{"id":748,"date":"2000-11-15T18:03:00","date_gmt":"2000-11-15T20:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/?p=748"},"modified":"2024-11-23T11:42:54","modified_gmt":"2024-11-23T14:42:54","slug":"os-sete-capitaes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/os-sete-capitaes\/","title":{"rendered":"Os Sete Capit\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Os Sete Capit\u00e3es<strong><br><\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A capitania de S\u00e3o Thom\u00e9, compreendida entre o rio Maca\u00e9 e o rio Itapemirim, doada a Pero de G\u00f3is em 1536, sofreu a primeira tentativa de coloniza\u00e7\u00e3o com a funda\u00e7\u00e3o da Vila da Rainha, \u00e0s margens do rio Itabapoana. Mas os nativos da na\u00e7\u00e3o goitac\u00e1 que, inicialmente, auxiliaram Pero de G\u00f3is, destru\u00edram-na, obrigando o donat\u00e1rio a abandon\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Como as capitanias eram heredit\u00e1rias, o filho de Pero, Gil de G\u00f3is, recebeu as terras e tentou coloniz\u00e1-la, fundando a Vila de Santa Catarina das M\u00f3s, tamb\u00e9m \u00e0 margem do Itabapoana, mas num outro local. Do mesmo modo, os \u00edndios goitac\u00e1 ajudaram o donat\u00e1rio, mas, pouco tempo depois, atacaram a vila, destruindo-a. Gil de G\u00f3is renuncia \u00e0 capitania e retorna a Portugal. As terras ficam abandonadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Abandonada, a capitania foi alvo de aventureiros de todo tipo. Muitos foram os pedidos de sesmarias &#8211; terra inculta ou abandonada que os reis de Portugal cediam a sesmeiros que se dispusessem a cultiv\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Martim Corr\u00eaa de S\u00e1, governador do Rio de Janeiro, recebeu instru\u00e7\u00f5es da Coroa portuguesa para distribuir as terras abandonadas e atende, em 19 de agosto de 1627, o pedido feito por sete capit\u00e3es que possu\u00edam propriedades na cidade do Rio de Janeiro e Cabo Frio. Os capit\u00e3es lutaram durante muitos anos contra os franceses que, com apoio dos tupinamb\u00e1s e tamoios, queriam fundar no Rio de Janeiro a Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica. Expulsos os franceses, o governo se volta contra os \u00edndios e os capit\u00e3es ajudaram a aniquilar os tamoios e tupinamb\u00e1s. Por suas lutas em prol da Coroa, solicitam e recebem as terras \u201cao norte do rio Maca\u00e9\u201d. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Na carta dirigida ao governo do Rio de Janeiro, os capit\u00e3es escrevem, sobre a aniquila\u00e7\u00e3o dos nativos que auxiliaram os franceses: \u201cn\u00f3s, portugueses, fomos vencedores. N\u00e3o pela coragem superior a nossos advers\u00e1rios, por\u00e9m pela vantagem das armas de fogo e disciplina, que nos asseguravam sobre homens nus, que n\u00e3o podiam opor-nos mais que a sua intrepidez; fizemos neles uma grande mortandade, ficando abandonadas as suas povoa\u00e7\u00f5es: os tamoios ficaram de todo aniquilados, e o resto dos tupinamb\u00e1s abandonaram as montanhas vizinhas e seguiram para o norte\u201d. (<em>Lamego, 94<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Nas terras fluminenses, as na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, j\u00e1 quase totalmente destru\u00eddas, tiveram que ceder suas terras aos invasores e seus bra\u00e7os, sua vida livre, aos colonos, novos donos do novo mundo. Os padres das diversas ordens &#8211; jesu\u00edtas, beneditinos, carmelitas &#8211;&nbsp;<em>amansavam<\/em>&nbsp;os nativos que sobreviveram aos canh\u00f5es e carabinas dos portugueses, for\u00e7ando-os a