo – 2003
Pôster-poema
Fonte:
MORAES FILHO, Geraldo. Meio século de pensamentos passados a limpo, 2003.
Genaro Teixeira de Vasconcelos
Nasceu em Minas Gerais em 23 de maio de 1918. Filho de Fidélis Teixeira de Vasconcelos e Celestina Augusta de Vasconcelos.
Estudou em Campanha, Belo Horizonte (MG) e Campos dos Goytacazes (RJ), onde se radicou em 1947.
Fundou e dirigiu o Clube de Poesia de Campos e a revista de poesia “Horizonte 22”, secretariou o 1º Salão Fluminense de Poesia.
Durante algum tempo, com Mário Newton Filho, Renan Machado de Siqueira, Joadelivio Codeço e outros, levou ao ar, na Rádio Cultura de Campos, o programa “Letras e Artes”. Colaborou em jornais tais como: “A Notícia”, de Campos; “O Estado” e o “Fluminense”, de Niterói (RJ); “Diário de Notícias” e “Tribuna da Imprensa”, do Rio de Janeiro.
Obra:
Tempo de angústia – 1955
Prata da Casa – suplemento nº 2 de “Horizonte 22” – 1958.
Cantos da Planície – 1967
Exílio de palavras – 1968
Um poeta dentro do mundo – 1982
Engenheiro do Caos – 1982
Fonte:
Noite do escritor campista, 1973

Gastão Machado

Nasceu em Campos no dia 25 de março de 1899 e faleceu no dia 26 de março de 1964.
De família pobre, começou a trabalhar desde menino nas oficinas do jornal “A Noticia” como tipógrafo. Inteligente e estudioso logo passa para a sala de redação. Mas sua grande vocação era o teatro. Estréia como escritor teatral por volta de 1923, fazendo grande sucesso com suas variadas peças. Nos anos que se seguiram, Gastão Machado continuou produzindo muitas outras peças para o teatro que iam da comédia ao drama. Levou os fatos da cidade para o palco em “Campos em Revista”, “O macumbeiro do Turfe”, “Campos é assim”, seu maior sucesso, entre muitas outras peças musicadas e de igual ou maior sucesso, como, por exemplo, “A menina do açúcar.”
Em vida, Gastão Machado recebeu a homenagem através da fundação de um grêmio teatral com seu nome.
Depois de morto seus amigos lutaram e conseguiram erguer o seu busto em plena Praça do Santíssimo Salvador, no centro de Campos.
Obra:
Os crimes célebres de Campos: séc. XIX (2ª edição) – 1930
O Alisador (comédia) – 1923
Campos em Camisa (revista) – 1924
Pega-Cachorro (revista) – 1924
PMI (Revista Carnavalesca) – 1925
Pinga, miséria (Cia de Revista) – 1925
Os milagres do Prof. Mozart (comédia) – 1925
O homem que ninguém não viu (comédia) – 1926
A Escrava Isaura (drama) – 1927
O 31 em Campos (revista) – 1927
Feijoada Completa (revista) – 1928
O toque de Assuero (burleta) 1929
Comigo não (revista) -1929
Segredos do Oriente (comédia) – 1931
Itarapé (revista) – 1932
Abafa a Banca (revista) – 1933
Capacete de Aço (revista) -1933
Campos em Revista ( revista) – 1940
O careca não é de Campos (revista carnavalesca) – 1942
A menina do açúcar (comédia) – 1942
O burro canário (comédia) – 1942
Rua das cabeças (drama) – 1942
Petróleo no Turfe (comédia) – 1942
Campos depois das dez (revista) - 1943
Pérola do Sul (revista) – 1943
Campos está progredindo (revista) – 1943
Casamento no Uruguai (comédia) -1945
Uma festa no Capão (Comédia) – 1945
Campos no meu coração (burleta) – 1945
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985;
Noite do Escritor Campista, 1973

Gastão Graça

Nasceu em Campos no ano de 1886 e faleceu no dia 24 de dezembro de 1959.
Formou-se em Direito. Procurou exercer sua profissão de forma equilibrada, imparcial e justa. Não aceitava causas em desacordo com sua maneira de ser, pois desde cedo formara seus pontos de vista, traçara normas de conduta dentro da vida. Este modo de ser e atuar lhe rendeu boa reputação em Campos e adjacências.
Gastão Graça foi diretor da Escola de Direito Clóvis Bevilaqua.
Obra:
Agravos em separados (processo judicial)
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 2001

Gil Wagner Quintanilha

Nasceu em Campos em 1920 e faleceu em 13 de dezembro de 2008, aos 88 anos, em sua residência. Dr. Gil, como era conhecido dentro dos meios forense, era universitário e acadêmico. Foi procurador geral do município durante os governos de José Carlos Vieira Barbosa e Anthony Garotinho, professor de Direito Comercial da Faculdade de Direito de Campos, presidente da subseção Campos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também titular da Academia Campista de Letras (ACL) e da Academia Pedralva Letras e Artes. Teve no total três livros publicados, um deles com destaque para a Baixada Campista.
Obra:
O pitoresco do foro e da Baixada Campista – 1994
Wagner Pinto Quintanilha (Vevelho) Centenário de seu nascimento – 1986
Crônicas & “Causos”
Contos da baixada campista – 1998
Fonte:
blogclaudioandrade.blogspot.com/.../morre-gil-wagner-qui... - Em cache (Acessado em 12/08/11)

Godofredo Saturnino da Silva Pinto

Nasceu em Campos em 5 de setembro de 1887 e faleceu em 20 de outubro de 1961. Filho de Manoel Joaquim da Silva Pinto e Branca Saturnino da Silva Pinto. Godofredo era neto do Barão de São Fidélis.
Exerceu a profissão de advogado com muita dedicação e estudo, que lhe rendeu reconhecimento e respeito nos centros jurídicos e culturais de todo o Brasil. Foi fundador e presidente do Automóvel Clube de Campos.
Obra:
O caso da ordem de São Francisco da Penitência de Campos – 1934
Preleção sobre: tem o nascituro personalidade? – 1935
O testamento de Alberto Guerra Marins – 1941
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1988.

Gastão de Barros Wagner

Nasceu em Campos em 08 de junho de 1903 e faleceu em 29 de março de 1988. Fez o curso primário na Escola Pública de Goitacases, subdistrito de Campos, de 1911 a 1914. Embora só tivesse o curso primário, Gastão se destacou na área cultural. Foi um autodidata, pois procurava melhorar seu nível cultural lendo e frequentando reuniões de homens cultos. Foi membro efetivo da academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
A beira do curral (crônicas)
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Herval de Souza Tavares

Nasceu em Vila Nova, distrito de Campos, em 11 de setembro de 1917 e faleceu em 17 de dezembro de 1997, em Niterói (RJ). Filho de Antônio de Souza Santana e Elisa Tavares. Fez o primário em Vila Nova, numa escola que hoje tem seu nome.
Concluído o primário mudou-se para Campos, onde cursou o Liceu de Humanidades de Campos e depois à Academia de Comércio de Campos, vindo a se formar em Contabilidade. Cursou, a seguir, dois anos da Faculdade de Engenharia de Campos, mas, por dificuldades financeiras, resolveu abandonar o curso e se dedicar ao magistério. Em Campos foi professor de Contabilidade, Direito Comercial, Economia Política e Legislação Fiscal. Lecionou no Instituto Comercial, na Academia de Comércio de Campos e no Colégio Batista Fluminense. Em Niterói lecionou na Academia Fluminense de Comércio e nos Colégios Nilo Peçanha e Brasil. Lecionou, também, na Escola de Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Quando estudante dirigiu o jornal estudantil “O Acadêmico”. Terminados seus estudos fundou o jornal “A Voz de Vila Nova” e, mais tarde, foi redator do jornal “O Dia”, em Campos.
Em 1946 mudou-se para Niterói, depois para o Rio e, por fim, voltou para Niterói, onde se radicou.
Foi contador e diretor-geral no Ministério do Trabalho, assistente do governador do Rio, chefe de cerimonial do Palácio Nilo Peçanha, presidente do grupo de trabalho que criou a Polícia Rodoviária do Rio, membro da Academia Niteroiense de Letras, da Academia Petropolitana de Letras, do Instituto Fluminense de Estudos Sociais e Políticos, da Associação Brasileira de trovadores (ABT) e secretário-geral do Clube de Literatura Cromos, de Niterói.
Obra:
Missangas – 1986
Tarde em fuga – 1987
Poalha de Versos – 1992
Na Tribuna acadêmica - 1989
Cadeira nº 35 – 1989

Hélio Gomes Cordeiro

Nasceu em Campos. Deu inicio à profissão de jornalista nas oficinas do jornal “A Notícia” como linotipista, passando depois pelos jornais “A Cidade” e “Correio de Campos”. Só no “Correio de Campos” foram 20 anos, mas foi no jornal “A Cidade” que começou a escrever. Publicou artigos, editoriais e colunas.
Foi presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC) por três mandatos consecutivos.
Hélio Gomes possui os cursos de Técnicas de Jornalismo pelo Instituto Hollywood, Linotipo pela Escola Técnica Federal de Campos (ETFC), atual IFF, e Jornalismo Moderno pelo Independente.
Por quatro vezes recebeu o “Prêmio Banana Society”. Recebeu também os seguintes prêmios: “Globinho de Jornalismo”, “Melhor Reportagem sobre Campos” pela Câmara Municipal, em 1977, “Promo-Campos de Jornalismo” , por três vezes, “Amigo da Rede Ferroviária Federal”, “Operário Padrão” (SESI/O GLOBO) e o “Prêmio GMI” (Gente Muito Importante), por duas vezes.
É membro da Academia Pedralva Letras e Artes, Fundação Benedito Pereira Nunes, Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro, Sociedade Musical Operários Campistas e do Conselho do Direito da Criança e do Adolescente.
Foi Secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Campos.
Atualmente (2013) trabalha no jornal “O Diário”.
Obra:
Frente e verso – 1996
Fonte:
Gente muito importante – 8º Prêmio - 1999

Heloiza de Cacia Manhães Alves

Nasceu em Campos. Graduou-se em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (UNIFLU). Lecionou no Liceu de Humanidades de Campos. Concluiu o mestrado no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (ICHF/UFF) desenvolvendo trabalhos sobre as Reformas Urbanas e Poder Político em Campos, sob orientação da profª Lana Lage.
Publicou artigos sobre Campos, tais como: A Reforma Saturnino de Brito x Poder Político (1890-1930) na revista “Cidades Brasileiras”, Políticas Urbanas e Dimensão Cultural no Projeto de Cooperação CAPES/COFECUB, em 1998. Atualmente é pesquisadora do Laboratório de Estudo da Sociedade Civil e do Estado do Centro Ciências do Homem da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LESCE/CCH/UENF).
Obra:
Campos dos Goitacazes: preservando sua memória – 1991
UENF, a Universidade do Terceiro Milênio - uma memória (1993-2003) – 2003
A Sultana do Paraíba: reformas urbanas e poder político em Campos dos Goytacazes (1890-1930) – 2009
Fonte:
LIMA, Lana Lage da Gama. UENF, a Universidade do Terceiro Milênio - uma memória (1993-2003)

Hélion de Meneses Póvoa

Nasceu em Campos em 1899 e faleceu em 1944, no Rio de Janeiro. Era neto do Barão de Abadia. Diplomado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1923. Foi professor de Patologia Geral da mesma faculdade onde se formou (1939). Foi três vezes laureado pela Academia Nacional de medicina.
Póvoa deixou além de livros vários trabalhos publicados em revistas especializadas.
Obra:
Blastomos – 1934
Hematologia, temas modernos - 1934
Atlas elementar de Anatomia patológica - 1934
Síntese orgânica da vitamina D - 1934
Noções de Anatomia Patológica – 2ª ed. – 1934
Memórias laureadas – 1936
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes;
Grande Enciclopédia Delta Larousse, 1972

Heitor de Araújo Silva

Brigas suaves
“Quando brigamos em minha alma sinto
Estranho aperto de amargura tanta,
Que toda a magua de um passado extincto
De novo me atormenta e me quebranta.”
Nasceu em Campos em 2 de maio de 1891 e faleceu em 28 de maio de 1916. A revista semanal “O Ideal” foi a primeira a publicar suas primeiras poesias, em final de 1913. Suas poesias eram do gênero satírico e humorístico. Trabalhou no jornal “Folha do Comércio”, onde escrevia na seção “Pontos e Contos”.
Obra:
Palavras – 1915
Fonte:
Revista da Academia Campista de Letras, 2009;
Carvalho, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985;
PAIXAO, Múcio da. Movimento Literário em Campos, 1937.

Hervê Salgado Rodrigues

Nasceu em Campos. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos. Com 26 anos começou a trabalhar como cronista esportivo do jornal “Monitor Campista”. Em poucos meses estava fazendo tudo no jornal, inclusive crítica teatral.
Entre o curso ginasial e seu ingresso no jornalismo, trabalhou como representante de laboratório farmacêutico pelo interior do Estado. Trabalhou, também, como auxiliar de cartório, agente de capitalização e de seguro de vida.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Niterói (RJ), atual Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF); nesta época já era dono de jornal. Com menos de cinco anos de jornalismo adquiriu o jornal “A Noticia”, de Sílvio Fontoura.
Foi presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC). Convicto em seus ideais, foi um dos poucos de sua época de estudante a não se entusiasmar com a revolução de 1930, pois achava que o movimento era apenas para substituir homens. Andou frequentado reuniões comunistas e se inteirando do assunto através da literatura, mas sua rígida formação católica o impediu de se tornar adepto do marxismo-leninismo. Boêmio em potencial, desconfia sempre de quem não o é, costumando sempre a dizer que jamais encontrou um boêmio de mau coração.
Obra:
Na Taba dos Goytacazes – 1988
Fonte:
PIMENTEL, Luís Antônio. Enciclopédia de Niterói, 2004

Herbson da Rocha Freitas

Nasceu em Campos. Funcionário público municipal aposentado, jornalista profissional, diretor das revistas “Almanaque de Campos”, “Carnaval & Verão”, “Exposição Agropecuária” e “Revista de Campos”.
Foi presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), por sete mandatos, como também seu vice-presidente, assessor de turismo da Prefeitura Municipal de Campos, em três administrações. Possui três Ordens de Honra ao Mérito.
Autor de três peças teatrais: “Perigo de vida”, “Frederico, o revoltado” e “Sede de amar”.
Herbson Freitas é jornalista, relações públicas, membro do Conselho Técnico da CETUR (Centro Brasileiro de Turismo – Rio de Janeiro), da Academia Pedralva Letras e Artes, da Academia Campista de Letras, da Academia Brasileira de Jornalismo e Ordem dos Jornalistas do Brasil.
Obra:
Flagrantes de Campos (nº 1) – 1973
Saldanha da Gama – 1975
Farol (2ª edição) – 1975
Flagrantes de Campos (nº 2) – 1976
Plano Municipal de Turismo – 1982
Se não me falha a memória (vol. 1) – 1995
Galeria dos ex-presidentes da ACIC
Patrocínio, o jornalista – 2003
Campos, pequenas histórias verídicas de Campos dos Goytacazes (“causos” para ler, rir e curtir) - Vol. I – 2008
Campos, pequenas histórias verídicas de Campos dos Goytacazes (“causos” para ler, rir e curtir) - Vol. II – 2010
Campos Crônicas - Histórias e Memórias (volume I) - 2011
Campos Crônicas - Histórias e Memórias (volume II) - 2013
Campos Crônicas - Histórias e Memórias (volume III) - 2015
Almanaque de Campos (Guia geral da cidade de Campos - segunda fase - diretor e editor) - 1970 a 2014
Exuberância da trova no rincão campista (mais outros autores) - 2011
A voz de Campos (Revista)
Fonte:
Antologia de poetas e trovadores da Academia Pedralva Letras e Artes – 2005

Isabel Assad

Nasceu em Campos no ano de 1965. Bacharel em Comunicação Social, jornalista e cronista por profissão, artista plástica nas horas vagas e escritora por vocação. Seu livro "A flor do Giramundo", lançado na V Bienal do Livro de Campos (2008), foi considerado o melhor livro infanto juvenil do estado do Rio de Janeiro no ano de 2008, pela Sociedade Latina - setor Brasil, recebendo "Medalha de Honra ao Mérito" e "Diploma de Menção Honrosa" em março de 2009.
Obra:
O Menino que queria falar com Jesus - 2004
A Flor de Giramundo - 2008
Tratados das Flores - crônicas publicadas
Todo Mundo Ama Um Dia - contos
O Anjo Azul
O Ditador e a Libélula
O Menino menor que o seu sonho – 2012
A menina dos sapatos brancos – uma história sobre anjos e liberdade - 2012
Fonte:
ASSAD, Isabel. O menino menor que seus sonhos - 2012

Ineida Maria de Oliveira Saad

Nasceu em Campos. Filha de Henrique Oliveira e Mimi. Graduou-se em Francês pela Faculdade de Filosofia de Campos. Estreou no jornalismo, em 1989, assinando a página de cultura do jornal “A Cidade”. Em 1990 passou também a fazer televisão na TV Norte Fluminense, naquela época afiliada à Rede Globo. Suas matérias especiais fizeram sucesso rendendo-lhe o reconhecimento, inclusive na grande imprensa. Em 1992 começou a atuar no rádio, apresentando o programa “Doutora Alcione e Você”. Fez concomitantemente rádio, jornal e televisão. Foi assessora de comunicação da Câmara Municipal de São João da Barra.
Obra:
Pedaços de mim - 1987
Antes da Lua cheia – 2000
Fonte:
SAAD, Ineida Maria de Oliveira. Antes da Lua cheia, 2000

Inácio de Moura

Senhorita
“São teus olhos pequeninas luzes
De uma beleza por ninguém sonhada,
E com teus olhos é que me seduzes,
Encantadora senhorita amada.”
Nasceu em Campos dos Goytacazes no dia 12 de agosto de 1875 e faleceu no dia 29 de dezembro de 1926. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos. Formou-se em medicina, em 1897, pela Faculdade de Medicina e Farmácia do Rio de Janeiro (atual UFRJ).
Além de médico, era poeta, jornalista e orador. Colaborou durante muito tempo com o jornal “Monitor Campista” e com a revista “A Aurora”. Fundou o jornal “O Tempo” para expressar com maior liberdade suas opiniões.
Foi fundador e primeiro presidente da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia de Campos. Foi diretor dos Correios do Estado e, também, diretor do Liceu de Humanidades de Campos e da Escola Normal, que funcionava junto com o Liceu.
Obra:
A Cidade de Campos (poesias) – 1914
Versos dispersos – 1999
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Isimbardo Peixoto

Horas mortas
“Horas mortas da noite... Eu so na rua,
Ouvindo dos meus passos o rumor
Cadenciado e secco... Triste, a lua
Diz-me a trilha. Mutismo aterrador!”
Nasceu em Campos em 12 de dezembro de 1896. Cursou o primário no Colégio Cândido Mendes. Matriculou-se no Liceu de Humanidades de Campos, em 1909, onde cursou até o 3º ano, vindo a concluir o curso no Rio de Janeiro. Iniciou um curso na Faculdade de Philosophia e Letras, não dando continuidade a este.
Foi nomeado auxiliar da Delegacia de Recenseamento do Estado do Amazonas. Trabalhou nas regiões do Acre e Alto Juruá fazendo conferências ou propaganda pela imprensa. De volta ao Rio, foi nomeado funcionário da Diretoria Geral de Estatística.
Obra:
A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro e a sua constitucionalidade (vol. 1) – 1937
A ruidosa falência do Mansur & Filhos – 1939
Oásis – 1923
Coriolano (tradução) – 1919
Escorços monográficos da obra político-literária do 1º prefeito de Campos – 1943
Albores – 1915
Alma – 1917
Saibros e rosas – 1919
Fonte:
PAIXÃO, Mucio da. Movimento Literário em Campos, 1937

