Sidebar

28
Sáb, Mar

 

Geral

Foi aberta na tarde de ontem (1º), no foyer do Palácio Nilo Peçanha, a exposição “Restauração de Documentos da Câmara Municipal de Campos”. Nela, o visitante poderá apreciar atas datadas dos séculos XVIII, XIX e XX, que contam a história política, econômica e cultural do município. Na ocasião foram lançados os cursos de Paleografia e Restauração de Documentos, que serão ministrados pela Empresa Municipal de Gestão do Legislativo (Emugle). A mostra ficará no foyer até 12 de dezembro. O horário de visitação é das 9h às 17h.

Durante sessão solene de abertura da exposição, realizada no plenário Álvaro Barros Vidal, o diretor de projetos da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Carlos Freitas, responsável pela restauração das atas, explicou como foi feito esse resgate histórico. As pesquisas ficaram a cargo das historiadoras Maria Waleska Almada e Rafaela Machado. Já o processo de digitalização está sendo feito por Mônica Arêas.

O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, explicou que a preservação histórica e cultural é um dos compromissos da atual administração. “É a primeira vez que um acervo desse porte é restaurado e digitalizado. É mais uma contribuição da Câmara para o resgate da sua memória”.

Carlos Freitas ressaltou a importância da iniciativa da Câmara. “É raro uma Câmara nesse país realizar um trabalho de preservação como este. São livros antigos, documentos valiosos de várias administrações que passaram pela Casa de Leis”, disse ele, destacando que, até 1910, o trabalho do Executivo e Legislativo era feito em conjunto.

“Esse trabalho será objeto de pesquisa para daqui a 50 anos e dará longevidade aos documentos, que se deterioram com o tempo. Estamos fazendo um resgate fiel do que se discute nesse plenário”, afirmou.

Mônica Arêas, responsável pela digitalização dos documentos, disse que as atas da Câmara, desde 1730, estarão disponíveis para pesquisa no site da Câmara. “Esses documentos têm alimentado a Biblioteca Virtual, hospedado no site, que conta também com livros de vários autores campistas”, explicou ela, acreditando que a digitalização de todo o material será concluído até o final de 2016. “Dr. Edson deixará um legado muito importante para essa Casa”.

História viva - Para Roberto Pinheiro Acruche, da Academia Pedralva Letras e Artes, através da iniciativa da Câmara, a história da cidade começa a ser mais estudada. “Campos tem uma história fantástica, que impressiona. O que a Câmara tem feito não é apenas preservar, mas permitir que as próximas gerações possam conhecer a história”.

Coordenador do curso de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), Júlio Gralha, parabenizou a Câmara. “Essa iniciativa dará grande visibilidade ao município”, afirmou.

Wanda Terezinha Vasconcelos, presidente da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, disse que decidiu visitar a exposição por dois motivos. “O primeiro foi pelo convite feito pela presidência e o segundo porque tenho vontade, ainda no meu mandato, de também digitalizar as atas da Sociedade de Medicina”.

*Por: Ascom Câmara