viver nos aldeamentos religiosos para servirem aos colonos, como escravos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O goitac\u00e1 ainda resistia. Para que se formasse na Corte uma opini\u00e3o contra esta na\u00e7\u00e3o, religiosos e servidores da Metr\u00f3pole escreviam e contavam atrocidades cometidas pelos \u00edndios, estigmatizados como antrop\u00f3fagos, sujos, asquerosos e violentos. Em verdade, os goitac\u00e1s defendiam suas terras, o direito de viver em liberdade, desde as tentativas de coloniza\u00e7\u00e3o da capitania de S\u00e3o Thom\u00e9 por Pero de G\u00f3es e, depois, pelo seu filho, Gil de G\u00f3es. Homens brancos viviam entre eles sem problemas, fato que desmentia as vers\u00f5es fantasiosas narradas \u00e0 Corte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A demora na conquista dos campos pode ter sido pelas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas que colaboraram para a resist\u00eancia goitac\u00e1. \u201cAs forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas impediam a exist\u00eancia de bons portos; e, mesmo, de simples ancoradouros ao Sul do Para\u00edba; por isso, a terra \u00e9 quase desconhecida, n\u00e3o obstante haver Andr\u00e9 Gon\u00e7alves batizado o Cabo de S\u00e3o Thom\u00e9, em 21 de dezembro de 1501\u201d (<em>Lamego, 93<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Os Sete Capit\u00e3es&nbsp;<\/strong><strong>e o in\u00edcio efetivo da coloniza\u00e7\u00e3o de Campos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Nos prim\u00f3rdios da ocupa\u00e7\u00e3o do atual territ\u00f3rio de Campos dos Goytacazes pelo homem branco, no s\u00e9culo XVII, atuaram como protagonistas os chamados Sete Capit\u00e3es: Miguel Ayres Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antonio Pinto Pereira, Jo\u00e3o de Castilho, Gon\u00e7alo Corr\u00eaa de S\u00e1, Manuel Corr\u00eaa e Duarte Corr\u00eaa. Em 12 de dezembro de 1632, parte daquele grupo de homens, com mais dezessete pessoas, alugou em Cabo Frio uma sumaca &#8211; embarca\u00e7\u00e3o tipo navio de pequeno porte, muito usada na costa brasileira, conforme o dicion\u00e1rio de Aur\u00e9lio Buarque de Holanda \u2013 e iniciou viagem at\u00e9 as terras que receberam \u201cem recompensa de nossos servi\u00e7os guerreiros, segundo a nossa peti\u00e7\u00e3o rezava, no decurso de trinta anos prestados ao Estado&#8230;\u201d (LAMEGO, p\u00e1g. 94). Entre os dezessete estavam alguns dos filhos dos Sete Capit\u00e3es e os \u00edndios amansados Val\u00e9rio Corsunga e Miguel. Na embarca\u00e7\u00e3o, \u201cmetemos nossa comedoria e nossas armas\u201d, segundo o roteiro (di\u00e1rio de viagem) registrado anos depois, no Cart\u00f3rio de Cabo Frio. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Os capit\u00e3es n\u00e3o receberam toda a capitania de S\u00e3o Thom\u00e9, mas sim, a parte compreendida entre o rio Maca\u00e9, correndo a costa, at\u00e9 o rio Igua\u00e7u, ao norte do Cabo de S\u00e3o Thom\u00e9. Na viagem de sumaca, que tinha por nome Senhora da Guia, os capit\u00e3es passam pela barra de S\u00e3o Jo\u00e3o e chegam a Maca\u00e9 \u00e0s 08:30h do dia 02 de dezembro de 1632. L\u00e1, encontram uma povoa\u00e7\u00e3o de casas de palha e, de acordo com Maldonado, que escreve um di\u00e1rio da viagem (di\u00e1rio que ainda hoje gera pol\u00eamica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua autenticidade e autoria, mas que continua sendo documento \u00fanico e sempre recorr\u00edvel para que se possa conhecer e estudar o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o dos campos) \u201cn\u00e3o achamos gente de