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A Câmara de Vereadores de Campos realizou nesta sexta-feira (6), a Audiência Pública sobre Oncologia, com o tema "Quem tem câncer, tem pressa", requerida pelo vereador Miguelito (PSL), onde foram discutidas medidas para melhorar o atendimento a pacientes de câncer no município. Participaram do evento convidados da área de saúde do município e da região, além das vereadoras Josiane Morumbi (PRP) e Linda Mara (PTC).

O vereador Miguelito explicou que não é a primeira vez que traz o assunto ao plenário da Câmara. Para ele, é preciso discutir, trazendo experiências e propostas que possam favorecer os pacientes. “Nosso objetivo é discutir sobre aquilo onde precisamos avançar no tratamento de oncologia no nosso município. Temos aqui convidados de outros municípios que podem contribuir, assim como Campos pode também auxiliar outras cidades”, disse.

A vereadora Linda Mara (PTC) compartilhou a experiência que teve na própria família. “Todo mundo tem aqui algum parente, algum amigo ou conhecido que já teve câncer. Eu já passei por isso, pois perdi minha mãe muito nova, aos 48 anos, vítima desta doença”, disse. Para a vereadora, é preciso disseminar informações a respeito do câncer. “Todo mundo tem que se envolver e eu quero dar sempre minha contribuição. A informação precisa chegar principalmente àquelas pessoas que estão lá na ponta”, concluiu.

Já a vereadora Josiane Morumbi (PRP) lembrou a campanha Outubro Rosa. “Nesse mês, a gente intensifica a prevenção contra o câncer de mama. Quero destacar que o acompanhamento psicológico e da equipe multidisciplinar é extremamente importante para o tratamento oncológico”, afirmou.

O médico Carlos Henrique Paes destacou que a oncologia de Campos demonstrou avanço nos últimos anos. “Temos acompanhado uma evolução significativa no tratamento de oncologia em Campos”, disse. O profissional ainda ressaltou que é preciso aumentar o número de exames de prevenção. “Em relação ao câncer de mama, a mulher precisa ter acesso maior ao exame de mamografia que vai fazer o diagnóstico precoce. Precisamos de oferta maior de exames preventivos na rede básica”, explicou.

Representando o Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella, o diretor e médico Sérgio Dias apresentou a experiência realizada no atendimento oncológico daquela unidade de saúde, que é referência de atendimento. “O paciente já chega debilitado de saúde e de estrutura. Na unidade, nós temos que estar preparados para recebê-lo e atendê-lo”, afirmou.

O Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) e a Faculdade de Medicina de Campos foram representados pelo oncologista Frederico Paes Barbosa. Ele lembrou a luta histórica do município contra o câncer, que marcou a origem do HEAA. “Não podemos esquecer a Liga Campista e Norte Fluminense de Combate ao Câncer, criada em 1958, com pessoas de Campos comprometidas com essa luta. Ela que deu origem ao HEAA”, disse. O especialista explanou sobre o atendimento oncológico na unidade hospitalar.

A representante do curso de Odontologia do Centro Universitário Fluminense (Uniflu), Leila Corrêa Barreto Siqueira, explicou que instituição possui projetos com pacientes oncológicos. “A equipe odontológica entra como apoio importante no tratamento e na prevenção do câncer da cavidade bucal. É importante para o paciente que o dentista possa participar durante todo o tratamento, até amenizando ou evitando sequelas”, disse.

Também do Uniflu, Hermes Ferreira apresentou os projetos realizados pela instituição no tratamento oncológico, explicando que a odontologia atua em várias áreas. “Temos que entrar junto com o oncologista no tratamento, realizar exames, fazer acompanhamento do paciente durante todo o processo”, explicou.

Atuando no Núcleo de Controle e Auditoria da Secretaria de Saúde de Campos, Paulo César explicou que estão sendo realizadas auditorias das unidades básicas de saúde do município. “Não há de se falar em prevenção e em tratamento oncológico se a gente não fortalecer a atenção básica. É uma forma de prevenção das patologias apresentadas aqui e também de dar resolutividade principalmente aos hospitais que oferecem o tratamento oncológico”, concluiu.

 

*Por Lohaynne Gregório - Ascom Câmara Campos