Ivanise Balbi Rodrigues da Silva

“(...) Era necessário - talvez -
um abraço. Urgente.
Um abraço longo-longo
que só os que se pertencem
conhecem a sua exatidão.
Apenas um abraço
ficou escondido entre as dobras
de uma cama desfeita."
A poetisa Ivanise nasceu em Campos. Faleceu em 11 de janeiro de 2010, vitimada por um câncer no pulmão. Foi membro da Academia Campista de Letras (ACL), professora e chefe de Gabinete da Escola Técnica Federal de Campos (ETFC), atual IFF. Foi a primeira redatora da Rádio Vanguarda Educativa da ETFC. Elaborou e apresentou programas de rádio e fez crônica social. Ainda, na área de comunicação, foi coordenadora, redatora e apresentadora de uma série de reportagens na Rádio Campos Difusora.
Foi vencedora do "1º Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho" realizado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Ganhou novamente este prêmio em 1995.
Foi presidente da COMAC (Comissão do Menor Abandonado de Campos) e do SERBOM. Foi integrante do Clube de Poesia de Campos e da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ). Recebeu a "Medalha de Honra ao Mérito" da Câmara Municipal de Campos, o "Prêmio Gente Muito Importante" (GMI), em 1997 e 1999. Por três vezes consecutivas o "Prêmio Banana Society". Manteve uma coluna quinzenal no jornal “Flash Social”.
Cursou a faculdade de Administração de Empresas, no Rio de Janeiro.
Obra:
Rosto sem nome (coletânea de poesias) – 1958
O Homem da Pedra Verde
Fonte:
Gente Muito Importante (8º Prêmio), 1999

José Américo Motta Pessanha

Bachelard e Monet: do olhar à reflexão
“Enquanto se passa por ela , vivendo-se uma metáfora da própria existência humana, pode-se olhar para baixo e se ver sobre a água do lago, entre as imagens das raízes do universo, também o reflexo de um rosto, o próprio rosto – o rosto que se reconhece duplicado no meio de nenúfares, num sempre inacabado auto-retrato, como o deixado na tela por Monet.”
Nasceu em Campos em 16 de setembro de 1932. Fez o ginasial e secundário no Liceu de Humanidades de Campos.
Em 1952, ingressou no curso de Filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, onde concluiu o bacharelado e a licenciatura em 1955. Foi convidado, em 1956, pelos Professores Pe. Maurílio Teixeira Leite Penido e Álvaro Vieira Pinto, também campista, a integrar o quadro de professores do Departamento de Filosofia, da instituição onde se formou, na condição de auxiliar de ensino da cadeira de História da Filosofia. Posteriormente, com o licenciamento do catedrático de História da Filosofia, o Professor Álvaro Vieira Pinto, que assumiu a direção do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), o professor José Américo passou a dividir juntamente com a professora Wanda Soares, também auxiliar de ensino, os trabalhos da cadeira nos cursos de Filosofia, Pedagogia e Ciências Sociais.
Obra:
Sócrates (Os Pensadores) – 1985
Aristótoles (Os Pensadores - Vol. I) – 1971
Aristótoles (Os Pensadores - Vol. II) - 1991
Pré-Socráticos (Os Pensadores) - 1999
Os Sentidos da Paixão (Platão: As várias faces do amor) – 1990
O Olhar (Bachelard E Monet: O olho e a mão) – 1990
O Desejo (A água e o mel) – 1990
Ética (As delícias do jardim) - 1992
Arte pensamento (Humanismo e pintura) – 1994
Razões (Razão Dialógica) - 1994
Como Funciona – Enciclopédia de Ciência e Técnica (Fascículos do 1 ao 24) – 1979
Mitologia 3v Dicio Greco Romana - 1973
Fonte:
www.pragma.kit.net/kleos/K7/K7-Empedocles.pdf (acessado em 10/08/2011)

José Alves de Azevedo

Nasceu em Goitacazes, subdistrito de Campos, no dia 28 de dezembro de 1910 e faleceu no dia 23 de novembro de 1991. Filho de João de Azevedo e Cecília Alves de Azevedo.
Dividiu o estudo com o trabalho na usina de cana de açúcar, colocando cana na esteira, ainda bem novo, para ajudar aos pais. Um tempo depois, mudou-se para a cidade e empregou-se numa padaria. Além do balcão, fazia entregas. Trabalhava de dia e estudava à noite. Quando tinha uma folga, dedicava-se ao estudo para ingressar na faculdade de Direito. Com muito esforço pode concluir o curso almejado. Em 1938, recebe o diploma de advogado.
Ingressou na política em 1955, pelo PTB, elegendo-se prefeito. Durante seus cinco anos de mandato, pavimentou o Paula Carneiro, estruturou o Corpo de Bombeiros, permitiu açougues populares, fez praças em Goitacazes e São Sebastião, construiu o aeroporto, fez campanha pela água para Santa Maria e Santo Amaro, cuidou do Imbé e Mocotó, prestou contas semanais pelo rádio e construiu coretos para o povo dançar de graça o carnaval.
Em 1955, foi eleito Deputado Federal. Tomou parte em comissões e foi eleito vice-presidente da Câmara e do partido. Em 1959, retorna para ser prefeito, novamente, de Campos. Mais experiente, planejou o seu sonho: erguer a moderna rodoviária. Reiniciou a obra, mas a arrecadação não pode sustentar a mesma, pois as enchentes do Paraíba fizeram com que a verba municipal fosse desviada para socorrer aos desabrigados. Para piorar, a falta de eletricidade afastava os empresários que quisessem investir no município. Diante da falência municipal, foi ao então governador do Estado, Roberto Silveira, que prometera verbas devidas, mas não cumpriu.
Obra:
Apelação Cível nº 264 – Razões da Apelante – 1940
Memorial – apelação nº 347 – Razões da apelada – 1941
O que será o governo José Alves de Azevedo? – 59/62
Fonte:
Carvalho, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 2001.

Judith Grossmann

Visões d’Africa
No ano que vem
Nesta época do ano
Por ocasião do teu aniversário
Estaremos em terras d’África.
É preciso partir.
Quando lá pisarmos
Com minhas próprias mãos
Acenderei uma fogueira
E tu irás em busca de água.
(...) Nas noites de frio
Usaremos mantas
Como aquela com que se aquece
Pierre Édouard Leopold Verger
No seu fabuloso retrato na poltrona.
Recitaremos encantações
E tu farás de mim
Uma mulher a acender uma fogueira
E eu de ti
Um homem a buscar água.”
Nasceu em Campos em 19 de abril de 1931 e faleceu em 13 de março de 2012. Filha de Joseph Grossmann e Etel Grossmann. Estudou no Externato Calomeni e no Liceu de Humanidades de Campos. Graduou-se em Letras pela antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, atual UFRJ, graduou-se em licenciatura em 1953 e em bacharelado em 1954.
Em 1963-64 obteve a pós-graduação em Letras pela Universidade de Chicago (EUA). Em 1966, ingressou como professora de Criação Literária e de Teoria da Literatura no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se tornou professora titular.
Escritora, ensaísta, ficcionista e professora emérita da UFBA. Suas atividades literárias foram iniciadas no Rio de Janeiro, em 1957, no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Em 1976, recebeu o “Prêmio Brasília de Ficção” e, em 1985, o Prêmio Ficção/85 da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA.
Judith está presente em numerosas publicações, periódicos e antologias nacionais e internacionais.
Pela Global Editora assinou a seleção e o prefácio de Melhores Contos Herberto Sales, além de integrar o Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 50 (seleção e prefácio de André Seffrin).
Obra:
São José -1959
Linhagem de Rocinante: 35 Poemas - 1959
Painel de Cecília Meireles (trabalho em caderno brasileiro set/out 66) - 1966
O Meio da Pedra: Nonas Estórias Genéticas - 1970
A Noite Estrelada: História do Ínterim - 1977
Outros Trópicos – 1980
Temas de Teoria da Literatura (Ensaios 79 ) – 1982
Cantos delituosos: Romance - 1985
O espaço geográfico no romance brasileiro (mais outros autores) – 1993
Vária Navegação; mostra de poesia – 1996
Vária Navegação: Mostra de Poesia - 1996
Meu Amigo Marcel Proust: Romance - 1997
Nascida no Brasil: Romance – 1998
Fausto Mefisto: Romance - 1999
Pátria de Histórias – 2000
Fonte:
GROSSMANN, Judith. Cantos delituosos, 1985;
Poesia e prosa para uma homenagem – Centenário do Liceu de Humanidades de Campos 1880 – 1980, 1980;
http://www.globaleditora.com.br/autores/busca-de-autores/?AutorID=2119 (acessado em 09/11/2012);
jornalsidarta.blogspot.com/.../caderno-de-poesia-cinco (acessado em 09/11/2012);
http://obits.dignitymemorial.com/dignity-memorial/obituary.aspx?n=Judith-Grossmann&lc=2317&pid=156512984&mid=5033891 (acessado em 09/11/2012)

Jorge da Paz Almeida (Jorge Chinês)

Nasceu em Campos em 3 de maio de 1917 e faleceu em 07 de maio de 2009, aos 93 anos. Filho de Silvestre de Almeida e Maria Leopoldina Almeida. Cursou a Escola de Aprendizes e Artífices até a 3ª série, onde aprendeu o ofício de tipógrafo. Precisando trabalhar, foi para a oficina de sapateiro de seu tio, aprendendo o novo ofício no qual trabalhou por mais de 20 anos até se tornar Auxiliar de Disciplina no Liceu de Humanidades de Campos, como funcionário do Estado.
Jogou futebol, com o apelido de Jorge Chinês, durante 17 anos no Campos Associação Atlética, onde foi também presidente por cinco vezes. Jogou na Seleção Campista, nos anos de 1938 a 1940. Servindo ao Exército, jogou na Seleção de Niterói (RJ). Participou de vários cargos na diretoria da Liga Campista de Desportos. Foi compositor de vários sambas, fundador do São Cristóvão Futebol Clube, secretário do Conselho Deliberativo da Associação Campista de Compositores, eleito presidente do Conselho da Associação dos Cronistas Carnavalescos de Campos e Conselheiro da Mocidade, do São Cristóvão, da Felisminda e sócio remido da Lira de Apolo, Lira Guarani e Operários Campistas. Músico da Lira Conspiradora, do São Cristóvão e sócio honorário da Liga Campista de Desportos, bem como Benemérito do Campos Associação Atlética. Foi fundador da Mocidade Louca, sendo apontado como responsável pelo seu sucesso em termos de grande escola de samba.
Obra:
Campos: 50 anos de Carnaval – 1976
Poder negro não, integração sim – 1989
Campos 50 anos de carnaval (2ª edição atualizada 1975 a 1992) – 1993
O filho do mecânico – 1995
Fonte:
ALMEIDA, Jorge da Paz. Campos: 50 anos de Carnaval – 1976

Joadelívio de Paula Codeço

Nasceu em Campos em 26 de abril de 1917 e faleceu em 18 de março de 1989. Filho de Joaquim Sant’Anna Codeço e Adélia de Paula Codeço. Estudou nos Colégios XV de Novembro e Liceu de Humanidades de Campos. Após se formar no Liceu foi fazer o curso superior na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Em Curitiba (PR) fez o curso de Orientação Educacional, mantido pela CEBAI.
Ministrou aulas de Matemática na Academia de Comércio de Campos, no Ginásio Nossa Senhora do Socorro, no Colégio Batista Fluminense, na Escola 9 -1 do SENAI e no Liceu de Humanidades de Campos, entre os anos 1935 a 1970.
Na década de 70 foi aprovado em concurso público como Orientador Educacional na ex-Escola de Aprendizes e Artífice, mais tarde Escola Técnica Federal de Campos, atual IFF. Nesta mesma época foi transferido para a Escola Técnica Celso Seichow da Fonseca, no Rio, onde trabalhou até 1985 quando se aposentou.
Na política sua vida foi intensa: foi eleito Deputado Estadual, de 1958 a 1961 e 1962 a 1966, líder do governo Badger Silveira, exerceu o cargo de Secretário de Educação do Estado do Rio, em 1967, ocupou o cargo de Diretor do Liceu Nilo Peçanha, de Niterói (de 1968 a 1975).
Manteve com sua esposa o colégio primário “Santos Dumont”.
Obra:
Meu canto – 2002
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto. Gente que é nome de rua, 2001

Jacy Pacheco

Nasceu em Monerá, distrito de Duas Barras (RJ), em 27 de novembro de 1910. Filho de Gastão Meirelles de Freitas Pacheco e Julieta Gallo de Freitas Pacheco.
Jacy saiu pequeno de Monerá, indo residir em Juiz de Fora (MG). Dali seguiu para Visconde do Rio Branco e Bicas, também em Minas, depois São Fidélis (RJ), onde se alfabetizou, aos oito anos, no gupo escolar Barão de Macaúbas. Aos dez anos de idade veio para Campos, ficou aqui residindo de 1920 a 1929.
Em Campos terminou o curso primário em uma escola pública. No ano de 1926 entrou para o Colégio Diocesano de Campos, onde cursou até o segundo ano. Em 1928, aos dezoito anos de idade, abandonou os estudos, pois teve que trabalhar. Empregou-se na Casa Pratt, loja onde vendiam-se máquinas de escrever e pianos. Foi ali que Pacheco aprendeu informalmente a tocar teclados. Através desta habilidade adquirida, passou a ganhar alguns trocados acompanhando ao piano a exibição de filmes mudos no cinema local. Estudou pistom no Colégio Salesiano de Campos. Em 1929, foi trabalhar no Banco hipotecário e Agrícola do estado de Minas Gerais, para o qual prestou serviço até 1940, quando ingressou nos quadros do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB), transferindo-se para o Rio de Janeiro. Quatro anos depois voltou para Campos para dirigir a agência local do IAPB. Em 1948, por motivos políticos, foi para Juiz de Fora (MG). Em 1952, foi para Niterói (RJ), aposentando-se em 1967. Em Niterói residiu até sua morte.
Foi autor de músicas e letras jamais gravadas. Só começou a ter reconhecimento artístico com a publicação dos poemas "Planície" (1939) e "Bancário, Misérias de Uma Profissão" (1942). Em 1955, publicou as memórias do primo famoso Noel Rosa (sambista, cantor, compositor) às quais se somaram as de Hélio de Medeiros Rosa, irmão de Noel, que na época morava com Jacy, em Niterói. Trata-se da primeira biografia, em livro, de Noel de Rosa. A boa recepção pelo público incentivou-o a lançar um segundo volume “O Cantor da Vila”, em 1958. Publicou ainda um terceiro livro (de bolso) sobre o cantor “A Vida e os Amores de Noel Rosa”. João Máximo e Carlos Didier ao escreverem “Noel Rosa: Uma Biografia”, considerada a mais completa biografia sobre Noel, usaram os livros e o testemunho de Pacheco como base. Em seu “Noel Rosa e sua Época” acha-se o único registro sobre o encontro do compositor com Sinhô, em 1926.
Obra:
Quatro Caminhos (com Cid Andrade, Celio Grunewald e Lourival Passos – poemas) - 1951
Noel Rosa e sua época – 1955
Bancário: Misérias de uma profissão (Romance) – 1942
Poesias escolhidas de 1939 a 1970
Itinerário (poesia) -1973
Planície (poemas) – 1939
Pequena antologia poética – 1980
Antologia política (Revista Niterói nº 4 Ano VI) – 1974
Haicais (poema) – 1981
Quando a primavera chegar (poemas) – 1950
Musa Breve – 1983
Poesia de bolso – 1985
Vocabulário em Trovas – 1986
Contos (livro inédito)
O cantor da vila – 1958
Camões e os Lusíadas: Quatro Séculos,1572–1972 - 1980
Paisagem Fluminense (Campos pg. 85 a 109) – 1969
A Vida e os Amores de Noel Rosa
Versos à terra natal – 1979
Éramos dois (poemas) 1961
Trovas escolhidas – 1967
Fonte:
pt.wikipedia.org/wiki/Jacy_de_Freitas_Pacheco - Em cache - Similares (Acessado em 26-05-11);
LEITE NETTO, Wanderlino Teixeira. Ambição do Pingo d’Água: Viagem ao redor de Jacy Pacheco - 1993.

Júlio Feydit

Nasceu em Campos no dia 26 de julho de 1845, no bairro da Coroa, e faleceu no dia 18 de maio de 1922. Filho de José Feydit e Josepha Pinheiro Feydit.
Júlio Feydit era industrial em sociedade com seu sogro, David Koch. Mais tarde montou, por conta própria, um cortume.
Nas horas de folga, Feydit se entregava ao trabalho de pesquisar dados sobre sua terra natal através da leitura de antigos jornais, atas da Câmara Municipal, de sociedades, etc. Dados esses, que reunidos, resultaram no livro “Subsídios para a história de Campos dos Goytacazes”, editado em 1900.
Júlio Feydit foi delegado de polícia, vereador e prefeito de Campos, de 1908 a 1910.
Obra:
Subsídios para a História dos Campos dos Goitacazes – 1900 (Foi relançado por sua neta, Hilze Peixoto Diniz Junqueira, em 1979 e 2004)
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Juliana da Silva Pinto Carneiro

Nasceu em Campos em 12 de junho de 1973. Filha de Luciano D’Angelo Carneiro e Heloisa da Silva Pinto Carneiro. Graduou-se em História e obteve seu título de mestre, em 1999, pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Foi diretora do Departamento de Memória Cultural da Prefeitura Municipal de Niterói (RJ) e professora substituta no curso de Produção Cultural do Departamento de Artes da UFF.
Atualmente reside em Brasília (DF), onde exerceu o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Saúde, a subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e foi diretora de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Atualmente é secretária executiva do Ministério da Saúde.
Obra:
O despertar de Nina Arueira: da disputa da memória à construção do mito - 2002
Fonte:
CARNEIRO, Juliana. O despertar de Nina Arueira: da disputa da memória à construção do mito, 2002;
http://blogsaudebrasil.com.br/2011/01/07/fausto-helvecio-marcia-amaral-odorico-adriano-massuda-e-outros-ja-foram-oficialmente-nomeados-para-cargos-no-ms/ (acessado em 15/06/12);
http://www.otoniellima.com.br/noticiaDetalhe.php?itenid=10 (Acessado em 15/06/12).