maior considera\u00e7\u00e3o. S\u00f3 mamelucos muito costeados e agrad\u00e1veis\u201d. Mais para o interior, no entanto, encontram moradias melhores e moradores que s\u00e3o \u201cgente da nossa massa\u201d. A autoria e autenticidade do di\u00e1rio da viagem ainda geram controv\u00e9rsia, mas o \u201croteiro\u201d continua sendo um documento \u00fanico e sempre recorr\u00edvel para que se possa conhecer e estudar o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o dos campos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A na\u00e7\u00e3o goitac\u00e1 j\u00e1 n\u00e3o era a mesma que aterrorizara os invasores nos quase cem anos anteriores \u00e0 chegada dos capit\u00e3es. Estes conseguem informa\u00e7\u00f5es sobre os poucos \u00edndios existentes na sesmaria: duas aldeias, sendo uma \u00e0s margens da Lagoa Feia, \u201ccuja ferocidade estava pouco mais ou menos\u201d, e a outra, no Cabo de S\u00e3o Thom\u00e9, cujos \u00edndios s\u00e3o \u201cpac\u00edficos\u201d. Com as informa\u00e7\u00f5es obtidas pelos brancos de Maca\u00e9, os capit\u00e3es, mais confiantes, partem para a nova terra no dia 12 de dezembro, levando um int\u00e9rprete. Encontram \u00edndios com os quais fazem contato, \u00e0 beira da Lagoa Grande, \u201co grande mar de \u00e1gua doce, a qual eles chamavam pelo seu idioma&#8230;\u201d&nbsp; escreve Maldonado no seu roteiro. \u201cEra um grand\u00edssimo lago ou lagoa de \u00e1gua doce, a qual estava t\u00e3o agitada com o vento sudoeste, t\u00e3o crespas suas \u00e1guas e t\u00e3o turvas, que metiam horror, aonde lhe demos o apelido de&nbsp;<em>lagoa feia<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">No Cabo de S\u00e3o Thom\u00e9 os invasores se deparam com outra aldeia goitac\u00e1. Com eles, vivem onze n\u00e1ufragos portugueses, sendo quatro marinheiros e sete degredados, \u201cprimeira raiz branca na plan\u00edcie\u201d, no dizer de Alberto Lamego. O fato revela que os goitac\u00e1 n\u00e3o podiam ser antrop\u00f3fagos e cru\u00e9is como se acreditava na capital. Maldonado narra em seu roteiro:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201c(&#8230;) nisto chegaram todos de arcos e flechas, o seu maioral na frente, acompanhado de quatro homens da nossa massa, estes nos saudaram junto com o maioral pelo seu belo modo&#8230; Nisto o maioral dirigiu ordem para todos recolherem arcos debaixo&nbsp; do bra\u00e7o e todos bateram palmas e abaixaram as cabe\u00e7as, o maioral se dirigiu ao int\u00e9rprete, para que nos fizesse saber que n\u00e3o repar\u00e1ssemos em virem de arcos, pois n\u00e3o sabiam se viriam outros que os viessem atacar&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&nbsp;Nas conversas com os n\u00e1ufragos, os capit\u00e3es ficam sabendo das grandes pastagens mais para o interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Seguindo em frente, os capit\u00e3es descobrem a barra do a\u00e7u, limite da sesmaria. Baixam uma lancha, com os marcos (que serviriam para a demarca\u00e7\u00e3o das glebas de cada um) e o int\u00e9rprete, al\u00e9m de oito homens. Mas o tempo muda de repente, fato que ocorre at\u00e9 hoje naquela regi\u00e3o (PEIXOTO, 1984. P.29), e os oito retornam \u00e0 lancha, ficando em terra apenas o int\u00e9rprete. Embarcaram na sumaca e retornaram a Maca\u00e9 e, em seguida, a Cabo Frio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">No dia 19 de dezembro de 1632, os capit\u00e3es voltaram aos campos, mas, a partir de Maca\u00e9, seguiram a p\u00e9, levando cacha\u00e7a e missangas que haviam sido compradas no Rio de Janeiro. Partiram levando a cacha\u00e7a em