Benta Pereira
Benta Pereira Memorial 15 Dezembro 2015 Benta Pereira (1675-1760), viúva e matriarca de uma família de seis filhos, é considerada uma heroína campista. A ela se atribui participação ativa no histórico levante de 21 de maio de 1748. Na manhã daquele dia, cerca de 500 habitantes da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytacazes tentaram impedir, à força, a posse do 4° Visconde de Asseca como donatário da Capitania da Paraíba do Sul. O levante foi o estopim de um longo conflito pela propriedade de terras opondo dois grupos familiares, tendo como ponto de partida remoto o fracasso da tentativa de colonização por parte do donatário Gil de Gois, no século XVII. De um lado estavam os descendentes de Salvador Correia de Sá e Benevides, que conseguira da Coroa Portuguesa a condição de novo donatário da capitania. Seus descendentes entraram para a história campista como o 1°, o 2°, o 3° e o 4° Visconde de Asseca. Do lado oposto estava um coeso grupo familiar — que tinha em Benta Pereira uma ativa participante — a reivindicar a propriedade das terras e acusar os Asseca de exercer um domínio tirano na planície Goitacá. O conflito, repleto de lances de bastidores…
Leia MaisCapitão Kirk
Mamorial 15 Dezembro 2015 Registro Textual e Fotográfico relacionado ao resgate da memória do Capitão Ricardo Kirk:
Leia MaisSaldanha da Gama
Saldanha da Gama Memorial 15 Dezembro 2015 Almirante Saldanha da Gama Campista, nascido em 07 de abril de 1846, Luis Felipe de Saldanha da Gama era filho de José de Saldanha da Gama e Maria Carolina Reis Barroso e neto do sexto Conde da Ponte e trineto de João de Saldanha da Gama, 41º Vice-Rei da Índia. Em 1853, Dom José resolve se transferir com a família para o Rio de Janeiro. Aos 13 anos de idade, em 1859, Luis Felipe foi matriculado no Colégio D. Pedro II, onde estudou até os 17 anos, quando fez o curso da Academia da Marinha, ingressando na Armada aos 17 anos. Luis Felipe fez o curso de Letras e, na Marinha, foi galgando postos até chegar a Contra-Almirante. Casou-se com Emilia Josefina de Mello. Representou o Brasil na exposição de Viena (1873), na de Filadélfia (1876) e na de Buenos Aires (1882). Recebeu as condecorações da Campanha Oriental, da Guerra do Paraguai, da Rendição de Uruguaiana e a do Mérito Militar. Liderou a Segunda Revolta da Armada (1893). Com o fim da Revolta da Armada, Saldanha da Gama lidera a revolução federalista, no Rio Grande do Sul, por terra. Mesmo tendo recebido elogios como líder da revolução,…
Leia MaisLuiz Carlos de Lacerda
Memorial 15 Dezembro 2015 Luiz Carlos de Lacerda Luis Carlos de Lacerda, mais conhecido como Carlos de Lacerda, nasceu em Campos no dia 25 de maio de 1853 e morreu no dia 19 de maio de 1897, dias antes de completar 44 anos de idade. Era filho do médico João Batista de Lacerda e teve como irmãos os médicos João Batista de Lacerda e Álvaro de Lacerda, o advogado Cândido de Lacerda e o jornalista Antônio de Lacerda. Dos cinco irmãos, o único que não prestou serviços à causa abolicionista foi João Batista, que desde cedo se dedicou ao estudo de física, química, botânica e biologia, tendo sido diretor do Museu Nacional. Apesar de ter ido estudar no Rio, não concluiu seu curso. Osório Peixoto, em seu livro Momentos Decisivos da História de Campos dos Goytacazes, diz que ele foi trabalhar na estrada de ferro que liga Niterói a Campos, quando contraiu impaludismo (malária). Retornou a Campos, onde se casou com Olympia Lacerda, com quem viveu até a morte. Com ela Lacerda enfrentou toda sorte de adversidades desde que abraçou a causa abolicionista, em 1881, até sua morte, em 1897, quando se encontrava doente e pobre. Jornalista e orador, Luis Carlos…
Leia MaisNilo Peçanha
Memorial 15 Dezembro 2015 Nilo Procópio Peçanha é campista de Morro do Coco, nascido a 02 de outubro de 1867 e falecido em 1924, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério São João Batista. Estudou em Campos e em Niterói e cursou a Faculdade de Direito em São Paulo, terminando o curso na Faculdade de Direito de Recife. Sua vida como advogado durou pouco, pois ingressou na política e aos 21 anos, em 1890, elegeu-se deputado constituinte e, em 1891, deputado Em 1903, renunciou ao mandato de deputado para assumir a Presidência (nomenclatura de governador, à época) do Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói. Eleito vice-presidente da República em 1906, assumiu a Presidência em 1909, quando apoiou a Agricultura, Indústria e Comércio, criou o Serviço de Proteção ao Índio (nomeando para chefiá-lo o Marechal Rondon) e investiu maciçamente na Educação, criando, inclusive, as escolas de Aprendizes Artífices, depois Escolas Técnicas, CEFET e hoje, em Campos, Instituto Federal Nilo Peçanha governou o Estado do Rio em mais um mandato, entre 1914 e 1917 e foi também Senador da República e Ministro das Relações Exteriores. É considerado um dos construtores do Brasil moderno, tendo recebido homenagens em…