José do Patrocínio

Nasceu em Campos, em 1853, e faleceu em 1903. Filho da escrava Justina Maria do Espírito Santo e do vigário João Carlos Monteiro. Passou grande parte de sua infância na cidade e numa fazenda na localidade de Lagoa de Cima.
Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, não no curso de medicina, como era de seu desejo, mas no de farmácia, vindo a concluí-lo em 1874. Neste tempo já revelava talento para as letras, sobretudo para a poesia e jornalismo.
A sua grande paixão era a causa abolicionista, e esta paixão deu sentido à sua vida e à sua luta.
Em 1880 morre o grande abolicionista conservador, Rio Branco, e Patrocínio foi escolhido para fazer a homenagem póstuma do visconde. Nesta mesma época surgem os jornais “O Abolicionista” e a “Gazeta da Tarde”.
José do Patrocínio foi um dos maiores jornalistas brasileiros, figurando ao lado dos principais vultos de sua época tais como Joaquim Nabuco, Joaquim Serra, Quintino Bocaiúva e Rui Barbosa. Foi fundador da Academia Brasileira de Letras.
Obra:
Motta Coqueiro ou a Pena de Morte – 1ª edição – 1877
Os Retirantes I e II (publicados pela 1ª vez em 1879) – 1973
Pedro Hespanhol – 1884
Motta Coqueiro ou A Pena de Morte – Introdução de Silviano Santiago, apêndice de Dirce Cortes Riedel – 1977
Comemorações do Centenário do Translado para Campos e do Sesquicentenário – 1977
Um monarca da Fazenda – 1993
Prefacio do livro de Antão Vasconcelos – Memória
Fonte:
Revista da Academia Campista de Letras - 2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:José_do_Patrocínio.jpg (Acessado em 23/11/2011)

José Cândido de Carvalho

Nasceu em Campos no dia 5 de agosto de 1914 e faleceu no dia 1 de agosto de 1989. Filho do comerciante Bonifácio de Carvalho e de Maria Cândido de Carvalho. Aprendeu a ler e a escrever num colégio situado à Rua do Ouvidor. Mais tarde matriculou-se no Liceu de Humanidades de Campos. Sempre sonhador, ainda jovem queria se usineiro, mas acabou se tornando funcionário da Leopoldina. Segundo ele, os chefes da estação pareciam uma espécie de donos de trem, por isso os admirava.
Em 1930, foi trabalhar no jornal “A Folha do Comércio”, onde escrevia notinhas de aniversários e casamentos. Logo se responsabilizou por artigos, onde manifestava seus pontos de vista.
Em 1937, formou-se em Direito, para alegria de seu pai, que sempre sonhara ver o filho 'doutor'. Mas José Cândido logo descobriu que sua vocação era escrever.
Órfão de mãe, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar como redator do jornal “A Noite”. Em 1959, quando o jornal fechou, foi trabalhar no Ministério da Indústria e do Comércio. Não se adaptando ao serviço burocrático, passa a trabalhar no jornal “Diários Associados”.
Seu livro “O Coronel e o Lobisomem” recebeu elogio de várias pessoas importantes do meio literário, entre elas a escritora Rachel de Queiroz, que se referiu ao livro da seguinte forma:
- O mais importante em O Coronel e o Lobisomem, além do gostoso, do divertido, do prazer que a leitura nos dá, é outra qualidade de renovação por ele apresentada: um sopro novo, uma recauchutagem completa no aparentemente exausto regionalismo brasileiro. Em resumo: um grande coronel e um grande livro.
Em 1 de outubro de 1974, José Cândido de Carvalho toma posse na Academia Campista de Letras, na cadeira que fora ocupada pelo acadêmico Hebert Salles.
Devido ao grande sucesso do livro “O Coronel e o Lobisomem”, o “Lobisomem” virou garoto propaganda, anunciando determinado produto na TV. Mais do que isso, a história contida neste livro tornou-se enredo de um filme, com cenas rodadas no município de Campos.
Obra:
Olha para o Céu Frederico! (romance) – 1939
O Coronel e o Lobisomem – 1964
Ninguém mata o Arco-Íris – 1972
Manequinho e o Anjo de Procissão – 1974
Os Mágicos Municipais – 1984
Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon (3ª ed) -1974
Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos – 1972
Discursos na Academia - sessão em 01/10/1974
Se eu morrer telefone para o céu – 1979
Gil no Cosmos (texto em português – Baseado no Original de A. Mortel)
Fonte:
CARVALHO, Waldir P. de. Gente que é nome de rua, 2001.

José Florentino Salles

Nasceu em Vila Nova, distrito de Campos, em 16 de maio de 1923. É autodidata. Em 1951 foi nomeado para o extinto Saps, dando início à sua carreira de servidor público.
Salles deu início à sua carreira de radialista em 1949, na antiga Rádio Educadora do Rio de Janeiro (PRB 7), posteriormente Rádio Tamoio e atual CBN. Em Campos, no rádio local, trabalhou em quase todas as emissoras, sendo um dos fundadores da Associação dos Radialistas de Campos, atual Sindicato dos Trabalhadores em Emissoras de Rádio e Televisão do Norte Fluminense.
Entre suas atividades no rádio foi locutor, animador de auditórios, redator, noticiarista e produtor. Atuou nos programas ‘Gurilândia’, ‘Radiorama’ e ‘Ao Som das Serenatas’, entre outros. Também foi adjunto–colaborador do saudoso Mário Ferraz Sampaio na prática de Rádio–Jornalismo do Curso de Comunicação da Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic).
Atualmente apresenta o “Domingo Alegre”, nas manhãs de domingo, pela Rádio Campos Difusora. É o radialista mais antigo em atividade no Brasil. Recebeu a Medalha Tiradentes da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) no dia 16 de maio de 2012, data em que completou 89 anos, .
Foi um dos fundadores e presidente da Academia Pedralva Letras e Artes, onde ocupa a Cadeira nº 1, patronímica do poeta Alberto Ferreira; membro da Associação de Imprensa Campista (AIC); membro dos Quadros da Loja Maçônica Fraternidade Campista, do Oriente de Campos e membro da União Brasileira dos Trovadores (UBT).
Obra:
Troversando – 1996
Biografando em trovas – 1999
Nilo Peçanha – meu Patrono – 2001
Era isso que eu queria dizer... – 2003
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes;
http://cadecamposnoticias.com.br/campos-radialista-mais-antigo-em-atividade-no-brasil-recebe-medalha-tiradentes-da-alerj.html (acessado em 01/06/12)

José de Souza Amaral

Nasceu em Campos em 06 de junho de 1929 e faleceu em 09 de julho de 2011. Filho de Amaro de Souza Amaral e Adilia de Souza Paes. Foi professor de Física e Matemática. Lecionou na Escola Técnica Federal de Campos (atual IFF), no Liceu de Humanidades de Campos e na Faculdade de Filosofia de Campos (atual Uniflu/Fafic). Grande conhecedor da obra do escritor Pietro Ubaldi.
Todos os seus livros são direcionados à obra do conhecido líder espírita. Fundou e presidiu a Fraternidade Francisco de Assis, onde criou o Instituto Pietro Ubaldi para a divulgação da sua obra.
Obra:
Pietro Ubaldi no Brasil – 1996
Pietro Ubaldi e o Terceiro Milênio: Vida, Obra e Reencarnações
Pietro Ubaldi (L. Mazarius) – 1998
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

José Saturnino Britto

Nasceu em Campos em 25 de agosto de 1876. Aos 10 anos de idade deu início aos seus estudos com o professor Henriques Dias. Em 1888 foi matriculado no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1899 foi para Europa. Após frequentar universidades belgas, formou-se agrimensor. Em seguida fez várias viagens pela Europa, tendo tido uma permanência mais prolongada na Itália, onde estudou Arquitetura.
Regressou ao Brasil em 1911 e entrou para o Ministério da Agricultura. Lá atuou ensinando como se trabalhar em cooperativas. Nesse seu trabalho percorreu os estados do Paraná e Santa Catarina, divulgando, através da imprensa e tribunas, as ideias sobre cooperativismo nos núcleos agrícolas e industriais daquelas regiões.
Ao deixar o Ministério da Agricultura, Saturnino de Britto entrou para a repartição de obras públicas do estado do Rio de Janeiro. Ali permaneceu por algum tempo até ser chamado, novamente, pelo Ministério da Agricultura a fim de dar continuidade ao seu trabalho.
Saturnino de Britto foi agrimensor, arquiteto, jornalista, crítico de artes e escritor.
Obra:
Socialismo progressivo – 1919
A cooperação é um Estado – 1915
A cooperação depois da guerra – 1930
Amor, vence! (peça teatral)
Entre neblinas (dramas de propaganda socialista – peça teatral) – 1918
A Comédia – 1919
Socialismo pátrio – 1920
Socialismo Progressivo
A Pirataria em paroxismo
A casa do povo – 1920
Da volúpia ao ideal (contos) – 1920
As caixas Ruraes são a cellula do nosso progresso – 1920
Alva da Vida (contos) – 1921
Juiso... final das grandes tournées (critica artística) – 1921
O Capital collectivo e as primeiras cooperativas proletarias - 1922
A escravidão dos pequenos lavradores - 1917
Fonte:
PAIXÃO, Mucio da. Movimento literário em Campos, 1924

José Gurgel dos Santos

Nasceu em Mossoró (RN), em 27 abril de 1944. Filho de Juvenal dos Santos Sobrinho e de Dalila Gurgel dos Santos. Após o término do curso científico, deixa seu estado natal, em 1965, para tentar a sorte no Rio de Janeiro, meta de tantos jovens daquela época.
Trazendo consigo seus escritos de adolescentes amarelados na bagagem, encontra o Rio em convulsão, com a batalha dos estudantes contra os policiais da Ditadura Militar. Faz cursinho pré-vestibular para Medicina, mas não obtém aprovação. Época de empregos fartos, passa num concurso para a Embratel.
No final dos anos 1970, com os filhos crescendo e já vislumbrando dificuldade na sua educação na capital, transfere-se para a Planície Goitacá — terra da esposa— onde assume uma vaga na Junta de Conciliação e Julgamento (TRT). Trabalhando na Junta, vê surgir um novo concurso para o Banco do Brasil. Como esse sempre fora o seu sonho de criança, enfrenta o concurso, passa, e vai assumir em Macaé, onde permanece por dois anos.
No Banco, que, devido a transformações políticas, nem de longe era mais “aquele dos seus sonhos”, José se inscreve em concursos literários, dentre os quais o de poesia, patrocinado pela Febraban. Consegue classificação e publicação do poema “Como um Passarinho” no livro “Banco de Talentos”, 1995. Retirando do esquecimento seus poemas de adolescente, compõe o primeiro livro de poesia — Sobrevivências, de 1996. Nesta época, passa a escrever a crônica semanal "Painel do Gurgel" para o jornal “Monitor Campista”, inspirada no trabalho do jornalista mossoroense Dorian Jorge Freire.
Em 2009 cria o blog “Painel do Gurgel”, onde busca escrever crônicas e poemas.
É membro da Academia Pedralva Letras e Artes, da qual chegou a ser presidente. Como cronista, já colaborou com os jornais “Monitor Campista” e “O Diário”. É participante assíduo do projeto Café Literário.
Crente em Deus, sonhador, mas com os pés no chão, retrata sempre as inúmeras transformações sofridas pelo planeta, como a poluição atmosférica, com suas nefastas consequências; o salto dado pela mulher no mercado do trabalho; a computação e o desemprego que vem causando; entre outros problemas atuais do mundo, retratados ora em crônicas, ora em poemas.
Obra:
Sobrevivências (poesia) – 1996
Em Família (poesia) – 2002
Nativo – Uma declaração de amor ao Brasil (poesia e prosa) – 2004
Antologia de poetas e prosadores da Academia Pedralva Letras e Artes (coautor) - 2005
A ponte (crônica) - 2007
Revista dos 60 anos da Academia Pedralva Letras e Artes - 2007
Via Internet (crônica, poesia e poesia de amigos) - 2011
Fonte:
O autor

Joel Ferreira Melo

Romance amotinado
“O que restou para sempre
não pode ser apagado:
verde - varanda – telhados
o que restou para sempre
não pode ser apagado.
Em seus ombros seus cabelos
na maciez dos seus braços
na flor aberta dos seios
meus olhos amotinados”
Nasceu em Campos, a 4 de junho de 1935. É filho de Francisco José de Mello e Francisca Ferreira Mello. Estudou em vários colégios de Campos: Escola D. Pedro II (na fazenda Santa Terezinha), Externato Imaculada Conceição. Concluiu o ginásio em 1952, no Ginásio São Salvador. Entrou para o Liceu de Humanidades de Campos, em 1953, para fazer o Científico, mas não pôde concluí-lo, pois teve de prestar serviço militar no Forte Marechal Hermes, em Macaé (RJ). Naquela cidade foi membro do Clube de Poesia. Em 1955, deu continuidade aos estudos no Colégio Batista Fluminense, em Campos. Em janeiro de 1956, muda-se para o Rio de Janeiro, onde concluiu o Científico no Colégio Frederico Ribeiro.
Foi eleito para a Academia Pedralva de Letras e Artes, vindo a ocupar a cadeira de Tomé Guimarães. Participou do 1º Salão Fluminense de Poesias, ministrou aula no “Curso de Poesia” da Academia Pedralva. Realizou várias conferências.
Atualmente atua como professor no Centro Universitário Fluminense de Campos (UNIFLU), nos cursos de Comunicação Social e Letras, tanto na graduação como na pós-graduação, como orientador de pesquisas. Também se encontra trabalhando em um livro, fase final, que resgata a história do movimento cultural em Campos, desde o século XX até a primeira década do século XXI.
Obra:
Ensaio nº 1 de Poesia
Regionalismo e Universalismo na moderna poesia brasileira
Conquistas estéticas do modernismo
Encantamento – 1954
Seis poetas – 1959
Prover (Projetos diversos autores campistas) e outros – 1985
Da condição de existência ao luto do desejo na enunciação de um ser – poema – 1975
Tensões da Identidade Nacional – em texto telas e filmes Sec XX – 2003
Cerne em sede – 2005
Fonte:
Noite do escritor campista – 1973

Jahel Ramalho Pereira

Nasceu em Ponte do Itabapoana (ES) em 25 de dezembro de 1920 e faleceu em 03 de janeiro de 2003. Concluiu o curso de Pedagogia indo, a seguir, lecionar em Saquarema (RJ), e, anos mais tarde, em Campos, onde se aposentou.
Nos jornais campistas publicou crônicas e poesias. Em 1978 venceu um concurso de poesias promovido pela Associação Paulista de Esperanto. Participou de vários eventos literários que aconteceram nos anos 70 e 80.
Obras:
Janela Aberta – 1982
Elos do Tempo (poesias, crônicas e contos)
Fonte:
Antologia de poetas e trovadores da Academia Pedralva Letras e Artes, 2005

Joel Maciel Soares

Nasceu em Campos em 27 de abril de 1927. Mestre em Direito Comercial, professor de Inglês, Matemática e Física. Leciona Economia e Direito Comercial na Faculdade de Direito de Campos. É bancário aposentado, membro da Academia Pedralva Letras e Artes e da Academia Campista de Letras.
Obra:
Paginas escolhidas - 2010
Fonte:
Antologia de poetas e trovadores da Academia Pedralva de Letras e Artes, 2005

José Cunha Filho

Nasceu em Campos em 1940. É jornalista desde os anos 60. Foi editor de jornalismo da TV Norte Fluminense e produtor dos programas ‘NF Rural’ e ‘Bom Dia RJ’, ambos na emissora citada. Correspondente dos jornais ‘Estado de São Paulo’, ‘Agência Estado’ e do ‘Jornal do Brasil’. Exerceu o cargo de editor geral dos jornais ‘A Notícia’, ‘Folha da Manhã’ e ‘A Cidade’. Escreveu durante 25 anos uma coluna de humor e informações gerais. Era um dos editoriais da ‘Folha da Manhã’ até 1996.
Continuou como colaborador da ‘Folha da Manhã’, ‘O Globo’, ‘Jornal do Brasil’, ‘Jornal do Commercio’, ‘Estado de São Paulo’ e ‘Folha de São Paulo’. Assessor de imprensa da FACERJ (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro), ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campos), FRC (Fundação Rural de Campos) e FUNDENOR (Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional).
Poeta, fotógrafo, cineasta e cronista. É membro da Academia Campista de Letras.
Em janeiro de 2013, além de três livros publicados, José Cunha Filho tinha várias obras inéditas.
Obra:
O Lornhão de Bauxita e Outras Mumunhas – 1990
Morte na Redação – 2000
Lá onde o vento faz a curva - 2010
Fonte:
CUNHA FILHO, José. Morte na Redação, 2000

João Carlos Rodrigues Fontes (Canarinho)

Nasceu em Guiricema (MG). Aos sete anos mudou-se para Governador Valadares (MG), onde estudou no Colégio Ibituruna até o terceiro Científico. Fez o terceiro ano Clássico no Colégio Marconi, em Belo Horizonte (MG). Em 1970 estudou inglês na NYU (New York University), em Nova Iorque (EUA), onde trabalhou como garçom.
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG - BH), em 10 de dezembro de 1972, e em Direito Empresarial pela Universidade Católica de Minas Gerais, em 1975, também em Belo Horizonte. Ex-professor universitário da UNIVALE (Universidade Vale do Rio Doce), em Governador Valadares (MG).
Foi premiado no “IV Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho”, em Campos dos Goytacazes, com o conto “Barbearia me Enganei”.
Desde 1982 escolheu Campos para viver e trabalhar. Como cronista colaborou em vários jornais da cidade, tais como: ‘Monitor Campista’, ‘A Cidade’ e ‘ Banana Society’.
Obra:
Pelos Bares da vida – 1994
Dama de Paus – 1997
Barbearia me enganei – 2006
Fonte:
FONTES, João Carlos Rodrigues. Pelos bares da vida, 1994.

Jesy Barbosa

“ Qual um pássaro, liberto
Varejando a Imensidão
O astronauta vê de perto
Quanto é grande esta prisão!”
Nasceu em Campos em 15 de novembro. Filha de Luiz Barbosa e Vitória Barbosa. Estudou no colégio Coração de Jesus, em Belo Horizonte (MG).
Como jornalista foi redatora da “Revista da Semana”, em Campos, e do “Jornal de Petrópolis”, em Petrópolis (RJ). Foi membro da Academia Pedralva Letras e Artes. Fundou, em 1963, a seccional do Grêmio Brasileiro de Trovadores. Teve seu livro de trovas “Cantigas de quem perdoa” incluído na coleção “Trovas e Trovadores Brasileiros”, em 1963. Obteve o “Prêmio Olavo Bilac” e foi integrante do Centro de Estudos Olavo Bilac.
Obra:
Oito Trovadores – 1965
Cantigas de quem perdoa – 1963
Eu Nua – (Romance autobiográfico) – 1984
Fonte:
BARBOSA, Jesy. Oito Trovadores, 1965

José Evaristo Assis da Penha

Nasceu em Campos em 1925 e faleceu no dia 26 de fevereiro de 2002, aos 77 anos.
Estudou no Rio de Janeiro nas escolas Diogo Feijó, Gonçalves Dias, Escola Técnica Visconde de Cayru e no colégio Franklin Roosevelt. Foi escritor, poeta, trovador e militante comunista. Foi o primeiro presidente do Partido Trabalhista (PT) de Campos. Mais tarde se tornou militante do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Tornou-se representante número um de Cuba, quando se tornou presidente da Associação Cultural José Martí, entidade que homenageia o herói da independência cubana.
Para Evaristo, apaixonado pela revolução comunista, tudo se resumia em um binômio: explorado e explorador. Possuidor de uma biblioteca rica em assuntos comunistas, após sua morte seu acervo foi doado ao Arquivo Público Municipal.
Obra:
República Popular de Campos
Nina Arueira, Resgate de uma memória – 1985
Quatro em Um (4 em 1) – 1986
Fim de Túnel – (poema) – 1987
Cazumbá dos Palmares (3ª ed.) – 1988
Esta é nossa ninguém tasca (cordel) – 1989
Os manequinhos de Pequim – 1990
A sopa de pedras (cordel) – 1990
A salvação eterna (1ª edição) – 1991
Oração patética (cordel) – 1991
5 séculos nos contemplam – 1993
Poemas para 6 de Agosto – 1993
Poemas (Glória para os homens de boa vontade) – 1993
Vermelho 27 (Teatro) – 1993
Auto 1º de Maio ou Homenagem a Marcos Scháfura – 1994
Meia volta... Volver – 1994
É lei, 1º de Maio Dia do Trabalho – 1995
O “guerreiro” Januário – 1995
1º de Maio, Dia do Trabalho – 1996
A voz do trabalhador (primeiro de maio – Dia do Trabalho) – 1997
Um conto para a Bienal – 2000
Fonte:
Jornal ‘O Diário’- 28 de fevereiro de 2002

João Antonio de Azevedo Cruz

AMANTIA VERBA
"Campos formosa, intrépida amazona
Do viridente plaino goitacás!
Predileta do luar como Verona,
Terra feita de luz e madrigais!"
Nasceu na localidade de Lagoa de Cima, Freguesia de Santa Rita, em Campos, no dia 22 de julho de 1870 e faleceu no dia 22 de janeiro de 1905, adoentado, aos 34 anos de idade, em Nova Friburgo, RJ, sendo seus funerais em Campos. Estando presentes várias autoridades. Era filho de Joaquim Antonio de Azevedo Cruz.
Estudou no Liceu de Humanidades de Campos e cursou a faculdade de Direito no Rio de Janeiro e em São Paulo. Voltou para Campos, onde passou a exercer a profissão de advogado. Atraído pela política, foi eleito deputado e, posteriormente, chefe de polícia do Estado. Os críticos de sua época lamentaram o fato de ele ter abraçado essas duas frentes em detrimento da sua produção como grande poeta que era. Azevedo Cruz foi poeta lírico, sentimental, soube exaltar a natureza e falar de paixões. Foi também teatrólogo e jornalista. Escreveu duas revistas teatrais de sucesso abordando acontecimentos de Campos.
Azevedo Cruz pretendia reunir seus versos em livro, mas não chegou a fazê-lo. Seus versos estavam publicados nas páginas dos jornais da época. Seus amigos, porém, os colecionaram e publicaram num folheto sob o título “Profissão de Fé”. Entre outros estava Amantia Verba (Hino do Município).
Obra:
‘Profissão de fé’ (versos) – 1901;
‘Sonho’ (poesia)– 1943 (edição da ACL);
‘Ontem e sempre os cantos do Paraíba’ (Revista Esp-Campos) nº 13 – 1983;
‘Benta Pereira – Revista em 3 atos’ – representado pela 1ª vez no Theatro São Salvador – 1899;
‘Terra da Goiabada’ – Revista teatral em versos com Álvaro de Azevedo Sobrinho
Fonte:
CARVALHO, Waldir P. de vol 01, pag. 189;
BARROS, Jasmie de, Espelho dos livros pag. 377;
SIQUEIRA, Walter, Momento cultural n° 2;
PAIXÃO, Múcio da, Movimento Literário em Campos;
Guia geral da cidade de Campos;
Pantheon de Glórias Campistas;
CARVALHO, Waldir P. de, Campos depois do centenário;
Resgate da história do Cemitério do Caju.