caba\u00e7as (esp\u00e9cie de cuia, feita do fruto do Porongo, trepadeira que d\u00e1 um fruto oco e de casca dura), espadas, lan\u00e7as, armas de fogo e comida. Pernoitaram \u00e0 margem de uma mata n\u00e3o muito longe do mar. No dia 20, caminharam at\u00e9 o final da tarde e, no dia 21, andaram todo o dia, at\u00e9 se depararem com as campinas. Acamparam \u201c\u00e0 margem de um chavascal\u201d (mata de plantas silvestres) e o novo int\u00e9rprete que trouxeram de Maca\u00e9 afirmou que estavam pr\u00f3ximos da aldeia dos \u00edndios da Lagoa Feia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">No seu roteiro, Maldonado escreve: \u201cao romper da alva, fomos reconhecidos pelos selvagens, por\u00e9m, estes, reconhecendo o pr\u00e1tico (int\u00e9rprete) e seus camaradas, n\u00e3o houve novidade alguma\u201d. Os capit\u00e3es oferecem espelhos e cacha\u00e7a aos \u00edndios e entram na aldeia. Os \u00edndios fizeram um alarido, ao ver os brancos e se mostram satisfeitos com as bugigangas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Ap\u00f3s ganharem a simpatia dos goitac\u00e1s, os capit\u00e3es conheceram a Lagoa Grande que, com o vento sudoeste, \u201cest\u00e1 t\u00e3o bravia, com \u00e1guas t\u00e3o crespas\u201d, que refor\u00e7ou a primeira opini\u00e3o que tiveram, quando lhe deram o nome de Lagoa Feia. No dia 23 sa\u00edram da aldeia acompanhados dos \u00edndios e, caminhando pela imensa pradaria, diz Maldonado: \u201cnossos cora\u00e7\u00f5es se abrasaram de alegria por vermos que t\u00ednhamos alcan\u00e7ado t\u00e3o rica propriedade para nossas cria\u00e7\u00f5es cavalar e vacum\u201d. Revela, assim, que vieram aos campos com o intuito de criar gado, por certo, para abastecer de carne o Rio de Janeiro, embora no roteiro atribu\u00eddo a Maldonado n\u00e3o conste esta inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">No dia 24 reencontraram o int\u00e9rprete que ficara na foz do rio A\u00e7u, acompanhado de cinco \u00edndios. Juntos, caminharam at\u00e9 outra aldeia dos goitac\u00e1, um arraial \u201cbem grosseiro, umas choupanas grandes em cima de uns montinhos\u201d. Passaram o dia de natal e os subsequentes entre os \u00edndios. No dia 28, por\u00e9m, voltaram a Maca\u00e9 e, no dia 08 de janeiro de 1633, chegaram em suas casas em Araruama (PEIXOTO, 1984, P.30).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Os campos s\u00e3o demarcados<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Em outubro de 1633 os capit\u00e3es retornam \u00e0s terras, fincando os marcos de pedra no litoral com a linha imagin\u00e1ria em dire\u00e7\u00e3o ao oeste. Durante cerca de dois meses os capit\u00e3es dividem seus quinh\u00f5es e, no dia 08 de dezembro, em Campo Limpo, ergueram um curral e uma choupana coberta de palha para o \u00edndio Val\u00e9rio Corsunga, que veio com eles de S\u00e3o Vicente (Cabo Frio) e deixaram, ao seu cuidado, uma vaca e um touro. No dia 10 de dezembro, ergueram o segundo curral, na ponta do Cabo de S\u00e3o Thom\u00e9, com cinco novilhas e um touro, tendo o escravo Ant\u00f4nio Dias como curraleiro. A pouca dist\u00e2ncia deste erguem um terceiro curral, o de S\u00e3o Miguel, deixando-o sob os cuidados do \u00edndio Miguel. A seguir, retornaram ao Rio de Janeiro. (LAMEGO, p.95)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Novamente Os\u00f3rio Peixoto relata de maneira diversa o mesmo fato:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201cno dia 20 de outubro de 1633, novamente os Sete Capit\u00e3es saem em expedi\u00e7\u00e3o para os campos. Agora, usam cavalos e trazem o escravo Ant\u00f4nio Dias, o \u00edndio Miguel, curraleiro do capit\u00e3o Riscado e o \u00edndio Val\u00e9rio Corsunga, afilhado do capit\u00e3o Jo\u00e3o de Castilho. Levam cabe\u00e7as de gado para a cria\u00e7\u00e3o nos campos. S\u00e3o dez novilhas e dois touros do capit\u00e3o Riscado e tr\u00eas novilhas e um touro do capit\u00e3o Castilho. Alcan\u00e7am Maca\u00e9 a 27, ap\u00f3s abrirem picadas em matos bravios e lugares ermos. Partem desta povoa\u00e7\u00e3o no dia 31, levando de Maca\u00e9 seis mamelucos e o int\u00e9rprete da primeira expedi\u00e7\u00e3o. Seguem o mesmo itiner\u00e1rio e batizam os lugares por onde passam. No dia 08 de novembro de 1633, demarcam as terras entre si, a partir do litoral, dividindo a sesmaria em sete partes. Depois, tiram linhas retas at\u00e9 as serras\u201d. (PEIXOTO, 1984, p.30)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Segundo o Roteiro dos Serte Capit\u00e7\u00e3es. S\u00e3o \u201cin\u00fameras lagoas que encontram e, numa delas, fazem uma jangada para atravess\u00e1-la. No meio da lagoa, \u201cdesamarrou a cabe\u00e7a da jangada e caiu o Sr. Gon\u00e7alo, por\u00e9m, n\u00e3o teve perigo algum; aqui disse o Sr. Gon\u00e7alo, que desse ao lago o apelido de Tahy, por seu irm\u00e3o ai cair\u201d. (<em>Roteiro dos Sete Capit\u00e3es<\/em>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Durante as demarca\u00e7\u00f5es, ainda segundo o roteiro, o capit\u00e3o Jo\u00e3o de Castilho vendeu sua parte ao capit\u00e3o Riscado, que trocou, tamb\u00e9m, um seu engenho por um peda\u00e7o da parte do capit\u00e3o Maldonado. O capit\u00e3o Riscado foi quem mais acreditou no \u00eaxito dos campos, como se depreende das negocia\u00e7\u00f5es narradas no roteiro, embora nenhum documento que as comprove.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 os irm\u00e3os Corr\u00eaa (Gon\u00e7alo, Duarte e Manoel) pediram que os quinh\u00f5es que lhes cabiam ficassem unidos, n\u00e3o necessitando de demarca\u00e7\u00f5es entre si. Durante o trabalho de demarca\u00e7\u00e3o, os capit\u00e3es se depararam com um negro entre os \u00edndios e mostraram o desejo de lev\u00e1-lo para o Rio de Janeiro. O negro, na certa temendo perder a liberdade nos campos e de voltar a ser escravo, fugiu. \u201cPreferiu continuar entre os \u00edndios, onde era bem tratado\u201d (PEIXOTO,1984, p. 31).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Com as terras demarcadas e os currais prontos para o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de gado, os expedicion\u00e1rios retornam \u00e0s suas casas em fevereiro de 1634. O fato hist\u00f3rico que, para este trabalho, \u00e9 o principal, \u00e9 que come\u00e7ou ali, naquele final de 1633, a coloniza\u00e7\u00e3o dos campos. E o marco dessa coloniza\u00e7\u00e3o foi, sem d\u00favida, o primeiro curral, erguido no dia 08 de dezembro daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O roteiro das viagens, que teria sido escrito por Maldonado, \u00e9 assunto pol\u00eamico. O autor do roteiro narra com detalhes a viagem, anotando at\u00e9 as horas exatas de quando escrevia. No entanto, a n\u00e3o cita\u00e7\u00e3o de datas importantes como a do natal, por exemplo, \u00e9 motivo de desconfian\u00e7a por parte de alguns pesquisadores. Se o roteiro foi ou n\u00e3o escrito por Maldonado, a relev\u00e2ncia existe apenas para o estudo a cargo dos acad\u00eamicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Ningu\u00e9m nega a import\u00e2ncia do documento nem a certeza de que quem fez a narrativa esteve nos campos. Ela \u00e9 fiel ao que aqui existia \u00e0 \u00e9poca. Quanto aos nomes de lugares, pode