Leia MaisOs Sete Capitães
Os Sete Capitães A capitania de São Thomé, compreendida entre o rio Macaé e o rio Itapemirim, doada a Pero de Góis em 1536, sofreu a primeira tentativa de colonização com a fundação da Vila da Rainha, às margens do rio Itabapoana. Mas os nativos da nação goitacá que, inicialmente, auxiliaram Pero de Góis, destruíram-na, obrigando o donatário a abandoná-la. Como as capitanias eram hereditárias, o filho de Pero, Gil de Góis, recebeu as terras e tentou colonizá-la, fundando a Vila de Santa Catarina das Mós, também à margem do Itabapoana, mas num outro local. Do mesmo modo, os índios goitacá ajudaram o donatário, mas, pouco tempo depois, atacaram a vila, destruindo-a. Gil de Góis renuncia à capitania e retorna a Portugal. As terras ficam abandonadas. Abandonada, a capitania foi alvo de aventureiros de todo tipo. Muitos foram os pedidos de sesmarias – terra inculta ou abandonada que os reis de Portugal cediam a sesmeiros que se dispusessem a cultivá-la. Martim Corrêa de Sá, governador do Rio de Janeiro, recebeu instruções da Coroa portuguesa para distribuir as terras abandonadas e atende, em 19 de agosto de 1627, o pedido feito por sete capitães que possuíam propriedades na cidade do Rio…
Leia MaisPrimeira Câmara de Campos
Primeira Câmara de Campos Memorial 15 Dezembro 2015 Texto em breve.
Leia MaisTeixeira de Mello
Teixeira de Mello Memorial 15 Dezembro 2015 Teixeira de Mello José Alexandre Teixeira de Melo, médico, jornalista, historiador e poeta, nasceu em Campos, RJ, em 28 de agosto de 1833, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10 de abril de 1907. Foi o fundador da cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, escolhendo como patrono o poeta Casimiro de Abreu, de quem fora amigo. Foi substituído pelo Almirante Jaceguai, que não lhe fez o elogio, porque, como declarou, lhe desconhecia a obra. Era filho de José Alexandre Teixeira de Melo e de Eugênia Maria da Conceição Torres. Fez o curso de Humanidades no Seminário São José e formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde defendeu tese em 25 de novembro de 1859. Fixou residência em Campos, onde exerceu a clínica e colaborou em jornais, até 1875, quando se transferiu para o Rio do Janeiro. Como jornalista, assinava artigos com seu nome e com o pseudônimo Anódino. Durante a fase acadêmica foi membro de diversas organizações literárias e escreveu Sombras e sonhos, publicado em 1858. Em 1876 foi nomeado chefe da Seção de Manuscritos da Biblioteca Nacional, passando, mais tarde, para a Seção de Impressos e,…
Leia MaisAlberto Ribeiro Lamego
Alberto Ribeiro Lamego Memorial 15 Dezembro 2015 Alberto Ribeiro Lamego Alberto Ribeiro Lamego nasceu no dia 09 de abril de 1896 em Campos dos Goytacazes e faleceu aos 89 anos, no Rio de Janeiro, em 16 de outubro de 1985, sendo sepultado em Campos. Filho de Alberto Frederico de Moraes Lamego e Joaquina Maria do Couto Ribeiro Lamego. Ainda criança, viaja com sua família para a Europa e conclui o primário e o ginásio (6º ao 9º ano) em Lisboa, onde inicia o secundário. Como seus pais se mudaram para a Bélgica, conclui o secundário em Bruxelas. Matricula-se na Universidade de Louvain e inicia o curso de Engenharia, Artes e Manufatura de Minas. Como os alemães invadem a Bélgica, sua família muda-se para Londres e Alberto matricula-se na Royal School of Mines, do Imperial College of Sciences and Tecnology, onde graduou-se em 1918. Em 1920 sua família regressa ao Brasil, após 14 anos e Alberto Lamego é admitido no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, de onde afasta-se em 1924 e retorna em 1933. Nesse período, escreveu as quatro obras sociogeográficas da série “O Homem e o Meio Ambiente”, enfocando a geologia do Rio de Janeiro, as escarpas da Guanabara e…
Leia Mais















