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Sáb, Dez

 

Emugle

A Escolha Municipal de Gestão do Legislativo recebeu dois eventos nesta quinta-feira (28): reunião aberta do Instituto Geográfico e Histórico de Campos dos Goytacazes (IHGCG) para escolha da data da cidade de Campos dos Goytacazes e a mesa de debate “O porquê de essa gente ser nome de rua”. A programação faz parte da terceira edição do Festival Doces Palavras.

Mediada por Antonio Carlos Ornellas Berriel, a mesa teve como debatedores o jornalista e escritor Vilmar Rangel e o presidente do IHGCG, Genilson Soares. Antonio Carlos apresentou um panorama histórico da ocupação urbana do município. “As ruas são, no Brasil, uma construção historicamente recente. No início do século XVIII, o nome da rua era de alguma morador importante ou algum acontecimento histórico. Chegando ao século XIX, chegou a necessidade de melhor organização das ruas que foram usadas historicamente para homenagear poderes”, explicou.

Genilson Soares abordou curiosidades sobre nomes de ruas. “Temos que fazer um resgate da nossa história e trajetória da nossa cidade”, disse, lembrando que as maiores referências para nomear logradouros são nomes de antigos políticos, países, flores e pedras preciosas, sentimentos, santidades da Igreja Católica e fatos históricos. Ele também falou sobre a dificuldade provocada pela mudança do nome das ruas por trechos da extensão.

O livro “Gente que é nome de rua”, de Waldir Pinto de Carvalho, foi apresentado por Vilmar Rangel, que também falou sobre a troca de nomes de logradouros sem assessoramento das instituições e sem consulta ao Legislativo. “Quando você quer homenagear pessoas, é necessário um projeto, é preciso fazer uma justificativa”, disse. Além disso, o escritor lembrou que a Câmara possui outras formas de homenagear personalidades, por meio de honrarias.

Reunião aberta - Nesta quinta-feira (25), às 18h, a Emugle também foi sede da reunião aberta do Instituto Geográfico e Histórico de Campos dos Goytacazes (IHGCG), para escolha da data da cidade de Campos dos Goytacazes. O presidente do Instituto, Genilson Soares, explicou que 28 de março de 1835 não contempla a trajetória histórica de Campos. Por isso, outras datas histórica foram colocadas em votação para que os sócios escolhessem a que melhor representasse o município. Foi eleita a data de 1º de janeiro de 1653, que marca a ata da primeira Câmara de Campos. De acordo com Genilson Soares, a data - embasada com bibliografia e documentos - será enviada à Câmara com intuito de subsidiar futuro Projeto de Lei que possa ser apreciado pelos vereadores.

*Por Ascom Câmara Campos