ter sido como consta no roteiro, pois eles existem com os mesmos nomes citados no documento e n\u00e3o surgiu outra vers\u00e3o que negue a que foi escrita por Maldonado ou algu\u00e9m que aqui esteve na companhia dele e dos demais capit\u00e3es ou na de alguns deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Os Sete Capit\u00e3es retornam ao Rio de Janeiro. O sucesso de suas viagens e as not\u00edcias das terras dos goitac\u00e1s se espalharam, porque eram as primeiras campinas a serem utilizadas para a cria\u00e7\u00e3o de gado cavalar e vacum, \u201csegundo as necessidades&#8230;\u201d. N\u00e3o se fala em cana-de-a\u00e7\u00facar. Naquele per\u00edodo, o fim \u00fanico da coloniza\u00e7\u00e3o dos campos \u00e9 o abastecimento do Rio de Janeiro, uma cidade que crescia e precisava da carne para o consumo e gado para fazer funcionar as moendas dos engenhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Logo surgiriam interessados em arrendar terra para a cria\u00e7\u00e3o de gado. Na terceira expedi\u00e7\u00e3o, os capit\u00e3es (que, segundo o pol\u00eamico roteiro, j\u00e1 n\u00e3o eram sete, pois alguns desistiram da empreitada, preferindo passar suas terras para outrem e, ainda, vend\u00ea-las aos demais capit\u00e3es) levaram consigo Gaspar de Souza Monteiro e Jos\u00e9 Barcelos Velho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">No dia 07 de novembro de 1634 o grupo seguiu viagem com destino a Araruama, onde pernoitaram. No dia 08, tomaram o rumo de Cabo Frio. Depois, Maca\u00e9 e, finalmente, no dia 14, aportam nas terras do capit\u00e3o Gon\u00e7alo e do capit\u00e3o Maldonado, pr\u00f3ximo a lagoa de Carapebus. No mesmo dia 14 chegaram ao curral de S\u00e3o Miguel. No dia 15, os capit\u00e3es mostraram as campinas e os currais, j\u00e1 com muitas novilhas, aos interessados em arrenda-las.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Gaspar de Souza Monteiro e Jos\u00e9 Barcelos Velho fecharam neg\u00f3cio, na certeza de que as terras eram excelentes para a cria\u00e7\u00e3o de gado cavalar e vacum \u201cpara abastecer o Rio de Janeiro\u201d. Pagaram a quantia de hum mil r\u00e9is, recebidos pelo capit\u00e3o Riscado. Pelo contrato, os arrendat\u00e1rios ficaram impedidos de fazer benfeitorias que custassem mais que 30 mil r\u00e9is. Feito o acordo, os dois fazendeiros retornam ao Rio de Janeiro e s\u00f3 em 1637 trazem gado bovino para suas propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u201cOs capit\u00e3es, morando em seus engenhos no Rio de Janeiro, Cabo Frio e Araruama, seguem arrendando seus quinh\u00f5es. O pastoreio, a partir da posse da terra pelos capit\u00e3es, estende-se pelo interior da zona de aluvi\u00f5es, onde a erva embara\u00e7a as pernas dos viajantes. A multiplica\u00e7\u00e3o do gado \u00e9 assombrosa\u201d. (LAMEGO, p. 96).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">As not\u00edcias sobre os campos repercutiram no Rio de Janeiro. A plan\u00edcie goitac\u00e1 \u00e9 cobi\u00e7ada por muita gente que desejava fazer fortuna com a cria\u00e7\u00e3o de gado. Os capit\u00e3es e seus herdeiros arrendaram, trocaram e venderam grandes extens\u00f5es de terra. Para a plan\u00edcie (entenda-se a Baixada) se dirigiam, al\u00e9m de fazendeiros, muitos criminosos que fugiam da cidade grande, aventureiros em busca de fortuna, pequenos criadores de gado, soldados desertores, vaqueiros e oficiais de estrebaria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">A popula\u00e7\u00e3o aumentava rapidamente e os fazendeiros e comerciantes constitu\u00edram um vilarejo pr\u00f3ximo ao local onde, depois, foi erguida a Igreja de S\u00e3o Francisco de Assis. A capitania prosperava rapidamente e, num espa\u00e7o de 10 anos, a coloniza\u00e7\u00e3o (tentada por Pero de G\u00f3es e por Gil de G\u00f3es sem sucesso) era um fato.