João Vicente Alvarenga

Professor de Espanhol, poeta, escritor e ator. Fez mestrado em Filosofia. A sua obra “Três atos da história do teatro em Campos” resgata a memória do teatro campista. Presidiu, por algum tempo, a Casa de Cultura Vila Maria.
Obra:
Ato 5 – 1979
Prover (Projeto de Versos de Autores Campistas) – 1985
Três atos da história do teatro em Campos – 1993
Fonte:
ALVARENGA, João Vicente. Três Atos da História do Teatro em Campos, 1993;
Biblioteca Welligton Paes

João Batista Vasconcelos Torres

Nasceu em Campos em 2 de maio de 1920 e faleceu em 25 de setembro de 1982. Filho de Rosalvo Martins Torres e Zélia Vasconcelos Torres.
Bacharel em Direito. Deu início à sua vida parlamentar em 1947. Foi Deputado Estadual, por três vezes, deputado Federal e Senador.
Foi advogado do Banco do Brasil, professor de Sociologia da Escola de Estado Maior do Exército e da Fundação Getúlio Vargas. Membro da Academia Fluminense de Letras, da Academia Niteroiense de Letras, da Sociedade de Geografia de Lisboa (Portugal), da Associação Fluminense de Jornalistas e do Instituto Histórico de Petrópolis.
Obra:
Condições de vida do trabalhador na agro-indústria do açúcar – 1945
Lágrimas rimadas – 1938
Uma face do problema agrário fluminense – 1951
Oliveira Viana, sua vida e sua obra – 1956
Aviação, presença antiga na integração nacional – 1971
Cana-de-açucar, sabor amargo de uma cultura perseguida – 1976
Automóveis de ouro para um povo descalço – 1977
Metalúrgicos, calor e suor na luta pela sobrevivência – 1978
Compromisso de Riachuelo – 1974
A Europa curvou-se ante o Brasil – 1974
Movimentos migratórios das populações rurais brasileiras – 1957
Mar de 200 milhas – 1981
O conceito de religião entre as populações rurais – 1941
Ensaio de sociologia rural brasileira – 1943
A mobilidade rural brasileira - 1950
Fonte:
LEITE NETTO, Wanderlino Teixeira. Dança das cadeiras – Historia da Academia Niteroiense de Letras, 2001;
Biblioteca Welligton Paes.

Jorge Renato Pereira Pinto

Nasceu em Campos, em 11 de fevereiro de 1926, e faleceu, em 06 de fevereiro de 2012, aos 85 anos, vitimado de uma insuficiência respiratória, decorrente de um câncer. Filho de Jorge Pereira Pinto e Alcinda Pinheiro Popes Pereira Pinto. Fez seus estudos iniciais em escolas locais, tendo-os concluído no Internato São José, dos padres maristas no Rio de Janeiro. Formado em Engenharia Industrial, pela Escola de Engenharia do Instituto Mackenzie - São Paulo, em 1949, e Geografia.
Complementou seus estudos com outros cursos, tais como: Comunicação Audiovisual pelo Centro de educação Técnica do Estado da Guanabara, em 1970; Extensão em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Políticas - RJ, em 1971; Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Santa Úrsula - RJ, em 1976. Empresário do açúcar, foi coproprietário da Usina Santa Maria, onde exerceu o cargo de direção até 1982. Engenheiro e professor, dedicou-se à pesquisas históricas.
Foi vice-prefeito de Campos, membro do conselho e professor da Escola Técnica Federal de Campos, da Faculdade Cândido Mendes, da Faculdade de Filosofia de Itaperuna. Por várias vezes presidiu a Associação de Engenheiros de Campos e Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (Anfea). Foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), diretor da Fundenor e da COPERFLU. Foi membro da Academia Campista de Letras.
Obra:
‘Um pedaço de terra chamado Campos’ – 1987
‘O ciclo do açúcar em Campos’ – 1995
‘Os atos de um homem – monografia de Dr. Lourival M. Beda’ – 1998
‘Só o amor vence – uma historia tão real quanto a vida’ – 1997
‘O filho da eternidade – a vida do Dr. Philipe Uebe’ – 1999
Prêmio Alberto Ribeiro Lamego – Discurso (09/12/1995) Salão Nobre da Santa Casa de Misericórdia de Campos) – 1999
Prêmio Banco Real de Talento da maturidade – comemoração do ano internacional do idoso – 1999
‘José do Patrocínio – O Herói Esquecido’ – 2003
‘Um pedaço de terra chamado Campos’ - sua geografia e seu progresso (Ed. revisada e ampliada) – 2006
‘O advogado Paulo Pinto’ – 2008
‘A saga do intrépido capitão Pero De Góis’ – 2000
‘O filho da eternidade – a vida de Dr. Philippe Uebe’ (2ª ed., revisada - ACL) - 2010
Fonte:
Prêmio de Cultura "Alberto Ribeiro Lamego" (folheto), 1999
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988.
PINTO, Jorge Renato Pereira. Um pedaço de terra chamado Campos, 1987

José Carlos Cardoso de Melo Tinoco

Nasceu em Campos no dia 4 de setembro de 1912 e faleceu em 6 de março de 1959, aos 46 anos. Filho de Carlos Tinoco e Conceição Cardoso de Melo Tinoco.
Estudou o primário no Colégio Cardoso de Melo e no Colégio Diocesano. O curso secundário foi realizado no Liceu de Humanidades de Campos.
Desde cedo revelava talento para o jornalismo. Escrevia uma coluna no jornal do Liceu sobre comportamento de pessoas e autoridades, sempre em forma de chiste.
Mais tarde passou a redator de vários jornais. Passou pela “Folha do Comércio”, “A Gazeta”, “O Dia” e por fim se fixou no “Monitor Campista”.
Formou-se em Direito, mas não exerceu a profissão de advogado, pois preferiu ser jornalista e professor. Tornou-se um estudioso da história do Brasil. Procurou levar seus conhecimentos, de forma clara e prazerosa, aos seus alunos e às colunas dos jornais onde trabalhava.
Obra:
Os Jesuítas na formação brasileira – 1941
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1988

José Luis Vianna da Cruz

Nasceu em Campos, em 06 de maio de 1952. Filho de Maria José Vianna da Cruz e José da Cruz. Cursou o primário no Externato Menino Jesus e o ginásio e o curso Científico no Liceu de Humanidades de Campos, tendo concluído o 2º grau nos Estados Unidos, em Grants Pass, Oregon, em 1970.
Professor formado em inglês pelo IBEU, com curso de tradutor e intérprete, graduou-se em Ciências Sociais pela UFRJ em 1978 e cursou o mestrado e o doutorado em Planejamento Urbano e Regional no IPPUR/UFRJ. No período de doutoramento, foi selecionado e fez um curso de especialização da União Europeia, na França (Lille), em Planejamento do Desenvolvimento Regional, no primeiro semestre de 2000. Seu trabalho como tradutor e intérprete permitiu o custeio da sua moradia e dos seus estudos durante a graduação no Rio de Janeiro.
Foi líder estudantil secundarista e presidiu a LAECE, grêmio estudantil do Liceu de Humanidades de Campos, na gestão 1968-69. Foi editor, articulista e repórter dos jornais secundaristas “O Movimento” e “Jornália”. Foi líder estudantil universitário, presidindo o Diretório Acadêmico do IFCS-Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da UFRJ, onde estudou, em três gestões, 1976, 1977 e 1978. Foi orador da turma de graduação.
Nesse período, como militante do Movimento Estudantil contra a Ditadura Militar, foi membro da APML-Ação Popular Marxista-Leninista e, mais tarde, do MR-8-Movimento Revolucionário 8 de outubro. Ainda nesse período, foi membro do grupo de trabalho em Educação Popular na Vila Cruzeiro, na Penha, Rio de Janeiro, ligado às Comunidades Eclesiais de Base, da Igreja Católica. Foi consultor do Projeto Rondon em Desenvolvimento de Comunidade.
Desejando se tornar fotógrafo e cineasta, fez cursos na década de 1970 no SENAC/RJ e no MAM-Museu de Arte Moderna e chegou a fazer trabalhos profissionais e exposição como fotógrafo amador. Realizou dois documentários em Super-8. Um deles abordou as danças do Crisma Guarani e do Bate-Pau dos índios Terena, na reserva de Bauru, São Paulo, e foi apresentado na 28ª Reunião Anual da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Brasília, em 1976, como parte de um estágio de dois anos no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. O outro documentário foi sobre a reabertura “ilegal” do Diretórios Acadêmicos das Universidades Brasileiras, no bojo do renascimento do Movimento Estudantil, em meados da década de 1970. Ambos os documentários foram exibidos no circuito comercial de cinema da cidade do Rio de Janeiro.
Foi candidato a vereador em Campos em 1982, tendo sido diplomado como suplente. Foi membro da Comissão Executiva do Diretório e Presidente do PT de Campos dos Goytacazes em duas gestões.
Trabalhou no Projeto Especial Cidades de Porte Médio, do Banco Mundial, e foi Consultor do Ministério do Interior entre 1983 e 1985, trabalhando, junto à Fundenor, no Programa Especial do Norte Fluminense em Desenvolvimento de Comunidade (Prodenor), em 14 municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Entre 1979 e 1985, foi assessor da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, trabalhando junto aos sindicatos de Trabalhadores Rurais de Campos, São João da Barra, São Fidélis e Conceição de Macabu, e junto à Fetag - Federação Estadual dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio de Janeiro. Em 1980 foi relator no Congresso Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, em Brasília. Entre 1998 e 2000 foi consultor do Sere - Serviços, Estudos e Realizações para o Desenvolvimento Sustentável, com sede no Rio de Janeiro, tendo realizado projetos e ações em desenvolvimento local na favela do Jacarezinho, para a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, e nos municípios de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, no Lote XV e em Vilar dos Telles, para a Secretaria de Planejamento do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Trabalha desde 1983 em pesquisa, docência, publicação, assessoria e consultoria em desenvolvimento e planejamento regional e local, retomando um trabalho que teve seu primeiro momento aos 15 anos de idade, quando escreveu, para a disciplina de português, no Liceu, instado pela profa. Arlete Sendra, um trabalho sobre o desenvolvimento regional no Brasil, propondo uma nova divisão regional, tendo em vista os vetores de desenvolvimento espacial vigentes no Brasil na época (1967).
Foi professor na Faculdade de Filosofia de Campos, em 1979 e, desde 1980, é professor na UFF, no Polo de Campos dos Goytacazes, no ESR-Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, onde foi coordenador de Extensão, subchefe de Departamento, coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Desenvolvimento Regional, diretor do Instituto e Diretor do PUCG - Polo Universitário de Campos dos Goytacazes/UFF, sendo membro do Conselho Universitário da UFF e gestor do projeto de Expansão do Programa Reuni da UFF Campos dos Goytacazes. Como Diretor do ESR e do PUCG, liderou a implantação de cinco novos cursos de graduação e a elaboração do projeto do novo campus universitário. É coordenador do NETRAD-Núcleo de Estudo em Trabalho, Cidadania e Desenvolvimento, da UFF.
Foi professor-pesquisador da UENF no LESCE/CCH nos anos de 1997 e 1998. Desde 2001, e professor-colaborador do mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades da Ucam-Campos (Universidade Candido Mendes).
Acumula dezenas de orientações de dissertações de mestrado e tem participação em dezenas de bancas de defesa de monografias, dissertações de mestrado ou teses de doutorado.
Possui dezenas de publicações em congressos, livros e periódicos. A convite da Editora Senac Nacional, organizou, em 2005, o livro ‘Brasil, o desafio da diversidade: experiências de desenvolvimento regional’. Publicou em 2006 , pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, o livro ‘Diagnóstico das condições socioeconômicas da infância e juventude de Campos dos Goytacazes’. É membro do conselho editorial de várias publicações.
Fui articulista da Folha da Manhã entre 1990 e 1997. Publicou artigo assinado, no Jornal O GLOBO, a convite da Editoria, em 13/10/2009.
Desde 2007, pesquisa e escreve sobre as transformações territoriais, econômicas, sociais e políticas no Norte e Noroeste Fluminense, em decorrência dos grandes projetos de investimento em sequência à implantação e consolidação da economia petrolífera regional a partir de 1974.
É cidadão honorário do município de Quissamã.
Obra:
‘Plano Diretor e Estatuto da Cidade’, capítulo do livro ‘Campos dos Goytacazes – Uma cidade para todos’, organizado por Roberto Moraes
‘Análise do perfil ocupacional da População de baixa renda de Campos – 1986’
‘Região e desenvolvimento: a escala microrregional, notas metodológicas’
‘Trabalho, renda e desenvolvimento local – algumas questões’ - Boletim técnico Senai - 2001
‘Notas sobre o processo de mudanças sobre a reivindicação dos trabalhos rurais de Campos e nas formas de luta do movimento sindical nas décadas de 70 e 80’ (Revista FALAS ano nº 1 – set/95 S. Social) -
‘Emprego - crescimento e desenvolvimento econômico: nota sobre um caso regional’
Brasil, o desafio da diversidade (experiência de desenvolvimento regional (Org.)-2005
Fonte:
O autor.
Maiores informações podem ser obtidas no currículo do professor, em http://lattes.cnpq.br/8177012837182276

José Ferreira da Silva

“Na vida nada se passa
Que não tenha inicio e fim,
Seja ventura ou a desgraça,
Tudo que é bom ou ruim.”
Nasceu em Campos em 19 de abril de 1922. Filho de João Ferreira da Silva e Rosalina Maria do Carmo. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos, em 1940, vindo a completar o científico (atual ensino médio) em 1948 e o bacharelado em Direito em 1953.
Recebeu o “Prêmio Almir Soares”, em 1962, com o conto “Fantasia de Papai Noel”.
Foi professor do Liceu de Humanidades de Campos, do Colégio Batista Fluminense, do Colégio Ruy Barbosa e da Escola Técnica de Campos.
Foi diretor-secretário da Academia Pedralva Letras e Artes, sócio correspondente da Associação Literária Centro Cultural “Humberto de Campos”, no estado do Espírito Santo.
Obra:
Oito Trovadores – 1960
Italva (trovas) – 1962
Dr. Oswaldo Tavares (poesia) – 1974
Calendário Noblesse (cordel) – 1983
Carlos Luiz Azevedo Allemand - Presente de Aniversário – 1985
Homenagem a imortalidade, a poesia e ao prêmio da cultura (pós-morte) – 1992
Fonte:
SILVA, José Ferreira da. Oito Trovadores, 1960

José Marques

Nasceu em Campos em 21 de maio de 1932. Filho de Antonio Arantes Coutinho e Iracy Marques Coutinho.
Cursou o primário no Grupo Escolar de Cantagalo (RJ), o ginasial no Ginásio São Salvador e na Escola Técnica de Campos, ambos em Campos. Formou-se em Técnico Comercial no Colégio Bittencourt, em 1953, e em Direito pela Faculdade de Direito de Campos.
Foi funcionário estadual e membro da Academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
Seis poetas
Fonte:
Oito Trovadores – 1965;
Biblioteca Welligton Paes

José Viana Gonçalves

Nasceu em Campos em 06 de dezembro de 1932. Filho de Amaro Gonçalves Cabral e Rita Viana Gonçalves. Trabalhou em farmácia, foi auxiliar de enfermagem e trabalhou no Hospital Ferreira Machado. Cursou a Faculdade de Direito de Campos, formando-se em 1980.
Pertence à Academia Pedralva Letras e Artes. Foi premiado em vários concursos de poesia. É autor de vários trabalhos em revistas e jornais.
José Viana é advogado, escritor, poeta, trovador e declamador.
Obra:
A verve de sete poetas e escritores de Campos I (com outros autores) - 2006
A verve de sete poetas e escritores de Campos II (com outros autores) - 2007
A verve de sete poetas e escritores de Campos III (com outros autores) - 2007
A verve de sete poetas e escritores de Campos IV (com outros autores) - 2007
A verve de sete poetas e escritores de Campos V (com outros autores) - 2008
A verve de sete poetas e escritores de Campos VI (com outros autores) - 2008
A verve de sete poetas e escritores de Campos VII (com outros autores) – 2008
A espiritualidade do cotidiano – 2008
O poeta da amizade – Fundação Espírita Abel Gomes - 2008
A verve de sete poetas e escritores de Campos (com outros autores) VIII - 2009
Fonte:
GONÇALVES, José Viana. O poeta da amizade – Fundação Espírita Abel Gomes, 2008;
______________________A espiritualidade do cotidiano, 2008;
Biblioteca Welligton Paes;
http://www.astolfodutramg.com.br/interna.php?c=noticia&cd_noticia=43 (acessado em 12/06/2012).

