Sidebar

18
Ter, Fev

 

Geral

A preservação do patrimônio arquitetônico campista e o uso desses espaços foram discutidos nesta segunda-feira (25), na mesa de debate que aconteceu na Escola Municipal de Gestão do Legislativo (Emugle). Mediada pela historiadora e diretora do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, Rafaela Machado, a discussão fez parte da programação da terceira edição do Festival Doces Palavras.

Compuseram a mesa de debate, ainda, a historiadora Simonne Teixeira (UENF), o arquiteto e urbanista Humberto Neto (IFF), a historiadora Larissa Manhães (APM), e o membro do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campos (Coppam), Rodrigo Porto.

Iniciando a discussão, foi exibido o episódio inédito do programa da TV Câmara, Pílulas da História, sobre Solar do Colégio – prédio histórico atualmente sede do Arquivo Público Municipal. Entre os aspectos abordados, foi destacada a capela de Santo Inácio e Nossa Senhora da Conceição construída em 1652. “O principal objetivo era catequisar os índios da nossa região. É o edifício mais antigo de Campos ainda de pé”, explicou Rafaela Machado, apresentadora do programa.

“Hoje, o Solar do Colégio e a capela de Santo Inácio e Nossa Senhora da Conceição são utilizados como Arquivo Público Municipal. A ideia é utilizar esse lugar para resgate da memória, da identidade e da história de um povo, principalmente do Norte Fluminense. É um lugar de valorização desses itens”, concluiu Rafaela Machado.

O arquiteto e urbanista Humberto Neto abordou a situação geral dos imóveis do município. “Nós temos o Solar da Baronesa do Muriaé que nos anos 60, devido a uma enchente, chegou ao mesmo fim que o Solar do Colégio, servindo como cortiço e degradado quase à sua ruína total”, disse. Ele também falou sobre a descaracterização dos patrimônios já tombados. “Nossa política de preservação do patrimônio histórico é lamentável e essa é uma reflexão seríssima”, afirmou.

A historiadora Simonne Teixeira falou sobre o tombamento do Solar dos Airizes que, segundo informou, deveria abrigar a pinacoteca de Alberto Lamego, pertencente ao Estado. “Talvez fosse uma possibilidade que outros espaços da nossa cidade abrigassem esse acervo. Poderia se pensar em reabilitar algum espaço para essa finalidade”, disse.

Conselheiro do Coppam, Rodrigo Porto falou sobre a atuação do órgão e as atribuições do arquiteto e urbanista. “No patrimônio, existe a teoria do ideal e a realidade. Entre eles, há uma distância tão grande que nada funciona na prática. O Coppam é a ponta da lança, a forma mais prática de se estar tomando providências, seja em uma fiscalização ou em um estudo”, concluiu.

Durante todo o debate, os interessados puderam interagir com perguntas e sugestões. Ao fim das explanações, os palestrantes acordaram em criar uma pauta sobre a discussão, além de uma frente de propostas para os próximos meses com o objetivo de dar continuidade às ideias apresentadas.

Confira a programação da Câmara Municipal na terceira edição do FDP!:

Data: 28/11/2019
Horário: 09h
Local: Plenário
Palestra: Qual a conexão entre a Câmara Municipal e o Museu Histórico de Campos dos Goytacazes?
Palestra com a historiadora e gerente do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes, Graziela Escocard.

Data: 28/11/2019
Horário: 18h
Local: Emugle 
Escolha da data da cidade de Campos dos Goytacazes – Reunião aberta do Instituto Histórico e Geográfico de Campos sobre a data de aniversário de Campos