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/novo\/images\/camara\/memorialcamara\/capela.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Capela de S\u00e3o Miguel, originalmente de madeira, erguida pelos capit\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/novo\/images\/camara\/memorialcamara\/lagoafeia.JPG\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"461\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>A Lagoa Feia (maior que o Mar Morto), que impressionou os capit\u00e3es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Lagoa de Carapebus, onde estiveram os capit\u00e3es, que lhe deram o nome.<br><br>Foz do rio Urura\u00ed, na Lagoa Feia.<br><br>Foz do rio Uguassu, hoje, Lagoa do A\u00e7u, onde os capit\u00e3es fincaram o primeiro marco das sesmarias recebidas (entre o rio Iguassu e o rio Maca\u00e9).<br><br>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">BRAND\u00c3O. Renato Pereira.&nbsp;<em>O Roteiro dos Sete Capit\u00e3es e a Capitania de S\u00e3o Tom\u00e9: confronta\u00e7\u00f5es documentais numa perspectiva interdisciplinar<\/em>. Arquivo da Biblioteca Municipal Nilo Pe\u00e7anha;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">CARVALHO, Augusto de.&nbsp;<em>Apontamentos para a Hist\u00f3ria da Capitania de S\u00e3o Thom\u00e9<\/em>. Typ. e Lith. de Silva, Carneiro e Comp. Rua do Conselho, 64 a 68, Campos\/RJ, 1888;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">FAZENDA, Jos\u00e9 Vieira.&nbsp;<em>Revista do Instituto Hist\u00f3rico e |Geographico Brazileiro \u2013 Tomo LXXI, Parte I<\/em>. Imprensa Oficial, 1909;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">FEYDIT, J\u00falio.&nbsp;<em>Subs\u00eddios para a Hist\u00f3ria dos Campos dos Goytacazes<\/em>. Edi\u00e7\u00e3o revisada, mas sem indica\u00e7\u00e3o de editora e data;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">GABRIEL, Adelmo Henrique Daumas; LUZ, Margareth da. (organizadores). Roteiro dos Sete Capit\u00e3es: documentos e ensaios. Maca\u00e9\/RJ. Funemac Livros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">HOLANDA, Aur\u00e9lio Buarque de. Novo Dicion\u00e1rio da L\u00edngua Portuguesa. Record, Rio de Janeiro;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">LAMEGO, Alberto Frederico de Moraes.&nbsp;<em>A Terra Goytac\u00e1 \u00e0 Luz de Documentos In\u00e9ditos, Livro I<\/em>. L\u2019edition D\u2019art. Bruxeles\/Paris. 1920;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">LAMEGO, Alberto Ribeiro.&nbsp;<em>O Homem e o Brejo.<\/em>&nbsp;Editora Lidador. Rio, 1974;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">PEIXOTO, Os\u00f3rio.&nbsp;<em>Os momentos decisivos da Hist\u00f3ria de Campos dos Goytacazes<\/em>. Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Petrobr\u00e1s, 1984;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">REVISTA DO INSTITUTO HIST\u00d3RICO E GEOGR\u00c1FICO BRASILEIRO. Roteiro do Sete Capit\u00e3es. Rio de Janeiro, 1893;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">SOFFIATI, Aristides Arthur.