J. Monte Lopes

Nasceu em Mercês, município do Cabo, Pernambuco. Consagrado poeta pernambucano, tem alguns sonetos transcritos em antologias. É autor do melhor trabalho do “II Salão Campista de Trovas”.
Veio para Campos em 1958, como funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), e aqui permaneceu até 1963.
Poeta, jornalista e escritor. Trabalhou em “O Jornal” e no “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, e nos principais e mais tradicionais jornais de Campos.
Membro vitalício do Instituto Campista de Literatura, da Academia Fluminense de Letras, da Academia Niteroiense de Letras e do Cenáculo Fluminense de História e Letras.
Obra:
‘Vozes do Nordeste’ - 1957
‘Vozes D’alma’ – 1962
‘O homem e a cidade’
Fonte:
LOPES, J. Monte. Vozes Dalma – 1962
Jayme de Barros

Nasceu em 1901, em Campos, e faleceu em 1986, no Rio de Janeiro. Como diplomata correu mundo. Intelectual, grande colecionador de antiguidades e de telas de grandes pintores. Jornalista, crítico de artes, cronista. Foi representante do Brasil na ONU.
Obra:
‘Uma mulher e outras fatalidades’ - 1927
‘Espelho dos livros’ – 1936
‘Chão da Vida (Memórias)’ – 1985
‘Sete anos de política exterior do Brasil (30 – 37)’ – 1938
‘Poetas do Brasil’ – 1944
‘Missão em Paris’ (+ Gilberto Freire) – 1951
Fonte:
BARROS, Jayme de. Chão da Vida,1985
RODRIGUES, Hervé Salgado. Na taba dos Goytacazes, 1988.

João Noronha

O jornalista e pesquisador João Noronha, nascido em 28 de novembro de 1961, em Campos, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Maria Acedelina e João Noronha Filho.
Iniciou sua carreira profissional em “A Notícia”, em 1978. Depois passou pelos principais diários de sua terra, como “Monitor Campista”, em 1980/81; “Folha da Manhã”, em 1982/84; e “A Cidade”, em 1990/96, tendo atuado como repórter, redator e editor.
Em 1984 foi para a Rádio Cultura de Campos, da extinta Organização Alair Ferreira, onde trabalhou como redator-noticiarista - também nas rádios Jornal Fluminense e 89 FM, do mesmo grupo de comunicação. A convite da direção de Jornalismo da TV Norte Fluminense, Canal 12, afiliada da Rede Globo de Televisão (hoje Rede Record), assumiu, em 1987, a editoria do telejornal NFTV. Lá redigiu e editou ainda o Bom Dia NF, NFTV 1ª, 2ª. e 3ª. edições, NF Rural, NFTV-Macaé, NF Comunidade e Integração Regional.
Noronha participou também de diversas assessorias de imprensa, como as XXXV e XXXVI Exposição Agropecuária do Norte Fluminense e do VIII Encontro Nacional de Mangalarga Marchador (ENMERJ), promovidos pela Fundação Rural de Campos (FRC).
O jornalista e pesquisador se destacou ainda nos movimentos sindicais de sua terra, integrando duas diretorias do Sindicato dos Trabalhadores em Radiodifusão do Norte e Noroeste Fluminense, em 1985/87, além de ser associado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, filiado à Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais (Fenaj). Entre 1997 e 2004, foi diretor do Departamento de Jornalismo da Secretaria de Comunicação de São João da Barra. Colaborou ainda com os jornais “S. João da Barra” e “Tribuna Sanjoanense”, entre 1997 e 2006. Atualmente é editor especial da Folha da Manhã e sócio da Academia Campista de Letras.
Graças aos serviços prestados à comunidade em várias áreas, João Noronha é premiado por diversas organizações culturais e sociais, como Associação Regional de Teatro Amador (Arta), Colônia de Pescadores de Atafona, Federação Estadual de Teatro Amador (Fetarj), Associação de Pescadores Sanjoanenses (Apsan), Clube Recreativo Cultural Congos, Sindicato dos Radialistas de Campos, Câmaras Municipais de Campos e São João da Barra.
A vida acadêmica de João Noronha se deu na Sociedade Unificada Augusto Motta (Suam), no Rio de Janeiro, e participou com aprovação em vários treinamentos da TV Globo Ltda., Canal 4, com habilitações em diversas áreas.
O jornalista estreou como pesquisador em 2000, iniciando um trabalho em Atafona, no município de São João da Barra, quando recorreu a cartórios, bibliotecas, jornais, livros, documentos e mapas da região. De família de veranistas desde 1932, morador há 16 anos na praia, lançou o seu primeiro livro em 2004, resgatando a história do lugar e que está servindo como fonte para trabalhos de escolas públicas e de universidades, como Uenf, UFF e Cândido Mendes. Seus livros estão catalogados nas Bibliotecas Nacional do Rio de Janeiro, Unicamp (Campinas, SP), Públicas de Brasília (DF) e de Curitiba (PR), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Museu de Campos, além de escolas do Norte Fluminense.
Obra:
Uma dama chamada Atafona – 2003
Atafona: sua historia, sua gente – 2007
Fonte:
O autor

Luiz Carlos de Lacerda

Nasceu em Campos no dia 25 de maio de 1853 e faleceu no dia 19 de maio de 1897, aos 44 anos de idade. Comendador, jornalista, orador e abolicionista. No dia 17 de julho de 1881, fundou a “Sociedade Campista Libertadora” juntamente com outros abolicionistas, sendo que a campanha movida pela associação só teria início dois anos depois de sua fundação, isto é, aos 27 de julho de 1883.
Em 25 de março de 1884, nas dependências do Teatro Empíreo, foi realizada a 1ª Conferência Abolicionista de Carlos de Lacerda.
Para melhor divulgar a propaganda abolicionista, Lacerda pôs em circulação, no dia 1º de março de 1884, o jornal “Vinte e Cinco de Março”. Em 27 de junho de 1884, Carlos de Lacerda organizou uma segunda conferência, também no Teatro Empíreo.
Em 24 de outubro de 1887, o jornal foi invadido pela polícia, sofrendo grande prejuízo. Em fevereiro de 1888, o jornal de Lacerda voltou a atacar de forma contundente a questão da escravidão, alcançando vitória em 25 de março de 1888, quando o município de Campos foi declarado livre da escravidão.
Obra:
“Vinte e Cinco de Março” (Jornal editado pelo autor – Microfilme da Fundação Casa de Rui Barbosa) – 1884 a 1888
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto. Gente que é nome de rua, 1985.

Laert Siqueira Chaves

Mística
“A sua imagem surge formosa,
De vestes alvas e com brado véu
Em torno à face muda e vaporosa,
Pura, tão pura como o azul do céu.”
Nasceu em Campos, a 28 de setembro de 1911, e faleceu, em Atafona, município de São João da Barra (RJ), no dia 28 de fevereiro de 1969.
Foi funcionário da Estação Metereológica de Campos e do "Diário Oficial do Estado". Desligado das coisas materiais, Laert teve uma existência filosoficamente simples, totalmente despojada de ambições. Foi muito conhecido e estimado por seus famosos trocadilhos.
Obra:
Tal pai... tal filhos - 1982
Fonte:
CHAVES, Laert Siqueira. Tal pai... tal filhos, 1982

Luis Alberto Mussa Tavares

Nasceu em Campos em 6 de setembro de 1959. Filho de Sebastião Clóvis Tavares e Hilda Mussa Tavares.
Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) trabalha como Pediatra em sua cidade natal há mais de 25 anos.
Desde pequeno gostava de escrever versos, para tanto possui dois sítios de poesias. Gosta de fotografar, por isso possui três fotologs.
Obra:
A palavra dada – 2005
Um poema para o natal – 2005
O nascimento de Jesus – 2006
Mãe – 2007
Aconteceu em Belém (poema em três atos) - 2007
Fonte:
TAVARES, Luis Alberto Mussa. A palavra dada, 2005

Leonardo Augusto Vianna Lopes

Nasceu em Campos em 07 de maio de 1977. Filho de João Pedro da Silva Lopes Netto e Aliete Vianna Lopes e bisneto do historiador Júlio Feydit. Deu inicio aos seus estudos no pré-escolar do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora, onde cursou até completar o 2º grau. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC), em 2001. Precoce, aos 11 anos escreveu seu primeiro trabalho: ‘Abelhão e Abelhoca – Uma Fábula Infantil’ (não publicada). Aos 16 anos publicou o romance ‘Enfrentando o Mundo’, com duas edições esgotadas, tendo sido adotado em várias escolas de Campos e de outras cidades. Coordenador de programas da área de saúde de São João da Barra (RJ).
Obra:
Enfrentando o mundo – 1993
O século branco – 1997
Fonte:
LOPES, Leonardo Augusto Vianna. O século branco, 1997
Biblioteca Welligton Paes

Leonardo Vasconcelos Silva

Nasceu em Campos. Bacharel em Desenho Industrial e Comunicação Visual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1982. Pós-graduado em Tecnologia Educacional/Didática Aplicada, pela Faculdade de Filosofia de Campos, em 1990. Professor de desenho técnico da Escola Técnica Federal de Campos (ETFC), atual IFF, desde 1982; coordenador da disciplina de Desenho Técnico na ETFC, no período de 1986 a 1988; membro da banca de avaliação de candidatos a professor de Desenho em concurso público e processo seletivo da instituição de ensino citada acima. Fotógrafo, pesquisador da área de imagens, o professor Leonardo Vasconcellos Silva além de atuar no curso de Design do IFF, no campus Campos-Centro, tem importantes trabalhos em revistas, livros e séries de palestras sobre o conjunto arquitetônico do Centro de Campos dos Goytacazes, entre outros projetos.
Obra:
Campos a cidade do ainda tem (artigo na Matéria Prima nº 1) – 1999
Um empire dans lês tropiques: lê Brésil redecoment à travers la photographie (artigo do livro Historia e Societé de l`Amerique Latine) - 2000
Trabalho publicado no livro: Campos dos Goytacazes – “Uma cidade para todos” (organizado por Roberto Moraes”) – 2005
A viscondessa de Muriahé por Venot e Morisset -
Restauração da Igreja Nossa Senhora do Desterro de Quissamã -
Memória visual e afetiva de Quissamã (com outros autores) – 2006
Centro Cultural Sobradinho (com outros autores) – 2007
A ferrovia agrícola de Quissamã e suas conexões regionais ( com Nylson Macedo) - 2012
Fonte:
Historia e Societé de l`Amerique Latine - 2000
Ordem ao Mérito Oswaldo Martins – concedido pela Câmara Municipal de Campos em Setembro de 1994
http://portal.iff.edu.br/campus/campos-centro/noticias/professores-lancam-livro-em-quissama (acessado em 05/03/2013)
Biblioteca Welligton Paes

Latour Neves Silva Arueira

‘Eis que o destino descobre
a sorte que Deus me deu:
ninguém na vida é mais pobre...
nem mais feliz do que eu!’
Nasceu em Campos, a 17 de agosto de 1914, tendo falecido no Rio de Janeiro, em setembro de 2004, aos 90 anos de idade. Jornalista, trovador (ganhou prêmio em concurso nacional de trovas). Encabeçou a campanha pela instalação do hospital da Santa Casa de Misericórdia no prédio construído pelo senador José Carlos Pereira Pinto. Foi presidente da Associação de Imprensa Campista.
Latour Aroeira é um importante nome da literatura nacional.
Obra:
Traços de sua vida (pesquisa) – 1981
Lira Apolo ("O Século" nºs 22, 23 e 24) – 1982
Lira Guarani
Luiz Gastão Guaraná
Eu vi minha mãe rezando
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes;
http://www.falandodetrova.com.br/latouraroeira (Acessado em 13/07/2012)

Márcio de Sousa Soares

Nasceu em Campos em 4 de julho de 1966. Filho de Adail Gomes Soares e Gilcineia Augusta de Sousa Soares.
Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), desde 2006. Com mestrado em História na mesma instituição e graduação em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (1989). Tem experiência na área de História com ênfase em História Social, atuando principalmente nos temas: escravidão africana; alforria e mobilidade social; religiosidade negra do Brasil escravista; teoria e metodologia da História. É professor no curso de História da UFF – Campos.
Obra:
A remissão do cativeiro – a dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos dos Goytacazes (1730 – 1850) – 2009
Povoamento, catolicismo e escravidão na antiga Macaé (séculos XVII ao XIX) (In) – 2011
Fonte:
SOARES, Márcio de Sousa. A remissão do cativeiro – a dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos dos Goytacazes (1730 – 1850), 2009

Manoel José de Assis

Nasceu em Campos. Oficial reformado da Policia Militar.
José de Assis é poeta e trovador. Foi várias vezes premiado em concursos literários. Participou de diversas antologias, foi 1º lugar em poesia pela Academia Pan-Americana de Letras e Artes (1990), 1º lugar em concurso de crônicas pela Divina Senzala, recebendo o “Prêmio José do Patrocínio” (1991), recebeu a “Cruz do Mérito Literário” do Clube Literário Brasília (1994), “Medalha do Mérito” da Revista Brasília (1994) e “Medalha do Mérito Juscelino Kubistchek” pelo Instituto Histórico Pero Vaz de Caminha (1992).
Obra:
Trovando ao Léo – 1992
Rimando em Trovas - 1987
Brincado com as rimas – 1988
Trova, Retrova e Comprova – 1989
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes.

Manoel Junqueira Vieira

Nasceu em Campos em 18 de julho de 1930. Filho de Manoel Vieira e Francisca Junqueira Vieira.
Estudou no Colégio Duque de Caxias, em Campos. Foi funcionário dos Correios e Telégrafos.
Manoel Junqueira é poeta, trovador, declamador e artesão. Pertence à Academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
Trovas preferidas, líricas, filosóficas e humorísticas – 1990
Só humorismo... (trovas) – 1992
Trovas em homenagem – 1994
Contos e casos
Exuberância da trova no rincão campista (com outros autores) - 2011
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Maria Martha D'Angelo Pinto

Nascida em Campos. Filha de Hélia D’Angelo Pinto e Francisco José Pinto Filho. Possui graduação em Filosofia pela Universidade Santa Úrsula (1972), mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1992), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal Fluminense.
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, arte contemporânea, filosofia, filosofia da linguagem.
Martha D’Angelo é filósofa, artista plástica e professora.
Obra:
Arte, política e educação em Walter Benjamim. (1ª ed. ) - 2006. Arte e educação em Platão. (+ TOURINHO, C. Org.) – 2008
Utopia e resistência política. (+ TOURINHO, C. Org.) 2008
Margens do contemporâneo (+ TOURINHO, C. - Org.) – 2008
Walter Benjamin: arte e experiência. ( Org.1ª ed.) - 2009
Educação estética e crítica de arte na obra de Mário Pedrosa - 2011
Pensadores Contemporâneos. De Nietzsche a Gadamer - 2011
Fonte:
http://lattes.cnpq.br/2130283632932558 (acessado em 01/ 08/ 2012)

Márcio de Aquino

Nasceu em Campos em 1960. Formado em Economia pela Universidade Candido Mendes. Apesar de sua formação acadêmica na área de ciências exatas, escrever, ler, ouvir música e desenhar sempre foram suas paixões. É pesquisador de música, colecionador de discos de vinil e contista.
Obra:
Chicletes e Prazeres – 2010
Fonte:
AQUINO, Márcio de. Chicletes e Prazeres, 2010

Mário Salvador Filho

Nasceu em Vila Nova, distrito de Campos, em 29 de dezembro de 1949. Filho de Mário Salvador e Isaura de Oliveira Salvador. Cursou o Primário no Grupo Escolar José do Patrocínio, o ginásio e o científico no Liceu de Humanidades de Campos e o curso superior de Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Campos.
Obra:
A Labuta - poesias – 2003
Sonho de Noiva - poesias e prosas – 2004
Fonte:
SALVADOR FILHO, Mário. Sonho de Noiva, 2004

Mário Galvão de Queirós Filho

Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/1966), mestrado em Comunicação pela Escola de Comunicação da UFRJ (ECO/1976) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF/1999). Atuou como professor associado da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), em Campos (RJ), de junho de 2002 a setembro de 2010, quando se aposentou.
Mário Galvão foi coordenador de Projetos da ONG Cidade Viva - Rio de Janeiro e representante da UENF na Comissão de Coordenação da Revisão do Plano Diretor e na formação do Conselho Municipal para a Inclusão Social da Pessoa com Deficiência (COMDE) de Campos dos Goytacazes (RJ), para cuja criação trabalhou intensamente.
Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Metodologia do Texto, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão social, portadores de deficiência, acessibilidade, plano diretor e imagem.
Obra:
Treinamento: Homem fábrica ou Homo Faber? (GALVÃO, Mário ; DUQUE, F. G.) - 1982
Capítulos de livros:
Por uma Política Nacional de Acessibilização Urbana. In: Roberto Moraes Pessanha. (Org.). Campos dos Goytacazes "Uma cidade para todos". Campos dos Goytacazes "Uma cidade para todos". 1ed.Campos dos Goytacazes: CEFET Campos, 2005, v. 1, p. 10-20.
Liceístas, modéstia a parte. In: Maria Thereza da Silva. (Org.). Poesia e prosa para uma homenagem. Homenagem ao centenário do Liceu de Humanidades de Campos - 1980
Subversivos (conto). In: Mattoso, Glauco; Maciel, Nilto. (Org.). Queda de Braço: Uma Antologia do Conto Marginal. Rio de Janeiro: Fortaleza : Clube dos Amigos do Marsaninho/Movimento de Intercâmbio Cultural - 1977
Outras produções bibliográficas:
A Torre e sua Voz (Contos) - São Paulo: Ática - 1979
Missão Córsega. Rio de Janeiro (Tradução Assinada): EDIEX - 1965
Elegias do morto-vivo (Poemas) - Elegis 1 a 9. Rio de Janeiro: Leitura - 1959
Fonte:
http://lattes.cnpq.br/5616074648163038 (acessado em 20/09/12)

Marcos Wagner Coutinho

Nasceu em Campos. Foi universitário na cidade do Rio de Janeiro, onde se dedicou com afinco ao estudo de línguas estrangeiras, como o Inglês e, em especial, o Francês e, também, a literatura universal. Retornando à sua terra natal dedicou-se ao magistério se tornando professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira em escolas técnicas profissionalizantes e dedicando-se, também, ao estudo das artes, em geral, e à pesquisa e estudos da filosofia.
Foi premiado, em 1962, pela Old Vic com o conto “DREAMS”, como o melhor autor não inglês de um conto inglês. Colaborou em diversos jornais e revistas e alguns ensaios para o teatro.
Obra:
Dreams - 1962
Estórias de sonhos – 1966
Presença do pensamento francês nas raízes do pensamento brasileiro – 1990
Prover – projeto de versos de autores campistas e outros – 1985
Fonte:
COUTINHO, Marcos Wagner. Presença do pensamento francês nas raízes do pensamento brasileiro, 1990

Mario Fontoura

Nasceu em Campos e faleceu em 5 de outubro de 1951. Foi fundador do Jornal “A Notícia”. Foi jornalista, professor, escritor e poeta. Colaborava em diversos jornais, dirigia revistas, produzia peças teatrais, desde sua juventude.
Ao regressar de Minas Gerais, onde morou por algum tempo, Mário Fontoura voltou a colaborar nos jornais de sua terra natal, em especial em “A Notícia”. Foi sócio, diretor e membro do Conselho Deliberativo da Associação da Imprensa Campista e membro da Academia Campista de Letras.
Obra:
Uma coletânea de versos, junto a Palestra de Pedro Manhães sobre o autor – 1979
De jornalista a educador: a trajetória intelectual de Mario Fontoura (Thais Reis Assis e Denilson Santos Azeredo) - 2009
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Campos depois do centenário V. 2 - 1995

Maria Tereza da Silva Venancio

Nasceu em Campos. É livre docente em Literatura Espanhola, é professora titular da Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC), onde leciona desde sua fundação, tendo sido a sua primeira diretora (1961-1971). Exerceu, também, o magistério na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e no nível fundamental e médio em várias escolas públicas de Campos.
Foi vice-presidente da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro, em sucessivos mandatos (1983-1992). Tem participado de eventos nacionais e internacionais promovidos por associações e universidades brasileiras e estrangeiras, notadamente na Espanha e no México. Possui artigos publicados na imprensa campista, revistas acadêmicas, anais de congressos e capítulos de livros.
Obra:
Poesia e Prosa para uma homenagem (em comemoração ao centenário do Liceu Humanidades de Campos) – 1980
Durante a travessia (memórias e historias da Faculdade de Filosofia de Campos) - 2006
Fonte:
VENANCIO, Maria Tereza da Silva. Durante a travessia (memórias e historias da Faculdade de Filosofia de Campos) - 2006

Mario de Barros Wagner

Nasceu em Campos, na localidade de São Gonçalo, atual distrito de Goitacases, em 09 de fevereiro de 1907, e faleceu em 30 de dezembro de 1967. Teve uma infância dedicada aos estudos e ao trabalho. Ainda criança foi trabalhar em uma farmácia na localidade onde nasceu. Posteriormente fez o curso de Farmácia, tornando-se farmacêutico e profissional habilitado. Foi presidente da Academia Pedralva Letras e Artes. Durante algum tempo publicou várias crônicas no jornal “A Cidade”, revelando uma percepção muito feliz dos fatos cotidianos.
Obra:
Século e meio de um clã rural (crônica)
Fonte:
Evocação a Mario Barros Wagner por Pedro Manhães;
Notas literárias do professor Walter Siqueira;
Biblioteca Welligton Paes.