&nbsp;<em>O massacre dos \u00edndios do Norte Fluminense<\/em>. Trabalho publicado no jornal Monitor Campista de 19\/20 de abril de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Pesquisa e texto: Avelino Ferreira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Revis\u00e3o: Gustavo Smiderle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Fotos: Marcelo Fernandes e Viviane Chagas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Imagens de Drone (rio Iguassu, rio Urura\u00ed e Lagoa Feia): Gledson Agra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Tra\u00e7ado do roteiro no mapa de Couto Reys: Aristides Arthur Soffiati Neto<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Campos dos Goytacazes\/RJ, abril de 2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Sete Capit\u00e3es A capitania de S\u00e3o Thom\u00e9, compreendida entre o rio Maca\u00e9 e o rio Itapemirim, doada a Pero de G\u00f3is em 1536, sofreu a primeira tentativa de coloniza\u00e7\u00e3o com a funda\u00e7\u00e3o da Vila da Rainha, \u00e0s margens do rio Itabapoana. Mas os nativos da na\u00e7\u00e3o goitac\u00e1 que, inicialmente, auxiliaram Pero de G\u00f3is, destru\u00edram-na, obrigando o donat\u00e1rio a abandon\u00e1-la. Como as capitanias eram heredit\u00e1rias, o filho de Pero, Gil de G\u00f3is, recebeu as terras e tentou coloniz\u00e1-la, fundando a Vila de Santa Catarina das M\u00f3s, tamb\u00e9m \u00e0 margem do Itabapoana, mas num outro local. Do mesmo modo, os \u00edndios goitac\u00e1 ajudaram o donat\u00e1rio, mas, pouco tempo depois, atacaram a vila, destruindo-a. Gil de G\u00f3is renuncia \u00e0 capitania e retorna a Portugal. As terras ficam abandonadas.&nbsp;&nbsp; Abandonada, a capitania foi alvo de aventureiros de todo tipo. Muitos foram os pedidos de sesmarias &#8211; terra inculta ou abandonada que os reis de Portugal cediam a sesmeiros que se dispusessem a cultiv\u00e1-la. Martim Corr\u00eaa de S\u00e1, governador do Rio de Janeiro, recebeu instru\u00e7\u00f5es da Coroa portuguesa para distribuir as terras abandonadas e atende, em 19 de agosto de 1627, o pedido feito por sete capit\u00e3es que possu\u00edam propriedades na cidade do Rio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":749,"comment_status":"closed","ping_status":"0","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_sgb_lightbox_settings":"","footnotes":""},"categories":[29],"tags":[30,40],"class_list":["post-748","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-memorial","tag-memorial","tag-os-sete-capitaes"],"aioseo_notices":[],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521.png",1807,1285,false],"landscape":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521.png",1807,1285,false],"portraits":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521.png",1807,1285,false],"thumbnail":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521-300x213.png",300,213,true],"large":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521-1024x728.png",500,355,true],"1536x1536":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521-1536x1092.png",1536,1092,true],"2048x2048":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521.png",1807,1285,false],"depicter-thumbnail":["https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/imagem_2024-11-15_180131521-200x142.png",200,142,true]},"rttpg_author":{"display_name":false,"author_link":"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/author\/camaracampos_vrlte0\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/www.camaracampos.rj.gov.br\/site\/category\/memorial\/\" rel=\"category tag\">Memorial<\/a>","rttpg_excerpt":"Os Sete Capit\u00e3es A capitania de S\u00e3o Thom\u00e9, compreendida entre o rio Maca\u00e9 e o rio Itapemirim, doada a Pero de G\u00f3is em 1536, sofreu a primeira tentativa de coloniza\u00e7\u00e3o com a funda\u00e7\u00e3o da Vila da Rainha, \u00e0s margens do rio Itabapoana. 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