Marilia Bulhões dos Santos Carneiro

Nasceu em Campos. Promotora de Justiça aposentada. Recebeu os Diplomas “Benta Pereira” e “Alberto Lamego” , ambos concedidos pela Câmara Municipal de Campos. Diploma e Medalha “D. João VI”, oferecido pelo Alto Comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Foi agraciada ainda com a “Medalha Poul Harrys” e “Diploma do Rotary Internacional”; bem como Medalha e Cartões de Prata da Associação dos Ex-Alunos do Liceu de Humanidades de Campos; assim como Medalhas e Cartões de Prata da OAB, por ser a melhor profissional do ano e por ser a promotora que se destacou em sua área. Medalha do 56º Batalhão de Infantaria, “Diploma de Honra ao Mérito” concedido pela Prefeitura e Câmara Municipal de Campos, “Diploma Tiradentes” concedido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).
Obra:
Ofélia minha mãe – 1984
Atos e fatos da antiga Campos – 1985
Da eterna saudade à presença do Senhor – 1986
Meus poemas para você – 1987
A escravidão e a Lei Áurea – 1988
Comentários de Austregésilo de Athayde – 1990
Os lírios do meu vale – 1992
Minha passagem pelas comarcas – 1992
Investigação de paternidade – 1995
Nossos poetas de ontem – 1999
A outra face do promotor (vários Autores) pg. 73 – 1994
As obras do deputado Alair Ferreira na terra Goitacá – 1997
O casamento – 2000
Antonio Joaquim Carneiro “meu marido” – 2002
Nossos momentos – 2002
Crônicas de ontem e de hoje – 2003
Atos e fatos da vida de José do Patrocícnio – 2003
Fonte:
CARNEIRO, Marilia Bulhões dos Santos. Nossos momentos, 2002

Mario Ferraz Sampaio

Nasceu em Limeira (SP) em 1900 e faleceu em 1976. Atuando nos primórdios da radiodifusão brasileira, primeiramente nos centros de São Paulo e Rio de Janeiro e depois em Campos.
Veio para Campos, por acaso, para instalar o primeiro transmissor na Rádio Cultura de Campos. Anos mais tarde, e devidamente instalado na cidade, resolveu adquirir novos equipamentos e implantou uma nova emissora, nascia a Campos Difusora. Depois de vê-la com uma programação eclética vendeu parte das suas cotas de sociedade para Andral Nunes Tavares e Pereira Jr.
Membro fundador da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), em 1962, da qual foi presidente do conselho consultivo por várias gestões. Foi relator da comissão que formulou, em 1998, o código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Recebeu a medalha de Honra ao Mérito da Radiodifusão.
Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina de São Paulo destacou-se na vida social e científica, ocupando por três vezes a Presidência do Rotary Club de Campos. Militou por 15 anos como titular das cadeiras de “Técnicas de Radio e Televisão” e Comunicação Comparada na Faculdade de Filosofia de Campos, cujo departamento de Comunicação Social dirigiu por cerca de 10 anos.
Foi vice-presidente da Academia Campista de Letras, como membro efetivo. Foi autor de vasta produção de cunho literário e científico. Foi sócio remido da sociedade Fluminense de Medicina e membro de três entidades de Comunicadores Sociais, tal como a ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais), participou do Conselho Fiscal. Lecionou História do Rádio e da Televisão, na disciplina “História da Comunicação”.
Obra:
História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – 1984
História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – (Edição comemorativa do centenário de nascimento do autor) – 2004
Fonte:
SAMPAIO, Mario Ferraz. História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – 1984
http://difusora50.blogspot.com/ (acessado em 26/09/11)

Mario Newton Filho

Nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1921, e faleceu de infarto do miocárdio, no dia 31 de dezembro de 1981, dentro do carro que o levava a Campos. Filho de Mário Newton de Figueiredo e Celina Vieira da Silva Figueiredo. Bacharelou-se em Filosofia em 1944. Em 1952, mudou-se para Campos. Começou a publicar seus trabalhos literários no jornal estudantil “Ritmo”, mais tarde colaborou com a revista “Alterosa”, de Belo Horizonte (MG). Filiou-se ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, Associação de Imprensa Campista e Associação Internacional de Imprensa.
Em Campos trabalhou como redator da “Folha do Comércio”, diretor da “Folha do Povo” e redator da Rádio Continental, onde escrevia uma crônica diária, e produzia ainda programa para a Rádio Jornal Fluminense. Paralelamente à sua atividade jornalística, prosseguia com sua dedicação ao magistério campista. Foi professor de Psicologia Educacional do Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert (atual ISEPAM), da Escola Normal Nossa Senhora Auxiliadora (atual ISECENSA), professor de Filosofia da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Filosofia da Educação da Faculdade de Filosofia de Campos, de Lógica Aplicada ao Direito da Faculdade de Direito de Campos e professor substituto de Antropologia e Psicologia Social.
Em 1954, fundou em sua residência, em Campos, o Clube de Poesias, que renovou a corrente literária da planície goitacá. Neste mesmo ano a revista “Horizonte 22” foi lançada, retratando bem o que queriam os modernistas de Campos.
Em 1967, Mário Newton muda-se para Niterói (RJ). Em abril de 1979 tomou posse na Academia Fluminense de Letras. Mantinha uma seção de criticas de livros no jornal literário niteroiense “Letras Fluminense”. Entre outras instituições culturais, era membro da Academia Espírito-Santense de Letras.
Obra:
Psychodiagnosis (musical) – 1951
Musical Psychogran - 1953
Poesia nem sempre (Clube de poesias de Campos) – 1955
Ilha solidão (poesia) – 1957
Noções de filosofia – 1967
Sol de Sombras – 1975
Poesia 1 – As grades do Tempo – 1963
Modernismo em Campos – 1976
Mundo neutro – 1958
Trivium – 1982
Coroa de Sonetos (Edição do Autor) – Niterói – 1980
Poesia sempre – 1967
A música ajuda a viver – 1958
Uma filosofia da vida e da educação – 1964
Tempo morto – 1954
As grades do tempo – 1963
Fonte:
PIMENTEL. Luís Antônio. Enciclopédia de Niterói, 2004

Mario Ritter Nunes

Nasceu em Campos. Bacharel em Direito, jornalista, cronista. Integrou a 1ª turma da Escola Superior de Guerra, da qual foi orador oficial. Integrou, também, a 1ª equipe do Instituto Brasileiro de Estatística, ali ocupando cargos de relevo e chefia. Possuiu, além de outras insígnias, “Medalha de Guerra do Brasil” e a “Medalha de Santos Dumont”. Grande conhecedor do Esperanto. Membro efetivo da Academia Fluminense de Letras e membro honorário da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Líder católico, pensador, escritor e poeta.
Obra:
Para a Frente! Para o Alto! – 1986
Decálogos – 1984
Lembranças e Conceitos –
O bem, a verdade e a beleza, realidade na vida de Mário Augusto Teixeira de Freitas – 1972
Reminiscências de um esperantista – 1972
Discursos acadêmicos – 1978
Aquele meu professor – 1979
Pingos de verdade – 1980
Ramon Alonso Calleidoscópio – 1977
Aspectos de problema das vocações sacerdotais – 1980
Pai nosso que estais no céu – 1983
O estilo na comunicação – 1973
Punhado de fatos e idéias – 1976
Conceito e idéias do Padre Antonio Vieira (trechos corrigidos pelo autor) – 1977
Devaneios – 1981
Miscelâneas – 1982
Florilégio de idéias de Ramalho Ortigão – 1983
Ênfase na linguagem - 1982
Idéias em textos - 1983
Jóias em tercetos camonianos – 1983
Fonte:
VEADO, Wilson. Discursos Acadêmicos, 1978
NUNES, Mário Ritter. Para a Frente! Para o Alto!, 1986

Márcia Maria de Jesus Pessanha

Nasceu em Tócos, distrito do município de Campos. Filha de Renal Ribeiro de Jesus e Maria José Pacheco de Jesus. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Almirante Barroso, ingressando mais tarde na Escola Normal Nossa Senhora Auxiliadora (atual ISECENSA). Lecionou, inicialmente, em Campos.
Casando-se, foi para Niterói (RJ), onde continuou a lecionar e ingressou no curso de Filosofia da Universidade federal Fluminense (UFF). Formou-se em Letras (Português/Francês). Fez Mestrado e Doutorado.
Atualmente Márcia é Diretora da Faculdade de Educação da UFF, presidente do Cenáculo Fluminense de História e Letras, membro da Academia Guanabarina de Letras, da qual foi presidenta, da Academia Niteroiense de Letras, da Associação Niteroiense de Escritores (ANE) e do Grupo Mônaco de Cultura.
Obra:
Fatias do viver – 1998
Borboletrando – 1997
Estúdio de literatura infanto-juvenil (coautora) – 1983
Memorial de Tocos – 1995
Discursos acadêmicos – 2000
O memorialismo Epistolar “Uma resposta de leitura de cartas a Françoise” de Jorge Picanso de Siqueira – 2001
Agenda - Campos em fotos, prosa e versos (org.) – 2004
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2005
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2006
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2007
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) – 2008
Casemiro de Abreu, o poeta das primaveras - 2008
Fonte:
http://www.nitcult.com.br/marcia1.htm (Acessado em 21-11-2012)

Marly Guimarães Wisniowski de Paula Farias

Nasceu em Campos, mas desde menina vive em Niterói (RJ). Professora pública estadual aposentada, licenciada em Letras (Português/Inglês). Poetisa e trovadora começou a escrever no início dos anos 1970, mas só veio a ser conhecida literariamente em 1981. É membro correspondente das Academias Campista de Letras e Brasileira de Literatura, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Sociedade dos Homens de Letras do Brasil.
Tem trabalhos publicados em revistas das seguintes academias: Brasileira de Literatura, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e Academia Carioca de Letras. É verbete da Enciclopédia Brasileira de Literatura, sob a direção de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa.
Obra:
Enchendo horas vazias (poesias) – 1986
Castelos de areias (trovas) – 1986
A descendência de Manoel Crespo Guimarães – 1997
Revista da Academia Brasileira de Literatura (6 sonetos e 1 poema – Pág. 125) – 1996/97
Álvaro Faria, um vulto da Literatura no Brasil - 2005
Momentos Eternos – 2007
Fonte:
WISNIOWSKI, Marly G. Momentos Eternos, 2007
Marly F. de Oliveira
Nasceu em Apiacá (ES) em 11 de abril de 1936. Com 1 mês de nascida foi morar em Santo Eduardo, distrito de Campos, onde recebeu sua criação e formação. Formada pela Faculdade de Filosofia de Campos. Segundo o professor Walter Siqueira, que escreveu o prefácio de seu livro, “...As crônicas de Marly são, a bem dizer, retratos de sua própria vida, numa colagem mágica, formando molduras impressionantes pelo realismo ou pela fantasia, conforme as circunstâncias.”
Obra:
Crônica I – 1984
Fonte:
OLIVEIRA, Marly F. De. Crônica I, 1984

Márcio de Sousa Soares

Nasceu em Campos em 4 de julho de 1966. Filho de Adail Gomes Soares e Gilcineia Augusta de Sousa Soares.
Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), desde 2006. Com mestrado em História na mesma instituição e graduação em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (1989). Tem experiência na área de História com ênfase em História Social, atuando principalmente nos temas: escravidão africana; alforria e mobilidade social; religiosidade negra do Brasil escravista; teoria e metodologia da História. É professor no curso de História da UFF – Campos.
Obra:
A remissão do cativeiro – a dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos dos Goytacazes (1730 – 1850) – 2009
Povoamento, catolicismo e escravidão na antiga Macaé (séculos XVII ao XIX) (In) – 2011
Fonte:
SOARES, Márcio de Sousa. A remissão do cativeiro – a dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos dos Goytacazes (1730 – 1850), 2009

Manoel José de Assis

Nasceu em Campos. Oficial reformado da Policia Militar.
José de Assis é poeta e trovador. Foi várias vezes premiado em concursos literários. Participou de diversas antologias, foi 1º lugar em poesia pela Academia Pan-Americana de Letras e Artes (1990), 1º lugar em concurso de crônicas pela Divina Senzala, recebendo o “Prêmio José do Patrocínio” (1991), recebeu a “Cruz do Mérito Literário” do Clube Literário Brasília (1994), “Medalha do Mérito” da Revista Brasília (1994) e “Medalha do Mérito Juscelino Kubistchek” pelo Instituto Histórico Pero Vaz de Caminha (1992).
Obra:
Trovando ao Léo – 1992
Rimando em Trovas - 1987
Brincado com as rimas – 1988
Trova, Retrova e Comprova – 1989
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes.

Manoel Junqueira Vieira

Nasceu em Campos em 18 de julho de 1930. Filho de Manoel Vieira e Francisca Junqueira Vieira.
Estudou no Colégio Duque de Caxias, em Campos. Foi funcionário dos Correios e Telégrafos.
Manoel Junqueira é poeta, trovador, declamador e artesão. Pertence à Academia Pedralva Letras e Artes.
Obra:
Trovas preferidas, líricas, filosóficas e humorísticas – 1990
Só humorismo... (trovas) – 1992
Trovas em homenagem – 1994
Contos e casos
Exuberância da trova no rincão campista (com outros autores) - 2011
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes

Maria Martha D'Angelo Pinto

Nascida em Campos. Filha de Hélia D’Angelo Pinto e Francisco José Pinto Filho. Possui graduação em Filosofia pela Universidade Santa Úrsula (1972), mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1992), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1996) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal Fluminense.
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, arte contemporânea, filosofia, filosofia da linguagem.
Martha D’Angelo é filósofa, artista plástica e professora.
Obra:
Arte, política e educação em Walter Benjamim. (1ª ed. ) - 2006. Arte e educação em Platão. (+ TOURINHO, C. Org.) – 2008
Utopia e resistência política. (+ TOURINHO, C. Org.) 2008
Margens do contemporâneo (+ TOURINHO, C. - Org.) – 2008
Walter Benjamin: arte e experiência. ( Org.1ª ed.) - 2009
Educação estética e crítica de arte na obra de Mário Pedrosa - 2011
Pensadores Contemporâneos. De Nietzsche a Gadamer - 2011
Fonte:
http://lattes.cnpq.br/2130283632932558 (acessado em 01/ 08/ 2012)

Márcio de Aquino

Nasceu em Campos em 1960. Formado em Economia pela Universidade Candido Mendes. Apesar de sua formação acadêmica na área de ciências exatas, escrever, ler, ouvir música e desenhar sempre foram suas paixões. É pesquisador de música, colecionador de discos de vinil e contista.
Obra:
Chicletes e Prazeres – 2010
Fonte:
AQUINO, Márcio de. Chicletes e Prazeres, 2010

Mário Salvador Filho

Nasceu em Vila Nova, distrito de Campos, em 29 de dezembro de 1949. Filho de Mário Salvador e Isaura de Oliveira Salvador. Cursou o Primário no Grupo Escolar José do Patrocínio, o ginásio e o científico no Liceu de Humanidades de Campos e o curso superior de Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Campos.
Obra:
A Labuta - poesias – 2003
Sonho de Noiva - poesias e prosas – 2004
Fonte:
SALVADOR FILHO, Mário. Sonho de Noiva, 2004

Mário Galvão de Queirós Filho

Possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/1966), mestrado em Comunicação pela Escola de Comunicação da UFRJ (ECO/1976) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF/1999). Atuou como professor associado da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), em Campos (RJ), de junho de 2002 a setembro de 2010, quando se aposentou.
Mário Galvão foi coordenador de Projetos da ONG Cidade Viva - Rio de Janeiro e representante da UENF na Comissão de Coordenação da Revisão do Plano Diretor e na formação do Conselho Municipal para a Inclusão Social da Pessoa com Deficiência (COMDE) de Campos dos Goytacazes (RJ), para cuja criação trabalhou intensamente.
Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Metodologia do Texto, atuando principalmente nos seguintes temas: inclusão social, portadores de deficiência, acessibilidade, plano diretor e imagem.
Obra:
Treinamento: Homem fábrica ou Homo Faber? (GALVÃO, Mário ; DUQUE, F. G.) - 1982
Capítulos de livros:
Por uma Política Nacional de Acessibilização Urbana. In: Roberto Moraes Pessanha. (Org.). Campos dos Goytacazes "Uma cidade para todos". Campos dos Goytacazes "Uma cidade para todos". 1ed.Campos dos Goytacazes: CEFET Campos, 2005, v. 1, p. 10-20.
Liceístas, modéstia a parte. In: Maria Thereza da Silva. (Org.). Poesia e prosa para uma homenagem. Homenagem ao centenário do Liceu de Humanidades de Campos - 1980
Subversivos (conto). In: Mattoso, Glauco; Maciel, Nilto. (Org.). Queda de Braço: Uma Antologia do Conto Marginal. Rio de Janeiro: Fortaleza : Clube dos Amigos do Marsaninho/Movimento de Intercâmbio Cultural - 1977
Outras produções bibliográficas:
A Torre e sua Voz (Contos) - São Paulo: Ática - 1979
Missão Córsega. Rio de Janeiro (Tradução Assinada): EDIEX - 1965
Elegias do morto-vivo (Poemas) - Elegis 1 a 9. Rio de Janeiro: Leitura - 1959
Fonte:
http://lattes.cnpq.br/5616074648163038 (acessado em 20/09/12)

Marcos Wagner Coutinho

Nasceu em Campos. Foi universitário na cidade do Rio de Janeiro, onde se dedicou com afinco ao estudo de línguas estrangeiras, como o Inglês e, em especial, o Francês e, também, a literatura universal. Retornando à sua terra natal dedicou-se ao magistério se tornando professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira em escolas técnicas profissionalizantes e dedicando-se, também, ao estudo das artes, em geral, e à pesquisa e estudos da filosofia.
Foi premiado, em 1962, pela Old Vic com o conto “DREAMS”, como o melhor autor não inglês de um conto inglês. Colaborou em diversos jornais e revistas e alguns ensaios para o teatro.
Obra:
Dreams - 1962
Estórias de sonhos – 1966
Presença do pensamento francês nas raízes do pensamento brasileiro – 1990
Prover – projeto de versos de autores campistas e outros – 1985
Fonte:
COUTINHO, Marcos Wagner. Presença do pensamento francês nas raízes do pensamento brasileiro, 1990

Mario Fontoura

Nasceu em Campos e faleceu em 5 de outubro de 1951. Foi fundador do Jornal “A Notícia”. Foi jornalista, professor, escritor e poeta. Colaborava em diversos jornais, dirigia revistas, produzia peças teatrais, desde sua juventude.
Ao regressar de Minas Gerais, onde morou por algum tempo, Mário Fontoura voltou a colaborar nos jornais de sua terra natal, em especial em “A Notícia”. Foi sócio, diretor e membro do Conselho Deliberativo da Associação da Imprensa Campista e membro da Academia Campista de Letras.
Obra:
Uma coletânea de versos, junto a Palestra de Pedro Manhães sobre o autor – 1979
De jornalista a educador: a trajetória intelectual de Mario Fontoura (Thais Reis Assis e Denilson Santos Azeredo) - 2009
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Campos depois do centenário V. 2 - 1995

Maria Tereza da Silva Venancio

Nasceu em Campos. É livre docente em Literatura Espanhola, é professora titular da Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC), onde leciona desde sua fundação, tendo sido a sua primeira diretora (1961-1971). Exerceu, também, o magistério na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e no nível fundamental e médio em várias escolas públicas de Campos.
Foi vice-presidente da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro, em sucessivos mandatos (1983-1992). Tem participado de eventos nacionais e internacionais promovidos por associações e universidades brasileiras e estrangeiras, notadamente na Espanha e no México. Possui artigos publicados na imprensa campista, revistas acadêmicas, anais de congressos e capítulos de livros.
Obra:
Poesia e Prosa para uma homenagem (em comemoração ao centenário do Liceu Humanidades de Campos) – 1980
Durante a travessia (memórias e historias da Faculdade de Filosofia de Campos) - 2006
Fonte:
VENANCIO, Maria Tereza da Silva. Durante a travessia (memórias e historias da Faculdade de Filosofia de Campos) - 2006

Mario de Barros Wagner

Nasceu em Campos, na localidade de São Gonçalo, atual distrito de Goitacases, em 09 de fevereiro de 1907, e faleceu em 30 de dezembro de 1967. Teve uma infância dedicada aos estudos e ao trabalho. Ainda criança foi trabalhar em uma farmácia na localidade onde nasceu. Posteriormente fez o curso de Farmácia, tornando-se farmacêutico e profissional habilitado. Foi presidente da Academia Pedralva Letras e Artes. Durante algum tempo publicou várias crônicas no jornal “A Cidade”, revelando uma percepção muito feliz dos fatos cotidianos.
Obra:
Século e meio de um clã rural (crônica)
Fonte:
Evocação a Mario Barros Wagner por Pedro Manhães;
Notas literárias do professor Walter Siqueira;
Biblioteca Welligton Paes.

Marilia Bulhões dos Santos Carneiro

Nasceu em Campos. Promotora de Justiça aposentada. Recebeu os Diplomas “Benta Pereira” e “Alberto Lamego” , ambos concedidos pela Câmara Municipal de Campos. Diploma e Medalha “D. João VI”, oferecido pelo Alto Comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Foi agraciada ainda com a “Medalha Poul Harrys” e “Diploma do Rotary Internacional”; bem como Medalha e Cartões de Prata da Associação dos Ex-Alunos do Liceu de Humanidades de Campos; assim como Medalhas e Cartões de Prata da OAB, por ser a melhor profissional do ano e por ser a promotora que se destacou em sua área. Medalha do 56º Batalhão de Infantaria, “Diploma de Honra ao Mérito” concedido pela Prefeitura e Câmara Municipal de Campos, “Diploma Tiradentes” concedido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).
Obra:
Ofélia minha mãe – 1984
Atos e fatos da antiga Campos – 1985
Da eterna saudade à presença do Senhor – 1986
Meus poemas para você – 1987
A escravidão e a Lei Áurea – 1988
Comentários de Austregésilo de Athayde – 1990
Os lírios do meu vale – 1992
Minha passagem pelas comarcas – 1992
Investigação de paternidade – 1995
Nossos poetas de ontem – 1999
A outra face do promotor (vários Autores) pg. 73 – 1994
As obras do deputado Alair Ferreira na terra Goitacá – 1997
O casamento – 2000
Antonio Joaquim Carneiro “meu marido” – 2002
Nossos momentos – 2002
Crônicas de ontem e de hoje – 2003
Atos e fatos da vida de José do Patrocícnio – 2003
Fonte:
CARNEIRO, Marilia Bulhões dos Santos. Nossos momentos, 2002

Mario Ferraz Sampaio

Nasceu em Limeira (SP) em 1900 e faleceu em 1976. Atuando nos primórdios da radiodifusão brasileira, primeiramente nos centros de São Paulo e Rio de Janeiro e depois em Campos.
Veio para Campos, por acaso, para instalar o primeiro transmissor na Rádio Cultura de Campos. Anos mais tarde, e devidamente instalado na cidade, resolveu adquirir novos equipamentos e implantou uma nova emissora, nascia a Campos Difusora. Depois de vê-la com uma programação eclética vendeu parte das suas cotas de sociedade para Andral Nunes Tavares e Pereira Jr.
Membro fundador da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), em 1962, da qual foi presidente do conselho consultivo por várias gestões. Foi relator da comissão que formulou, em 1998, o código de Ética da Radiodifusão Brasileira. Recebeu a medalha de Honra ao Mérito da Radiodifusão.
Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina de São Paulo destacou-se na vida social e científica, ocupando por três vezes a Presidência do Rotary Club de Campos. Militou por 15 anos como titular das cadeiras de “Técnicas de Radio e Televisão” e Comunicação Comparada na Faculdade de Filosofia de Campos, cujo departamento de Comunicação Social dirigiu por cerca de 10 anos.
Foi vice-presidente da Academia Campista de Letras, como membro efetivo. Foi autor de vasta produção de cunho literário e científico. Foi sócio remido da sociedade Fluminense de Medicina e membro de três entidades de Comunicadores Sociais, tal como a ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais), participou do Conselho Fiscal. Lecionou História do Rádio e da Televisão, na disciplina “História da Comunicação”.
Obra:
História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – 1984
História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – (Edição comemorativa do centenário de nascimento do autor) – 2004
Fonte:
SAMPAIO, Mario Ferraz. História do Radio e Televisão no Brasil e no Mundo – 1984
http://difusora50.blogspot.com/ (acessado em 26/09/11)

Mario Ritter Nunes

Nasceu em Campos. Bacharel em Direito, jornalista, cronista. Integrou a 1ª turma da Escola Superior de Guerra, da qual foi orador oficial. Integrou, também, a 1ª equipe do Instituto Brasileiro de Estatística, ali ocupando cargos de relevo e chefia. Possuiu, além de outras insígnias, “Medalha de Guerra do Brasil” e a “Medalha de Santos Dumont”. Grande conhecedor do Esperanto. Membro efetivo da Academia Fluminense de Letras e membro honorário da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais. Líder católico, pensador, escritor e poeta.
Obra:
Para a Frente! Para o Alto! – 1986
Decálogos – 1984
Lembranças e Conceitos –
O bem, a verdade e a beleza, realidade na vida de Mário Augusto Teixeira de Freitas – 1972
Reminiscências de um esperantista – 1972
Discursos acadêmicos – 1978
Aquele meu professor – 1979
Pingos de verdade – 1980
Ramon Alonso Calleidoscópio – 1977
Aspectos de problema das vocações sacerdotais – 1980
Pai nosso que estais no céu – 1983
O estilo na comunicação – 1973
Punhado de fatos e idéias – 1976
Conceito e idéias do Padre Antonio Vieira (trechos corrigidos pelo autor) – 1977
Devaneios – 1981
Miscelâneas – 1982
Florilégio de idéias de Ramalho Ortigão – 1983
Ênfase na linguagem - 1982
Idéias em textos - 1983
Jóias em tercetos camonianos – 1983
Fonte:
VEADO, Wilson. Discursos Acadêmicos, 1978
NUNES, Mário Ritter. Para a Frente! Para o Alto!, 1986

Márcia Maria de Jesus Pessanha

Nasceu em Tócos, distrito do município de Campos. Filha de Renal Ribeiro de Jesus e Maria José Pacheco de Jesus. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Almirante Barroso, ingressando mais tarde na Escola Normal Nossa Senhora Auxiliadora (atual ISECENSA). Lecionou, inicialmente, em Campos.
Casando-se, foi para Niterói (RJ), onde continuou a lecionar e ingressou no curso de Filosofia da Universidade federal Fluminense (UFF). Formou-se em Letras (Português/Francês). Fez Mestrado e Doutorado.
Atualmente Márcia é Diretora da Faculdade de Educação da UFF, presidente do Cenáculo Fluminense de História e Letras, membro da Academia Guanabarina de Letras, da qual foi presidenta, da Academia Niteroiense de Letras, da Associação Niteroiense de Escritores (ANE) e do Grupo Mônaco de Cultura.
Obra:
Fatias do viver – 1998
Borboletrando – 1997
Estúdio de literatura infanto-juvenil (coautora) – 1983
Memorial de Tocos – 1995
Discursos acadêmicos – 2000
O memorialismo Epistolar “Uma resposta de leitura de cartas a Françoise” de Jorge Picanso de Siqueira – 2001
Agenda - Campos em fotos, prosa e versos (org.) – 2004
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2005
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2006
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) - 2007
Revista do Cenáculo Fluminense de História e Letras (org.) – 2008
Casemiro de Abreu, o poeta das primaveras - 2008
Fonte:
http://www.nitcult.com.br/marcia1.htm (Acessado em 21-11-2012)

Marly Guimarães Wisniowski de Paula Farias

Nasceu em Campos, mas desde menina vive em Niterói (RJ). Professora pública estadual aposentada, licenciada em Letras (Português/Inglês). Poetisa e trovadora começou a escrever no início dos anos 1970, mas só veio a ser conhecida literariamente em 1981. É membro correspondente das Academias Campista de Letras e Brasileira de Literatura, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Sociedade dos Homens de Letras do Brasil.
Tem trabalhos publicados em revistas das seguintes academias: Brasileira de Literatura, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e Academia Carioca de Letras. É verbete da Enciclopédia Brasileira de Literatura, sob a direção de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa.
Obra:
Enchendo horas vazias (poesias) – 1986
Castelos de areias (trovas) – 1986
A descendência de Manoel Crespo Guimarães – 1997
Revista da Academia Brasileira de Literatura (6 sonetos e 1 poema – Pág. 125) – 1996/97
Álvaro Faria, um vulto da Literatura no Brasil - 2005
Momentos Eternos – 2007
Fonte:
WISNIOWSKI, Marly G. Momentos Eternos, 2007

Marly F. de Oliveira

Nasceu em Apiacá (ES) em 11 de abril de 1936. Com 1 mês de nascida foi morar em Santo Eduardo, distrito de Campos, onde recebeu sua criação e formação. Formada pela Faculdade de Filosofia de Campos. Segundo o professor Walter Siqueira, que escreveu o prefácio de seu livro, “...As crônicas de Marly são, a bem dizer, retratos de sua própria vida, numa colagem mágica, formando molduras impressionantes pelo realismo ou pela fantasia, conforme as circunstâncias.”
Obra:
Crônica I – 1984
Fonte:
OLIVEIRA, Marly F. De. Crônica I, 1984

Marluce Guimarães Silva

Nasceu em Campos em 02 de dezembro de 1935. Filha de Rui Barbosa Modesto Guimarães e Maria Luiza Rebel Guimarães.
Formada pelo Liceu de Humanidades de Campos como professora no antigo curso Normal. Graduada em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC). Pós-Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em História do Brasil.
Atuou como professora de História do Liceu de Humanidades de Campos e professora titular de História do Brasil na FAFIC. Foi coordenadora de Estudos Sociais da Secretaria Municipal de Educação de Campos (SMEC).
Coordenou o projeto “Viajando pelos campos, descobrindo novas raízes” — projeto este que teve início em 1977, quando dos 400 anos de fundação da Vila de São Salvador. Parou por um tempo retornando junto à SMEC, Museu Histórico de Campos e Departamento de Turismo com o Projeto City Tour, na década de 1980/90. Este projeto tinha por objetivo a visitação de alunos da rede pública de ensino a prédios históricos de Campos. Coordenou o projeto “Poetizando a Educação”, onde, com um grupo da SMEC, contava histórias relacionando-as à história de Campos através de encenações.
Recebeu a “Medalha Tiradentes” pela ALERJ por trabalhos prestados à comunidade e uma homenagem da SMEC pelos trabalhos realizados naquele órgão, em 19/04/2012.
Obra:
Gente da Terra – Estudo sobre o Município de Campos 2ª ed. - 1987
Gente da Terra – 1 – Estudos sociais – 1ª série – Comunidade – 2ª ed. - 1992
Gente da Terra – 2 – Estudos sociais – 2ª série – A cidade: Bairro – 1ª ed. - 1992
Gente da Terra – 3 – Estudos sociais – 3ª série – Município de Campos dos Goytacazes – 7ª ed. - 1998
Estudos Sociais -3ª série - sudeste Brasileiro – 1º vol.
Estudos Sociais - 3ª série - sudeste Brasileiro – 2º vol. – 1975
Fonte:
A autora

Marilena Narcisa Guimarães Vianna

Nasceu em Campos. Pianista e compositora, dedicou-se à musica desde os nove anos de idade.
Foi membro integrante da Associação de Jovens Compositores de São Paulo, fundada por Yves Rudner Schmidt e premiada com medalha de ouro em concurso de piano no Conservatório Dramático e musical de São Paulo, onde fez parte do corpo docente durante 13 anos.
Em 1960, Marilena passou a compor letras e músicas gravadas por intérpretes famosos da MPB, que foram sucesso em todo o Brasil, alem de serem apresentadas em um programa de televisão semanal, intitulado “Marilena compôs pra você”.
Desde 1980 a autora dedica-se à poesia expressando em seus poemas as paixões e ironias da vida.
Participou da Antologia Poética de Pinheiros volume X (1991), com duas poesias inéditas.
Participou, também, do 2º Concurso de Poesia do Jornalo Cultural Poemagia, sendo classificada comol “Destaque Especial” com a poesia “É hora de espera”, registrada na Biblioteca Nacional como obra literária.
Obra:
Quando o mundo ouvir seu canto – 1990
Nua mente nua – 1991
Fonte:
VIANNA, Marilena Narcisa Guimarães. Nua mente nua, 1991

Marúcia de Oliveira

Nasceu em Campos. Colaborou na imprensa campista. Cronista, escritora e autora de romances. O romance “O mundo é pouco para um coração” foi muito elogiado através da revista "Planície" por vários críticos literários da época, tais como: Tristão Athayde, Maria Eugênia Celso, Eunice Weaver, Godofredo Tinoco, entre outros.
Obra:
Fragmentos da vida – 1940
O mundo é pouco para um coração – 1945
Fonte:
Revista Planície Vol. V – setembro de 1945

Nelson Pereira Rebel

Nasceu em Campos no dia 04 de setembro de 1902 e faleceu no dia 13 de outubro de 1956, aos 55 anos de idade. Filho de João Antonio Rebel Filho e Ana Pereira Rebel.
Nelson desde a infância se revelou muito estudioso, por este motivo foi, desde bem novo, encaminhado para o Grupo Escolar João Klapp, passando, a seguir para o colégio de dona Iolanda Hamberger. Já alfabetizado passou a ter aulas com dona Branca Cardoso para se preparar no vestibular do Liceu de Humanidades de Campos. Em 1914 passou a estudar naquela instituição de ensino.
Após o término do curso, matriculou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Com muito sacrifício sua família pode mantê-lo por um tempo, em condições mínimas, na então capital da República, onde fora residir em casa de família como pensionista.
Mas as coisas pioraram e Rebel foi morar na casa de um tio em Santa Rosa, Niterói (RJ). Todo dia pegava a barca e atravessava para o Rio. Destacava-se por sua dedicação e inteligência junto aos professores. A seguir deixou Niterói e foi morar na casa de seu amigo Rossine Nolasco.
Adoentado e em dificuldades financeiras, o pai de Rebel o convoca a voltar para sua terra natal e se dedicar ao comércio da família, já que lhe faltavam os recursos para prosseguir com os estudos. A família se uniu novamente e com um esforço maior Nelson pode dar continuidade aos seus estudos.
Nas horas de folga, Rebel convivia com o escritor Coelho Neto, que o recebu em sua casa, tornando-se familiar e amigo dileto, estimado por todos da família, como fora, também, do douto casal Bevilacqua, onde absorvia as lições e palavras eruditas do mestre civilista.
Em 4 de novembro de 1922 recebe a notícia da morte de seu pai. Mesmo com grande dificuldade, decide concluir o curso. Em 1926 finalmente recebe o diploma de bacharel em Direito.
Pensando em sua família, Rebel retorna a Campos, onde monta seu escritório de advocacia e passa a ser o defensor dos pobres. Um tempo depois foi convidado para ser responsável pelo setor jurídico da prefeitura. Mais tarde se tornou procurador da prefeitura e inspetor federal do Ensino Comercial.
Com a credencial de professor de Direito na Escola Clovis Bevilacqua, da qual foi um dos fundadores, o Governo convida-o a dirigir o Departamento de Educação do Estado.
Casou-se com Zilá Peixoto Pereira Rebel e continuou cuidando de sua mãe e irmãs. Nelson e dona Zilá tiveram três filhos: Cleia, Sandro e Icléia.
Foi professor e diretor do Liceu de Humanidades de Campos e da Escola Normal.
Advogado, jurista, político e professor, dr. Rebel foi o primeiro presidente da recém fundada Academia Campista de Letras, em 15 de julho de 1939, onde figuravam intelectuais de renome tais como: Gastão Machado, Godofredo Nascente Tinoco, Barbosa Guerra, José Landim, Rinaldi Antunes, Rogério Gomes de Souza, Alberto Lamego e Lamego Filho.
Pereira Rebel foi eleito para a Academia Fluminense de Letras, para ocupar a cátedra de Quintino Bocaiuva, mas não chegou a tomar posse de sua cadeira.
Eleito deputado constituinte, ocupou a presidência da Assembleia Estadual (Alerj), em 1945. Ocupando, em seguida, a Procuradoria Geral do Estado, onde procurava aplicar a lei com justeza, dessa forma contrariando interesses de muitos. Porém, através de atos oficiais publicados, recebe a notícia de ser demitido "a pedido" do cargo de procurador geral do Estado. Como seu último emprego, foi Rebel conduzido à advocacia da Caixa Econômica Federal.
Nelson Pereira Rebel foi um apaixonado de Azevedo Cruz, ocupou, na ACL, a cadeira que tem como patrono este ilustre poeta campista e autor de "Amantia Verba", poema que exalta a sua terra natal. No entanto, Nelson não teve tempo de se dedicar ao estudo sobre o poeta e sua obra não se realizou.
Obra:
Questão criminal (Arlindo P. Humberto Pacheco) – 1936
Discurso – Proferido na solenidade da promulgação da Carta Magna Fluminense – 1947
Saudação (ao Dr. Heitor Camillo, em 26/09/32 Hotel Flávio) – 1937
Ética profissional (Conferência realizada na Escola de Direito Clovis Bevilaqua – 1938
Ruy em Haia (Discurso em 09/11/49, na Assembléia) – 1954
Processo criminal Dr. Alberto Senra Filho – 1938
Memorial na Ação da Reclamação – Sebastião O. contra a Prefeitura Municipal de Campos - 1938
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1988.
AMORIM, Carlos. Em memória de Nelson Pereira Rebel, 1956.

Nilo Peçanha

Nasceu no dia 02 de outubro de 1867, em Morro do Coco, distrito do município de Campos dos Goytacazes (RJ), e faleceu em 31 de março de 1924. Filho de Sebastião de Souza Peçanha e Joaquina de Sá Freire Peçanha. Seus pais eram pequenos lavradores. Com os filhos já nascidos, resolvem se mudar para a cidade adquirindo aqui uma padaria.
Nilo, ainda menino, ao mesmo tempo que ajudava o pai na padaria, se preparava para ingressar no Liceu de Humanidades de Campos. Ali cursou um ano, logo sendo transferido para a cidade do Rio de Janeiro, onde terminou o curso de Humanidades no colégio Alberto Brandão.
Iniciou seus estudos superiores na Faculdade de Direito de São Paulo e os terminou na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais.
Regressa a Campos, onde começa a advogar aos vinte anos de idade.
Abraçou com entusiasmo a questão abolicionista e republicana, onde foi propagandista ardoroso da mesma.
Deputado, Senador, Presidente do Estado do Rio de Janeiro (duas vezes), vice- presidente da República na chapa de Afonso Pena. Assumiu a presidência da República por dez meses com a morte de Pena. Foi Ministro das Relações Exteriores.
Foram mais de trinta anos de vida pública.
Publicita, orador eloquente, escritor, parlamentar, administrador.
Morreu pobre aos 57 anos, na cidade do Rio de Janeiro.
“A vida de Nilo foi curta, mas fecunda; mais cheia de obras que de dias.” (Muniz Sodré)
Obra:
Impressões da Europa (Suíça, Itália, Espanha) – 3ª edição – 1954
Discursos parlamentares (seleção para introdução de Celso Peçanha) – 1988
Política, Economia e Finanças – 1922
Fonte:
Revista da Academia Campista de Letras, 2009.
Carvalho, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1985.

Paulo Tonelli

Nascido e criado na capital de São Paulo, Tonelli é descendente de italianos chegados ao Brasil em 1920 e radicados no município de Ribeirão Preto. Vinte anos mais tarde eles se tranferiram definitivamente para a capital, em busca de melhores oportunidades para o comércio.
Concluiu seus estudos em são Paulo especializando-se em Marketing e iniciou carreira aos 25 anos, ocupando funções de destaque em empresas nacionais e multinacionais. Em 1970 começou a se dedicar ao comércio exterior, fixando-se no Rio de Janeiro 10 anos depois. Por imposição do trabalho veio para Campos em 1987 e, ao conhecer o Farol de são Thomé, apaixonou-se e ficou em definitivo.
Obra:
O cio da terra – experiência vividas e sentidas – 1989
Fonte:
OLIVEIRA, Ineida Maria de. Jornal "A Cidade" – Cultura – 09/12/1991

Severino Lessa

Força do amo
“Nunca mais te amarei _ disse e parti feliz,
Nunca mais te amarei _ tu disseste contente,
E muito tempo assim andamos nós, ausente
Eu de ti, tu de mim, conforme a sorte quis.”
Nasceu em Campos em 30 de outubro de 1885 e faleceu em 13 de novembro de 1930, aos 45 anos, na cidade do Rio de janeiro, onde foi sepultado.
Era filho de Ignacio Antonio da Cunha Lessa e Isabel de Souza Lessa.
Formou-se em medicina vindo atuar em sua cidade como médico humanitário, em especial. Além de médico, Lessa, era um industrial, cientista, poeta e jornalista, contribuindo de forma crítica opinando em todos os jornais da cidade sobre os problemas administrativos, políticos e sociais de sua gente. Seus trabalhos encontram-se na Biblioteca Nacional e nos boletins da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, da qual foi um dos seus fundadores e vice-presidente.
No governo municipal de Campos atuou como Diretor de Higiene e teve vários mandatos como vereador.
Como industrial foi proprietário da usina Pau de Ferro, mudando-lhe o nome para Santa Isabel, em homenagem à sua mãe. Posteriormente a vendeu para o Sr. José Carlos Pereira Pinto.
Segundo seus biógrafos, Lessa, que tinha tudo para ser um homem de sucesso, não foi feliz no amor e nem nos negócios. No final de sua vida, ainda novo, abandonou a profissão de médico, perdeu a fortuna em negócios malfeitos e teve seu lar desfeito numa tragédia.
Obra:
Polêmica Médica – Polêmica com Álvaro de Lacerda – 1913
Como resolver o problema do Mosaico em Campos – 1928
A água potável e o abastecimento de Campos (These) – 1909
O charlatanismo e a liberdade de profissão – (separata do Boletim da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia)
Fonte:
CARVALHO, Waldir Pinto de. Gente que é nome de rua, 1988;
Revista da Academia Campista de Letras.

Raymundo Magalhães Júnior

Nasceu em Ubajara (Ceará), em 12 de fevereiro de 1907, e faleceu, no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1981. Filho do jornalista Raimundo Magalhães. Fez seus estudos na sua cidade natal e em Campos, para onde se transferiu aos 17 anos. Aqui cursou Humanidades e deu início a sua carreira de jornalista, no jornal “Folha do Comércio”, onde atuava como redator-chefe ao se transferir para o Rio em 1930.
Na imprensa do Rio, foi secretário de “A Noite Ilustrada”, fez parte do grupo fundador do “Diário de Notícias”, diretor das revistas “Carioca”, “Vamos Ler” e “Revista da Semana” e redator de “A Noite” desde 1930.
Como correspondente no estrangeiro, foi mandado pelo jornal “A Noite” ao Paraguai durante a Guerra do Chaco, tendo escrito reportagens que foram simultaneamente transcritas em jornais de Assunção (Paraguai) e La Paz (Bolívia). Em missão jornalística passou três anos nos Estados Unidos. Foi assistente especial do escritório do Coordenador de Assuntos Interamericanos, que era então Nelson Rockefeller, posto em que permaneceu de 1942 a 1944. Colaborou no ‘The New York Times’, ‘Pan-American Magazine’, ‘American Mercury’ e ‘Theatre Arts’. De volta ao Brasil, participou da redação da revista ‘Brazilian-American’, que então se publicava em inglês no Rio de Janeiro.
Na política, assinou o Manifesto da Esquerda Democrática, que se converteu, em seguida, no Partido Socialista Brasileiro, pelo qual, em 1949, foi eleito vereador à Câmara do Distrito Federal, sendo reeleito em 1954.
Como autor teatral, escreveu mais de três dezenas de revistas, comédias e peças dramáticas. Foi membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e seu diretor desde 1959 até o seu falecimento.
Foi também conselheiro do Serviço de Defesa do Direito Autoral. Participou dos Congressos Internacionais de Direito Autoral de 1952, em Amsterdã (Holanda), e de 1969, em Viena (Áustria). Foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Associação Brasileira de Tradutores.
Era um incansável pesquisador, e do seu trabalho de pesquisa resultaram várias biografias, antologias, dicionários, ensaios e, sobretudo, os volumes da obra esparsa de Machado de Assis: ‘Contos sem data’, ‘Contos esparsos’, ‘Contos avulsos’, ‘Contos e crônicas’, ‘Contos de Lélio’ e ‘Diálogos e reflexões de um relojoeiro’. Machadiano perspicaz procurou determinar uma série de revelações sobre o autor de Dom Casmurro.
Obteve vários prêmios literários, entre os quais o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro, em 1940; o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal (1972); o Prêmio Juca Pato, como o "Intelectual do Ano", da União Brasileira de Escritores (1974). Antes de seu ingresso na Academia, obtivera os Prêmios Artur Azevedo (teatro), em 1945; José Veríssimo (ensaio e crítica); Carlos de Laet (crônica), em 1945; Prêmio Sílvio Romero (ensaio), em 1953.
Era membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e sócio correspondente dos Institutos Históricos e Geográficos de São Paulo e do Ceará.
Ocupou a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de agosto de 1956 na sucessão de Aquino Correia.
Obra:
Vila Rica – peça em 4 atos – 1945
O Imperador galante – 1946
Três panfletários do 2º Reinado – 1956
Europa 52 – 1953
Idéias e imagens de Machado de Assis – 1956
O Império em chinelos – 1957
Dicionário de provérbios e curiosidades – 1960
Machado de Assis – desconhecido – 1955
O Fabuloso Patrocínio Filho – 1ª e 2ª edição – 1957 E 1972
D. Pedro II e a Condessa de Barral – 1956
Artur Azevedo e sua época (3ª ed) – 1966
As mil e uma vidas de Leopoldo Fróes – 1966
O conto da vida burocrática – 1960
Rui: o homem e o mito – 1964
A vida turbulenta de José do Patrocínio – 1969
O Capitão dos Andes – 3ª ed. – 1971
Canção dentro do pão – 1973
Impróprio para menores – 1934
Poesia e vida de Cruz e Souza – 3ª edição – 1975
Antologia de humorismo e sátira – 2ª edição ampliada – 1957
Poesia e vida de Augusto dos Anjos – 2ª edição – 1978
José de Alencar e sua época – 1977
A vida vertiginosa de João do Rio – 1978
Machado de Assis, funcionário publico (no Império e na República) – 1958
Martins Pena e sua época corrigida e ampliada – 2ª edição – 1972
A maior mistificação da imprensa brasileira –
Seleções de contos fluminenses – 1967
A vida e obra de Machado de Assis - vol.3 – maturidade - 1981
Fonte:
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/biografias/magalhaesjunior.htm (acessado em 29/08/2011)

Tamara Araújo Vieira Sarmet Moreira Smiderle

Tendo nascido em Campos (RJ) aos 12 de março de 1999, escreveu sua primeira obra de ficção aos 11 anos de idade: o romance "Sem chão", que viria a ser publicado dois anos depois, em dezembro de 2012, pela Editora Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. O lançamento se deu por ocasião da VII Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes (RJ), quando a autora, então aos 13 anos, tornou-se provavelmente a mais jovem campista a ter uma obra publicada.
Filha de Carlos Gustavo Sarmet Moreira Smiderle e Dilcéa de Araújo Vieira Smiderle, Tamara experimentou intenso contato com o mundo da literatura desde cedo. Mensalmente, por sugestão de sua avó paterna, Jeanne Sarmet Moreira Smiderle, a família se reúne para um sarau, onde são recitados textos já publicados, de autores consagrados, ao lado de poemas dos próprios participantes. Tendo uma produção própria desde tenra idade, quase toda disponível no blog pessoal Um dia solitário, Tamara teve um de seus poemas premiado com o primeiro lugar no II FestCampos de Poesia Estudantil Falada, em 2012: “Casa dos tempos”.
Por ocasião da publicação do romance "Sem chão", Tamara cursava o último ano do ensino fundamental no Liceu de Humanidades de Campos, onde se matriculara desde a quinta série (sexto ano). Antes, estudara no Colégio Batista Fluminense, no Carrossel, no Sesi e no Cepavi. Tamara também integrou a equipe de vôlei mantida pela Prefeitura Municipal de Campos (Fundação Municipal dos Esportes) que disputou em 2012 o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro na categoria infantil.
Atualmente Tamara cursa o 3º ano do ensino médio integrado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFF Campos - Campus centro) e joga na equipe de vôlei da instituição. É campeã, pela equipe e por três vezes consecutivas, do campeonato nacional entre IFFs: Em 2013, em Foz do Iguaçu (PR); em 2014, em Natal (RN) e em 2015, em Goiânia (GO).
Obra:
Sem chão - 2012
Fonte:
A autora

Vilmar Ferreira Rangel

Nasceu em Campos a 13 de março de 1937. Filho de Vicente Marins Rangel e Maria Ferreira Marins.
Cursou o primário no Colégio Eucarístico, o ginásio no Ginásio São Salvador, o científico no Colégio Batista Fluminense (todos em Campos) e Colégio Felisberto de Menezes (antigo estado da Guanabara) e Direito na Faculdade de Direito de Campos.
É jornalista, relações públicas, agenciador de propaganda e funcionário público federal (aposentado).
Ao longo da carreira, exerceu a função de oficial administrativo da E.C.T, assessor de imprensa da Coperflu e da Cooperleite, contato da agência de propaganda “Nova Campos”, professor de cursos de Comunicação Social na Faculdade de Filosofia de Campos (atual UNIFLU), no Sesc e no Senac.
Primeiro sócio eleito da Academia Pedralva Letras e Artes (1952), sócio fundador do núcleo de Campos da União Brasileira de Escritores, sócio fundador do Clube de Poesia de Campos e dirigiu o suplemento literário do jornal “Folha do Povo” (décadas de 1950 e 1960).
Exerceu a função de crítico de cinema em Folha do Povo (1961-1962).
Vencedor do prêmio “Almir Soares”, da Academia Pedralva Letras e Artes, por três anos consecutivos, com crônicas e poesias.
Desde o ano 2000 é membro da Academia Campista de Letras (ACL).
Lançou, com Joel Melo e Prata Tavares, em 1958, o movimento “Sintetismo Espácio-Temporal”, na linha do neoconcretismo.
Foi um dos fundadores e presidiu a Câmara Junior de Campos, instituição que fundou o Clube de Diretores Lojistas de Campos (1963) e a APOE (Associação de Proteção e Orientação dos Excepcionais de Campos).
Atuou como repórter, locutor, noticiarista e produtor nas rádios Cultura, Continental, Campista Afonsiana e Campos Difusora.
Como colaborador, publicou crônicas e artigos durante vários anos nos jornais “A Notícia”, “O Dia”, “Monitor Campista”, “Segunda-feira”, "A Cidade" e “Folha do Comércio”.
Foi repórter profissional dos jornais “Folha do Povo” e “Folha do Comércio”, além de editor geral do “Monitor Campista”. Foi também diretor da sucursal de Campos de “O Fluminense”.
É diretor do Orfeão de Santa Cecília e um dos membros fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de Campos (2014).
Atualmente exerce atividades como pesquisador e ativista cultural, dedicando-se especialmente à recuperação e à preservação dos monumentos, bustos, hermas e marcos do município de Campos.
Obras:
Distâncias (com pseudônimo de Lucio Rangel) – 1953
Norte e Sul – crônicas (com pseudônimo de Lucio Rangel e em parceria com Pedro M. Rangel) – 1954
Quatro poemas de amor para uma noiva – 1959
Seis poetas - 1959 - Antologia da Academia Pedralva Letras e Artes - participação.
Alumbramento – 2000
Alumbramento – 2ª edição – Editora ACL - 2004
Dança entre dorsos tensos (Ed. ACL) – 2010
Dança entre dorsos tensos (Ed. do autor) – 2010
Fonte:
O autor

Vitor Menezes

Nasceu em Campos em 11 de julho de 1974. Jornalista formado pela antiga Faculdade de Filosofia de Campos, atual Uniflu. Mestre em Sociologia pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro). Trabalhou em jornais regionais e atualmente é professor do curso de Jornalismo do Centro Universitário Fluminense (Uniflu) e jornalista do Departamento de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte FLuminense (Sindipetro-NF). Foi diretor do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro e do Forum Nacional de Professores de Jornalismo. É presidente da Associação de Imprensa Campista (gestão 2013-2015). Na área literária, teve contos premiados em duas edições do "Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho" (Campos, RJ), e um conto premiado na primeira edição do "Prêmio da Livraria Asabeça" (São Paulo).
Obra:
Antologia - I Prêmio Literário Livraria Asabeça - Conto “A Volta do Coronel Ponciano” - (Scortecci) - 2003
Contos da Terra Plana (FCJOL) - 2007
Daqui desse lugar - 100 artigos sobre jornalismo, política e pertencimento (E-pappers) – 2007
Fonte:
O autor

Walter Siqueira (professor)

“A gente, quando envelhece
E sente a vida fugir,
Faz da saudade uma prece
Entre o chorar e o sorrir.”
O professor Walter nasceu em Quissamã (RJ), antigo distrito de Macaé, a 18 de maio de 1928 e faleceu em 20 de julho de 2003. Filho de José Pereira de Siqueira e Maria Gomes de Siqueira.
Residiu em Macaé, onde fez seus primeiros estudos. Mudou-se-se para Campos em 1944, quando ingressou no Colégio São Salvador, vindo a concluir neste estabelecimento de ensino o curso ginasial, em 1947. Passou pelo Liceu de Humanidades de Campos, sem terminar o curso clássico, que teve inicio em 1949. De 1949 a 1952, estudou e ao mesmo tempo lecionou, por se destacar como um ótimo aluno, na Escola Técnica de Comércio Pedro II, ex-Academia de Comércio de Campos. Concluiu o curso Técnico de Contabilidade no Instituto Rui Barbosa. Conseguiu registrar-se em Geografia do Brasil, mediante exames de suficiência prestados na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro (1950). Entrou para o serviço público, em 1952, aprovado em concurso público. Aposentou-se como agente administrativo do Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), agência Campos.
Exerceu o jornalismo profissional, tendo sido redator, revisor, secretário e diretor de vários jornais da região.
Teve uma vida literária intensa. Foi professor, jornalista, poeta, trovador e escritor. Era o polo catalisador das atividades literárias dos outros centros. Para ele convergiam os livros, os artigos, as cartas, os lançamentos de livros, convites de eventos culturais, livros para prefaciar, revisar e as noticias literárias proveniente de todas as partes do Brasil e até de outros países. Era uma espécie de "Embaixador da Cultura".
Fundou com Almir Soares e Pedro Manhães, em 1947, a Academia Pedralva Letras e Artes, onde ocupou a cadeira que tem Silvio Fontoura como patrono. Pertenceu à Academia Campista de Letras, cadeira Obertal Chaves, tendo sido seu presidente.
Fundou, em 1952, com Antônio Weindler e Constantino Gonçalves, o Instituto Campista de Literatura. Fundou e foi membro correspondente de várias academias do país, da região e de Tolosa, Argentina.
Obteve o “Prêmio Alberto Lamego” da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), com a obra “Subsídios para um dicionário geográfico do município de Campos.”
Obra:
Canções de amor e de saudade – 1948
Seis poetas, “Hora absoluta” – 1959
Oito trovadores (trovas) – 1960
Narcisa Amália (poema) – 1960
Cantigas do amanhecer – 1961
Vitral de Outono – 1962
Seis prosadores, “O Suicida” – 1962
Depois do Eclipse – 1965
Praia azul – 1975
Conceição de Macabu – 1976
Coroa de sonetos – 1976
Raimundo S. de Araújo (posse na Academia Campista de Letras) – Vol. I e II - 1979
Os caminhos da morte - 1981
Sonetos de Amor sem fé – 1983
Uma canção para Leila – 1984
Inventário de Sombras – 1985
Cidade de Alegre (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Natal - (organizador da Coletânea) – 1981
O tema é Infância - (organizador da Coletânea) – 1982
O tema é Liberdade - (organizador da Coletânea) – 1983
Cantigas de Pierrot – 1979
Rosas de abril (poesias) – 1959
O tema é perdão (organizador) – 1992
Cadeia de sonhos e outros – 1982
Oração maçônica I – 1982
O poder do verbo (prosa) – 1993
Sons e sonetos – 1993
Sinfonia da noite (soneto) – 1993
Amor e outros temas – 1979
O município de Campos na Enciclopédia Bloch (resumo) – 1972
Colar de Trovas (uma parceria com Sônia Vasconcelos) – 1984
O Tema é saudade (organizador da coletânea) – 1985
Campos, cidade e município (organizador da coletânea) – 1985
O tema é esperança (organizador da coletânea) – 1986
Natal de 1986
Sonetos Edição de International Writers Association – 1987
O tema é sonho (organziador da coletânea) – 1987
Sonhos e presságios (sonetos) – 1988
Soneto a quatro mãos – 1988
Sonetos da Devoção – 1988
Eloy Ornelas
Mucio da Paixão (momento cultural) – 1970
Azevedo Cruz (momento cultural - nº 2, 18 19 a 24) – 1970
Evangelho de mágoas (sonetos) – 1990
O tema é caridade (organizador da coletânea) – 1990
Vendaval de rosas (sonetos) – 1991
Fonte:
Biblioteca Welligton Paes